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Domingo, 20 de Setembro 2026
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Dia de criação da Casa da Moeda do Brasil

11 de fevereiro

Dia de criação da Casa da Moeda do Brasil
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A Casa da Moeda do Brasil tem como finalidade prioritária garantir o suprimento do meio circulante nacional, mas busca ocupar uma fatia expressiva do mercado de produtos gráficos de segurança, prioritariamente para atender ao setor público e aos prestadores de serviços públicos. A empresa pode, ainda, manter presença no mercado externo. Neste segmento, é interessante registrar que a presença da CMB no mercado internacional remonta a 1813, quando foram exportadas moedas para algumas colônias portuguesas no continente africano. Para atuar num mercado onde a concorrência é cada vez mais acirrada, a CMB vem procurando aperfeiçoar continuamente suas práticas no atendimento a clientes, sabendo que a satisfação e confiança destes constituem seu mais valioso ativo.  

História 

Apesar de ter seu dia de comemoração de criação em 11 de fevereiro, a Casa da Moeda do Brasil é uma empresa pública, vinculada ao Ministério da Fazenda, fundada em 8 de março de 1694. A empresa está chegando a 331 anos de existência. Foi criada no Brasil Colônia pelos governantes portugueses para fabricar moedas com o ouro proveniente das minerações. Na época a extração de ouro era muito expressiva no Brasil e o crescimento do comércio começava a causar um caos monetário devido à falta de um suprimento local de moedas. Um ano após a fundação, a cunhagem das primeiras moedas genuinamente brasileiras foi iniciada na cidade de Salvador, primeira sede da CMB, permitindo assim que fossem progressivamente substituídas as diversas moedas estrangeiras que aqui circulavam. Em 1695 foram cunhadas as primeiras moedas oficiais do Brasil, de 1.000, 2.000 e 4.000 réis, em ouro e de 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis, em prata, que ficaram conhecidas como a “série das patacas”. Desde então, através da produção de moedas e, posteriormente, também de cédulas e outros produtos fiduciários e de segurança, a história da CMB vem se tornando parte da própria História do Brasil. Em 1843, utilizando técnicas “intaglio”, a Casa da Moeda imprimiu o selo “Olho de Boi”, fazendo do Brasil o terceiro país do mundo (precedido apenas pela Inglaterra e pela Suíça) a emitir um selo postal. Esse selo é seguramente parte de nossa história, bem como é parte da história da filatelia mundial. Após alguns anos de atividade no nordeste do Brasil e em Minas Gerais, a CMB foi transferida para o Rio de Janeiro, então capital da República, operando inicialmente em instalações provisórias e, mais tarde, em amplo e adequado prédio construído na Praça da República, inaugurado em 1868 (hoje pertencente ao Arquivo Nacional). Essa planta foi modernizada no período de 1964 a 1969, com o propósito de assegurar a nosso país a auto suficiência na produção de seu meio circulante. Em 1969, para surpresa dos especialistas internacionais, essa meta foi alcançada: cinco diferentes denominações de cédulas brasileiras foram simultaneamente lançadas, estritamente de acordo com o planejamento governamental elaborado em 1967. O crescimento da economia brasileira durante os anos subseqüentes veio requerer a expansão da capacidade de produção da empresa. Um novo complexo industrial, que hoje representa um dos maiores do gênero no mundo, foi especificamente projetado, construído e inaugurado em 1984, no Distrito Industrial de Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Essas modernas instalações ocupam cerca de 110.000 metros quadrados de área construída, em uma área de terreno de cerca de 500.000 metros quadrados. Sendo uma das mais antigas instituições públicas brasileiras, a CMB orgulha-se de ter conquistado ao longo de seus mais de três séculos o respeito de seus clientes e da sociedade brasileira, confiavelmente suprindo produtos de segurança de alta qualidade, compatíveis com os mais exigentes padrões internacionais e com profundo respeito ao Meio Ambiente. 

Origem do dinheiro - Nos tempos mais remotos, com a fixação do homem à terra, estes passaram a permutar o excedente que produziam. Surgia a primeira manifestação de comércio: o escambo, que consistia na troca direta de mercadorias como o gado, sal, grãos, pele de animais, cerâmicas, cacau, café, conchas, e outras. Esse sistema de troca direta, que durou por vários séculos, deu origem ao surgimento de vocábulos como “salário”, o pagamento feito através de certa quantidade de sal; “pecúnia”, do latim “pecus”, que significa rebanho (gado) ou “peculium”, relativo ao gado miúdo (ovelha ou cabrito). As primeiras moedas, tal como conhecemos hoje, peças representando valores, geralmente em metal surgiram na Lídia (atual Turquia), no século VII A. C.. As características que se desejava ressaltar eram transportadas para as peças, através da pancada de um objeto pesado (martelo), em primitivos cunhos. Foi o surgimento da cunhagem a martelo, onde os signos monetários eram valorizados também pela nobreza dos metais empregados, como o ouro e a prata. Embora a evolução dos tempos tenha levado à substituição do ouro e da prata por metais menos raros ou suas ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a associação dos atributos de beleza e expressão cultural ao valor monetário das moedas, que quase sempre, na atualidade, apresentam figuras representativas da história, da cultura, das riquezas e do poder das sociedades. A necessidade de guardar as moedas em segurança deu surgimento aos bancos. Os negociantes de ouro e prata, por terem cofres e guardas a seu serviço, passaram a aceitar a responsabilidade de cuidar do dinheiro de seus clientes e a dar recibos escritos das quantias guardadas. Esses recibos (então conhecidos como “goldsmith’s notes”) passaram, com o tempo, a servir como meio de pagamento por seus possuidores, por serem mais seguros de portar do que o dinheiro vivo. Assim surgiram as primeiras cédulas de “papel moeda”, ou cédulas de banco, ao mesmo tempo que a guarda dos valores em espécie dava origem à instituições bancárias. Os primeiros bancos reconhecidos oficialmente surgiram na Inglaterra, e a palavra “bank” veio da italiana “banco”, peça de madeira que os comerciantes de valores oriundos da Itália e estabelecidos em Londres usavam para operar seus negócios no mercado público londrino. Ordem dos “moedeiros” - Sabe-se que os antigos romanos costumavam agrupar os artistas em colégios, a fim de que fossem desenvolvidas suas aptidões, medida que alcançou extraordinários resultados. Tendo sido adotada por outros povos, se estendeu até a Idade Média, quando surgiram as Corporações de Artes e Ofícios. A França reuniu, no princípio do século 12, pela primeira vez, em uma corporação, os artistas-moedeiros, a eles concedendo privilégios. Se originava aí a Corporação dos Moedeiros, que rapidamente se espalharia pela Europa. Entre seus privilégios destacavam-se a isenção a determinados impostos, o direito a tribunal próprio e a prisão especial. Eram sujeitos a Alcaides e julgados pelos mestres da moeda. Suas mulheres e famílias podiam usar sedas, e as viúvas “que estivessem em boa fama” desfrutavam , igualmente, de todos os privilégios, honrarias e exceções. “Não se lhes podia tomar roupa, nem palha, nem cevada, nem galinhas, nem lenha ou outra qualquer coisa, contra a vontade dos moedeiros. Em Portugal, do qual o Brasil herdou a tradição, a Corporação dos Moedeiros teve início no reinado de d. Dinis, em 1324. Tal importância tinham as Corporações, na época, que a elas se dava o direito de participar das procissões, possuindo cada classe artística um padroeiro. Os moedeiros de Lisboa administravam a Confraria de Sant’Ana da Sé e, até os nossos tempos, os moedeiros da Casa da Moeda do Brasil têm em Sant’Ana sua padroeira, celebrando anualmente, no dia 26 de julho, seu dia. 

Produtos - Para atender à demanda de seus clientes, a CMB dispõe de três unidades industriais, o Departamento de Cédulas (Deced), responsável pela impressão das cédulas do meio circulante nacional; o Departamento de Moedas e Medalhas (Demom), que atua na cunhagem de moedas de circulação e também de moedas e medalhas comemorativas; e o Departamento de Gráfica Geral (Deger), a quem cabe a produção dos produtos gráficos de segurança, como selos fiscais e postais, passaportes, cartões indutivos para telefonia, bilhetes magnetizados para transporte (metrô e ônibus), carteiras de trabalho, selos cartoriais e outros produtos. Suas instalações fabris, em ambiente climatizado, foram concebidas dentro dos atuais conceitos de racionalização de fluxos produtivos, tratamento acústico e principalmente, da segurança exigida nestas atividades. 

Cédulas - A fábrica de cédulas tem a capacidade instalada para produzir cerca de 2 bilhões de unidades por ano, operando em 2 turnos de trabalho. O processo de impressão de cédulas compõe-se das seguintes etapas de fabricação: impressão offset, impressão calcográfica, análise crítica e acabamento automatizado, que engloba a impressão tipográfica, o corte e o acabamento. O suprimento de matérias-primas é garantido por fornecedores nacionais, que produzem tintas, papéis e outros insumos, observando rigorosas especificações. A eficiência alcançada pelo processo produtivo se reflete nos baixos índices de perda registrados e é decorrente do emprego de novas tecnologias e modernos conceitos de trabalho, tais como: acabamento automatizado; célula de manufatura; kanban; redução do ciclo do processo produtivo; autocontrole da qualidade  

Moedas e Medalhas - O Departamento de Moedas e Medalhas (Demon) possui capacidade instalada para produzir até 2,8 bilhões de moedas, operando em 3 turnos de trabalho, atendendo assim a toda a necessidade de moedas do meio circulante brasileiro. O processo de fabricação de moedas compõe-se das etapas de eletrodeposição de discos, preparação dos ferramentais de cunhagem, cunhagem das moedas propriamente ditas, e finalmente, a contagem/embalagem das mesmas. Para a eletrodeposição de discos, a Casa da Moeda dispõe, desde 1998, de moderna planta para revestimento em ligas de cobre e bronze, com capacidade para atendimento de toda a demanda do País, podendo, eventualmente, atender encomendas do exterior. Os ferramentais de cunhagem, considerados primordiais em termos de segurança do produto, são fabricados no Demom, através da utilização de modernos equipamentos como torno mecânico a comando numérico computadorizado (CNC) e sistema de eletroerosão a fio e por penetração. Na cunhagem de moedas, encontram-se em operação prensas de cunhagem horizontais e verticais, sendo estas utilizadas também para a cunhagem de moedas bimetálicas (R$ 1,00). Todas dotadas de contadores eletrônicos que garantem a segurança e controle do processo. Ao final deste processo existem três linhas de contagem totalmente automatizadas, com capacidade para contar/embalar até 6 denominações (valor facial) de moedas. Os números obtidos nesses contadores são comparados com aqueles registrados nas prensas, assegurando que a quantidade produzida será efetivamente entregue ao Banco Central do Brasil. O Demom fabrica ainda produtos na área de numismática como moedas comemorativas, moedas com acabamento especial, medalhas comemorativas e comendas, utilizando metais nobres como ouro, prata e outras ligas, podendo atuar também para o mercado externo, como ocorreu recentemente com a República Popular de Angola. Como forma de garantir a segurança física e patrimonial do processo, o Departamento dispõe de sistema de circuito fechado de TV. 

Projeto de Produto e Desenvolvimento de Matrizes - O Departamento de Projeto de Produto e Desenvolvimento de Matrizes (Demat) é responsável pelas atividades referentes à concepção artística, confecção de originais e reprodução de matrizes para fabricação de todos os produtos da CMB, bem como pela elaboração de especificações técnicas e desenvolvimento dos fornecedores das matérias-primas e insumos industriais. Além disso, o Demat é responsável pelas atividades periciais de produtos; delineamento para formação de preços e fabricação de produtos; especificação de produtos e processos para pré-impressão. Nele são confeccionadas todas as matrizes, galvânicas e metalúrgicas, estas últimas por processo de gravação por CNC e a laser. A CMB também presta serviço a terceiros, e pode, além de produzir, manter originais e matrizes sob custódia, observando rigorosos padrões de segurança. A qualidade dos produtos e serviços é assegurada, não só pela excelência de seu quadro de técnicos e artistas, mas também pelo uso de equipamentos que incorporam tecnologias de ponta, como: Fotocompositora com resolução de 10000 dpi; Sistema completo de criação e gravação digital de matrizes calcográficas (Computer To Intaglio Plate – CTIP); Equipamento de acabamento de matrizes (Plate Bright); Sistema de editoração eletrônica para criação de layouts artísticos e elaboração de fundos de segurança, utilizando os mais avançados programas disponibilizados apenas para impressoras oficias dos governos; Sistema eletrônico para gravação de cilindros para impressão em rotogravura; Sistema CNC e a laser para criação e gravação de matrizes para moedas e medalhas; Sistema de eletrodeposição cobre, níquel e cromo auto-reguláveis para garantir a repetibilidade do processo; Sistema híbrido de pré-impressão gráfica (Computer To Film – CTF e Computer To Plate – CTP). A atividade do Demat é singular: combina a expressão da arte dos projetistas gráficos e gravadores com os mais avançados recursos de computação digital e programas de elaboração de fundos de segurança. 

Gráfica Geral - O Departamento de Gráfica Geral (Deger) produz documentos de segurança diversos, destacando-se: Passaportes; Selos Fiscais, Selos Postais; Comemorativos e Ordinários; Selos Cartoriais; Bilhetes Magnetizados para transporte de massa (Metrô, Trem e Ônibus), tipo Edmonson; Cédulas de Identidade Civil; Carteira Nacional de Habilitação; Carteiras de Trabalho; Carteiras de Identificação para Instituições diversas (Ministério Público Federal, Conselhos Federais e Regionais, OAB, etc.). Além dos produtos gráficos de segurança, o Deger é responsável pela fabricação dos cartões indutivos para telefonia. Os recursos existentes no Deger incluem equipamentos de última geração, que permitem o uso de diversos processos de impressão demandados pelos clientes. A Empresa dispõe de linhas de impressão e acabamento de produtos especiais, como o cartão telefônico, com avançado grau de automação, estando pronta para atender aos clientes que desejem produtos com alto nível de segurança e confiabilidade, incluindo documentos de segurança com microprocessador (chip). Atualmente, a Casa da Moeda vem atuando no mercado de personalização de documentos de segurança, ou seja, os dados são colhidos pelo cliente, enviados eletronicamente à Casa da Moeda que processa as informações e imprime os documentos com todos os dados variáveis, como é o caso do novo passaporte brasileiro. Na confecção de selos cartoriais a CMB disponibiliza aos clientes uma infra-estrutura logística de distribuição e acesso, pelos usuários, através de internet, que permite aos interessados o controle da emissão e utilização dos selos.  

Política da Qualidade - A Política da Qualidade da Casa da Moeda estabelece compromissos permanentes com a competitividade, qualidade e excelência de seus produtos e serviços, tendo como foco principal a satisfação de seus clientes. Além disso, a preservação do meio-ambiente e a manutenção de condições adequadas de trabalho para seus colaboradores são, também, requisitos para o seu desenvolvimento. Para tanto, a CMB, sob a coordenação do Departamento de garantia da Qualidade (DEPGQ), vem implantando Sistemas de Gestão da Qualidade, segundo o modelo NBR ISO, tendo alcançado, recentemente, a Certificação ISO 9001:2000. Modernas tecnologias para Controle da Qualidade de matérias-primas, materiais e produtos são utilizadas em seus laboratórios. Seus fornecedores e parceiros são qualificados e desenvolvidos quanto ao seu desempenho, resultando em estreitamento das relações fornecedores/CMB/clientes. 

Tecnologia - A Casa da Moeda do Brasil dispõe, em sua estrutura, de um Departamento de Tecnologia (Detec), que tem a responsabilidade de manter a Empresa atualizada no que diz respeito a seus produtos e processos, de modo a atender às crescentes demandas do exigente mercado em que atua. Com esse propósito, é feito um permanente acompanhamento dos desenvolvimentos registrados não apenas no campo específico dos processos industriais e dos materiais de imediato interesse para o negócio da Casa da Moeda, mas também em outras áreas, pois a adaptação e migração dos progressos técnicos de uma aplicação para outra oferece ricas oportunidades para inovação e aperfeiçoamento. Ao Departamento de Tecnologia, subsidiado pelas áreas de mercado e industrial, cabe também promover desenvolvimentos autônomos, utilizando seus próprios recursos ou em parceria com fornecedores, Universidades, Centros de Pesquisa e outras instituições congêneres, com as quais mantém regularmente proveitoso intercâmbio.  

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