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Dia do Cardiologista - 14 de agosto

Cardiologista é o profissional da especialidade médica que se ocupa do diagnóstico e do tratamento de doenças e disfunções

Cardiologista é o profissional da especialidade médica que se ocupa do diagnóstico e do tratamento de doenças e disfunções relacionadas com o sistema cardiovascular, ou seja, com o coração e a circulação sanguínea, e até da cirurgia cardiovascular.

Características desejáveis

Para ser um cardiologista é necessário que o profissional tenha gosto por ajudar as pessoas, e que, acima de tudo, goste de promover a saúde e o bem-estar de seus pacientes. Outras características desejáveis são: responsabilidade, metodologia, capacidade de observação, capacidade de organização, dinamismo, agilidade, raciocínio rápido, facilidade de lidar com as pessoas, capacidade de diagnóstico, raciocínio lógico e carisma

Formação necessária

Para ser um cardiologista antes de tudo é necessário diploma de medicina de uma instituição reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura). Posteriormente deve ser feita uma especialização em cardiologia, com residência em hospitais e institutos especializados. Também pode ser feita pós-graduação em cardiologia, bem como mestrado e doutorado na área. Quando se trata da área da saúde, quanto mais especializado e diplomado é o médico, mais conceituado e reconhecido é seu trabalho. Depois dos títulos, o profissional também pode participar de uma grande quantidade de convenções e congressos da área da saúde para procurar um desenvolvimento cada vez maior.

Principais atividades

Suas principais atividades são: realizar consulta com o paciente; realizar entrevista e conhecer o paciente (seus costumes, alimentação, doenças congênitas, histórico familiar, etc.); realizar os exames e testes físicos; realizar o pedido de exames laboratoriais, eletrocardiogramas, ecocardiogramas, etc.; analisar o resultado dos exames; diagnosticar possíveis disfunções; analisar junto à uma equipe de cirurgia cardiovascular a condição do paciente, caso se faça necessária uma intervenção cirúrgica; conversar com o paciente, explicar sua situação de saúde e indicar a ele mudanças necessárias para a promoção do bem-estar como uma dieta mais rigorosa, a realização de exercícios, de exames periódicos, etc.; conversar com a o paciente que será operado, se for o caso, e com sua família explicando a intervenção cirúrgica, a razão de sua necessidade e as consequências e cuidados que devem ser tomados; em alguns casos, encaminhar o paciente ao departamento responsável pelos transplantes de órgãos

Áreas de atuação e especialidades

O médico cardiologista pode atuar tanto na clínica médica e na realização de exames, quanto na área da cirurgia cardiovascular. Esse profissional atua em consultórios e clínicas particulares ou públicas, em hospitais e casas de saúde gerais ou especializados em cardiologia, em grupos multidisciplinares de especialidades médicas, etc. Esse profissional pode também atuar na área de pesquisa de novas técnicas de cirurgias e transplantes, e na docência, ou seja, lecionando no ensino superior.

Mercado de trabalho

Como em toda a área da saúde, o mercado de trabalho é amplo para o cardiologista, e a perspectiva é de crescimento. Isso por que, o Brasil ainda é um país carente de saúde pública e de atendimento público de qualidade, portanto há uma necessidade muito grande de profissionais qualificados.

Curiosidades

No início do século passado havia, em Medicina, somente quatro áreas básicas: Clínica, Obstetrícia, Cirurgia e Pediatria. Na década de 1920, a Cardiologia, em virtude do seu desenvolvimento e complexidade crescente, separou-se, em definitivo, da Clínica Médica, passando a constituir especialidade autônoma e bem definida. Antes disso, porém, obras pioneiras já haviam surgido, inclusive no Brasil. A primeira foi Moléstias do Coração e dos Grandes Vasos Arteriais, de Martins Costa e Carlos Alvarenga, publicada em 1898, seguida de Noções Fundamentais de Cardiologia, de Osvaldo de Oliveira. Começava a germinar, no Brasil, um crescente interesse pelas doenças do coração. Em 1909, Carlos Chagas e seus colaboradores, entre eles Gaspar Vianna, Eurico Villela, Margarino Torres, diagnosticaram a cardiopatia chagásica, primeiro grande estudo científico de uma doença cardíaca no Brasil, ímpar e magnífica contribuição para a Cardiologia mundial. E logo começaram a chegar os primeiros eletrocardiógrafos, entre os quais o que Carlos Chagas trouxe para Manguinhos.

Em 1933, houve a primeira tentativa de criação de uma “Sociedade Brasileira de Cardiologia e Hematologia”, na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, sob a direção de Carlos Cruz Lima. Uma pena! Essa iniciativa não prosperou. Enquanto isso, em São Paulo, no Hospital Municipal, Dante Pazzanese ministrava seu curso anual de eletrocardiografia, seguido da criação de um serviço no qual, em 1942, o dr. Frank Norman Wilson, fundador e diretor da “Heart Station”, do Hospital da Universidade de Michigan, veio dar um curso de eletrocardiografia, assistido por grandes nomes da medicina nacional interessados nos problemas cardíacos, como Magalhães Gomes e Antônio Villela, do Rio de Janeiro; Jairo Ramos, Barbosa Correia e Celestino Bourroul, de São Paulo. Finalmente, em 1943, os alunos do 3.º Curso do Serviço de Cardiologia do Hospital Municipal de São Paulo, liderados por Dante Pazzanese, fundaram a “Sociedade Brasileira de Cardiologia”, a 5.ª Sociedade Nacional no Continente Americano e a 13.ª no mundo, que, desde, então, congregou e conduziu os cardiologistas do Brasil.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia

 

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Dia do Cardiologista - 14 de agosto

Cardiologista é o profissional da especialidade médica que se ocupa do diagnóstico e do tratamento de doenças e disfunções relacionadas com o sistema cardiovascular, ou seja, com o coração e a circulação sanguínea, e até da cirurgia cardiovascular.

Características desejáveis

Para ser um cardiologista é necessário que o profissional tenha gosto por ajudar as pessoas, e que, acima de tudo, goste de promover a saúde e o bem-estar de seus pacientes. Outras características desejáveis são: responsabilidade, metodologia, capacidade de observação, capacidade de organização, dinamismo, agilidade, raciocínio rápido, facilidade de lidar com as pessoas, capacidade de diagnóstico, raciocínio lógico e carisma

Formação necessária

Para ser um cardiologista antes de tudo é necessário diploma de medicina de uma instituição reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura). Posteriormente deve ser feita uma especialização em cardiologia, com residência em hospitais e institutos especializados. Também pode ser feita pós-graduação em cardiologia, bem como mestrado e doutorado na área. Quando se trata da área da saúde, quanto mais especializado e diplomado é o médico, mais conceituado e reconhecido é seu trabalho. Depois dos títulos, o profissional também pode participar de uma grande quantidade de convenções e congressos da área da saúde para procurar um desenvolvimento cada vez maior.

Principais atividades

Suas principais atividades são: realizar consulta com o paciente; realizar entrevista e conhecer o paciente (seus costumes, alimentação, doenças congênitas, histórico familiar, etc.); realizar os exames e testes físicos; realizar o pedido de exames laboratoriais, eletrocardiogramas, ecocardiogramas, etc.; analisar o resultado dos exames; diagnosticar possíveis disfunções; analisar junto à uma equipe de cirurgia cardiovascular a condição do paciente, caso se faça necessária uma intervenção cirúrgica; conversar com o paciente, explicar sua situação de saúde e indicar a ele mudanças necessárias para a promoção do bem-estar como uma dieta mais rigorosa, a realização de exercícios, de exames periódicos, etc.; conversar com a o paciente que será operado, se for o caso, e com sua família explicando a intervenção cirúrgica, a razão de sua necessidade e as consequências e cuidados que devem ser tomados; em alguns casos, encaminhar o paciente ao departamento responsável pelos transplantes de órgãos

Áreas de atuação e especialidades

O médico cardiologista pode atuar tanto na clínica médica e na realização de exames, quanto na área da cirurgia cardiovascular. Esse profissional atua em consultórios e clínicas particulares ou públicas, em hospitais e casas de saúde gerais ou especializados em cardiologia, em grupos multidisciplinares de especialidades médicas, etc. Esse profissional pode também atuar na área de pesquisa de novas técnicas de cirurgias e transplantes, e na docência, ou seja, lecionando no ensino superior.

Mercado de trabalho

Como em toda a área da saúde, o mercado de trabalho é amplo para o cardiologista, e a perspectiva é de crescimento. Isso por que, o Brasil ainda é um país carente de saúde pública e de atendimento público de qualidade, portanto há uma necessidade muito grande de profissionais qualificados.

Curiosidades

No início do século passado havia, em Medicina, somente quatro áreas básicas: Clínica, Obstetrícia, Cirurgia e Pediatria. Na década de 1920, a Cardiologia, em virtude do seu desenvolvimento e complexidade crescente, separou-se, em definitivo, da Clínica Médica, passando a constituir especialidade autônoma e bem definida. Antes disso, porém, obras pioneiras já haviam surgido, inclusive no Brasil. A primeira foi Moléstias do Coração e dos Grandes Vasos Arteriais, de Martins Costa e Carlos Alvarenga, publicada em 1898, seguida de Noções Fundamentais de Cardiologia, de Osvaldo de Oliveira. Começava a germinar, no Brasil, um crescente interesse pelas doenças do coração. Em 1909, Carlos Chagas e seus colaboradores, entre eles Gaspar Vianna, Eurico Villela, Margarino Torres, diagnosticaram a cardiopatia chagásica, primeiro grande estudo científico de uma doença cardíaca no Brasil, ímpar e magnífica contribuição para a Cardiologia mundial. E logo começaram a chegar os primeiros eletrocardiógrafos, entre os quais o que Carlos Chagas trouxe para Manguinhos.

Em 1933, houve a primeira tentativa de criação de uma “Sociedade Brasileira de Cardiologia e Hematologia”, na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, sob a direção de Carlos Cruz Lima. Uma pena! Essa iniciativa não prosperou. Enquanto isso, em São Paulo, no Hospital Municipal, Dante Pazzanese ministrava seu curso anual de eletrocardiografia, seguido da criação de um serviço no qual, em 1942, o dr. Frank Norman Wilson, fundador e diretor da “Heart Station”, do Hospital da Universidade de Michigan, veio dar um curso de eletrocardiografia, assistido por grandes nomes da medicina nacional interessados nos problemas cardíacos, como Magalhães Gomes e Antônio Villela, do Rio de Janeiro; Jairo Ramos, Barbosa Correia e Celestino Bourroul, de São Paulo. Finalmente, em 1943, os alunos do 3.º Curso do Serviço de Cardiologia do Hospital Municipal de São Paulo, liderados por Dante Pazzanese, fundaram a “Sociedade Brasileira de Cardiologia”, a 5.ª Sociedade Nacional no Continente Americano e a 13.ª no mundo, que, desde, então, congregou e conduziu os cardiologistas do Brasil.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia

 

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