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Quarta-feira, 24 de Junho 2026
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Dia da Vacina BCG - 1º de julho

O 1º de julho é o Dia da Vacina BCG (bacilo de Calmette e Guérin).

Dia da Vacina BCG - 1º de julho
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O 1º de julho é o Dia da Vacina BCG (bacilo de Calmette e Guérin). Ela foi criada em 1921. Produzida por meio de cepas da bactéria da tuberculose bovina e aplicada sob a forma de injeção intradérmica, imuniza crianças de 0 a 4 anos e adultos. É indicada para prevenir não só as formas graves da tuberculose, bem como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa. Desde 1976, a vacina é obrigatória para crianças menores de 1 ano de idade; por lei, deve ser aplicada ainda na maternidade em recém-nascidos com peso igual ou superior a 2 kg. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda revacinar todas as crianças em idade escolar, que estejam com 6 anos de idade, independentemente de terem ou não cicatriz vacinal, em razão de dados estatísticos que alertaram para o retorno dessa doença, que já havia sido erradicada do Brasil.

Desde a década de 1950, com a introdução da isoniazida como terapêutica, houve enorme avanço no controle e tratamento da tuberculose. Mesmo assim, a doença continua sendo um sério problema de Saúde Pública, não só entre os países em desenvolvimento, mas também nos países desenvolvidos. A imunidade natural contra a tuberculose é indiscutível e justifica o fato de a infecção tuberculosa, na maior parte das pessoas, ser localizada, sem a ocorrência da doença. Essa resistência natural na espécie humana é menor nos extremos de idade, isto é, nos muitos jovens ou muito velhos, e também na gravidez. Apesar de a imunidade adquirida ter sido suspeita mesmo antes da descoberta do bacilo tuberculoso por Koch, em 1882, foi alvo de inúmeras discussões. Marfan, em 1886, enunciou a lei que leva o seu nome, na qual afirmava que a doença local protegia contra o risco de tuberculose pulmonar progressiva. O próprio Koch, em 1891, descreveu uma diferença de resposta quando injetava bacilo tuberculoso virulento em cobaias previamente sensibilizadas ou não; isto foi chamado de Fenômeno de Koch e considerado como sinal de imunidade.

Atualmente já é certa que a infecção primária é capaz de prevenir, em certo grau, a evolução da infecção subsequente para doença clínica. Essa imunidade adquirida é do tipo celular e se baseia fundamentalmente na capacidade de bacteriostase intracelular que se desenvolve nos macrófagos. A infecção primária artificial pode ter o mesmo efeito que a infecção natural. A vacina BCG tem por finalidade substituir a infecção natural, potencialmente patogênica, por uma primoinfecção artificial e inofensiva, ocasionada por bacilo não virulento, na esperança de que isto contribua para aumentar a resistência do indivíduo, em face de uma infecção ulterior pelo bacilo virulento.

Recomendações

O Ministério da Saúde no Brasil recomenda que a primeira vacinação da BCG aconteça a partir do primeiro mês de vida ou durante o primeiro ano de vida. A dose de reforço acontece após os 10 anos de idade. As reações previsíveis são as erupções avermelhadas na pele, as chamadas exantemas. A vacina, em alguns casos, pode deixar uma pequena cicatriz. Em nosso país existe o Programa Nacional de Imunizações. Constam nesse programa, a vacina BCG contra a tuberculose, a Tríplice contra a coqueluche, difteria e tétano, a vacina contra o sarampo e a vacina Sabin contra a poliomielite. Em termos de saúde pública, o programa brasileiro é um sucesso e seus resultados são considerados maravilhosos. Ele praticamente acabou com essas doenças no Brasil. Além disso, o programa brasileiro está entre os mais eficazes. A vacina BCG pode ser simultaneamente aplicada com outras vacinas, mesmo com as de vírus vivos. Só é contraindicada em casos de imunodeficiência congênita ou adquirida – por exemplo, indivíduos HIV-positivos, que apresentem sintomas da doença, e durante a gravidez.

A vacina BCG pode ser simultaneamente aplicada com outras vacinas, mesmo com as de vírus vivos. Só é contraindicada em casos de imunodeficiência congênita ou adquirida - por exemplo, indivíduos HIV-positivos, que apresentem sintomas da doença, e durante a gravidez. Com o advento da aids, houve alta no número de casos de tuberculose em portadores do vírus. Hoje, a associação dessas duas enfermidades - aids e tuberculose - constitui um sério problema de saúde pública, principalmente por contribuir para o aumento dos índices de mortalidade. O Ministério da Saúde adota a vacinação com BCG como uma das medidas de proteção contra a transmissão da tuberculose. Doses da vacina são aplicadas em todos os estados brasileiros como parte do Programa Nacional de Imunizações, numa tentativa de novamente erradicar essa doença do país, de uma vez por todas.

Tuberculose

A tuberculose é causada pelo bacilo de Koch. É uma doença contagiosa, transmitida de pessoa para pessoa por meio da saliva, sobretudo quando o doente tosse, espirra ou fala, ou por objetos contaminados. Ao ser expelido no ambiente, o bacilo pode permanecer no ar por várias horas, facilitando a contaminação. Um único micróbio pode contaminar uma pessoa, embora, para que ocorra a transmissão da tuberculose, sejam necessárias muitas horas de convívio com uma pessoa contaminada. Os sintomas mais comuns da tuberculose são: tosse persistente por mais de três semanas, acompanhada, geralmente, por escarro com sangue, perda de peso, dor no peito, suor noturno, cansaço e febre no final da tarde. Felizmente, a tuberculose já tem cura. A doença é detectada por meio de um exame de raio X ou abreugrafia. Após o diagnóstico, a pessoa contaminada se submete a um tratamento que dura, aproximadamente, seis meses e inclui a combinação de três remédios antibióticos, ou seja, um tipo de quimioterapia de curta duração. Sem um tratamento adequado, o paciente pode morrer ou sofrer sérias consequências. Não convém interromper o tratamento ao desaparecerem os sintomas, pois os bacilos podem permanecer vivos e escondidos em partes dos pulmões, acarretando a reincidência da doença.

 

               

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