O deputado Frederico d’Avila junto com os deputados Gil Diniz, Douglas Garcia, Major Mecca e Valéria Bolsonaro protocolaram o pedido de impeachment do governador de São Paulo, João Doria, na tarde de quarta-feira 22 de abril.
Em meio ao combate contra o coronavírus, João Doria, tem violado diversos princípios constitucionais da legislação brasileira. Um deles, é o acordo que fez com as quatro maiores operadoras do país para monitorar os cidadãos paulistas. Em seu discurso, disse ainda que poderia prender o cidadão que desobedecer a quarentena.
Doria também é acusado por uso indevido e ilegal de bem público. A utilização de um helicóptero do Comando de Aviação da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que causou muita polêmica, estava empregado na proteção de matas e rios no Estado e o governador tentou transformá-lo em transporte executivo para uso privativo.
Segundo o deputado estadual Frederico d’Avila, um dos principais parlamentares responsáveis pelo pedido de impeachment, não faz sentido a atitude do governador, pois ele já tem à sua inteira disposição um helicóptero bi-turbina EC 135. “Péssima alocação de recursos num momento em que isso é tão crucial. A boa utilização desta aeronave pode salvar vidas, principalmente se for colocada a serviço do transporte de órgãos e atendimentos emergenciais de resgate. Mas João Doria mais uma vez opta pelo seu próprio conforto em vez de atender aos interesses do povo paulista”.
A regulamentação indevida de decreto presidencial ao impedir o consumo de alimentos nos restaurantes, contratação de empresa de TI para controle e fichamento de apoiadores e detratores nas redes sociais (controle de opositores), propaganda oficial do governo para propagar fatos e ações inexistentes, são mais alguns dos motivos que alicerçaram o pedido de impeachment.
O atual governador de São Paulo, João Doria, durante o período de crise tem feito diversos pronunciamentos públicos alegando que o Governo estadual está preparado para enfrentamento do covid-19, obrigando o distanciamento social, e a não aglomeração de pessoas. No entanto, de forma contraditória, fomentou o que disse ser o maior carnaval do Brasil em São Paulo, participou ativamente, aliás, não somente em São Paulo, mas também no Rio de Janeiro.
Além disso, participou e realizou em nome do Governo estadual, da Corrida da Mulher SP, realizada em 8 de março, onde mais de 16 mil mulheres participaram das provas de corrida de rua e aproximadamente 40 mil pessoas estiveram durante o dia para acompanhar a programação de shows. Depois de três dias esteve em evento de entrega de casas populares em Registro/SP, com a presença de mais de 10 mil pessoas, o que mostra mais uma vez contradição no que ele faz e fala.
A falta de publicidade dos contratos da Fundação Padre Anchieta, utilização de propaganda oficial do governo para propagar fatos e ações inexistentes no que tange a retomada de obras de mobilidade paralisadas, quando em verdade as obras do trecho norte do Rodoanel e a linha 6 do metrô seguem abandonadas e paralisadas e aquisição de material que não atende a legislação, tendo que em seguida recolher o material que foi dispendioso para os cofres do Estado, sem qualquer ressarcimento, são mais alguns dos motivos que embasaram o pedido.
Para o deputado Frederico d’Avila, o governador não está preocupado com a saúde pública dos paulistas. “Doria está usando o seu cargo como palanque eleitoral, muda o seu discurso em cenários oportunistas e para prejudicar o presidente Bolsonaro, ele ousa até acabar com economia do Estado e deixar a população na miséria, vítima da carestia e do desemprego”, finalizou.