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Quarta-feira, 17 de Junho 2026
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Depressão e ansiedade

Todos nós temos um pouco de cada sintoma, o que devemos evitar é ter muito de um só.

Depressão e ansiedade
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Todos nós temos um pouco de cada sintoma, o que devemos evitar é ter muito de um só.

Podemos ter uma ansiedade depressiva ou uma depressão ansiosa.

A ansiedade que é ancestral serve para nos defender de situações de perigo e medo real ou imaginário, se tornando patológica quando temos medos irracionais em excesso, querendo antecipar o futuro ou situações do cotidiano, com muito estresse, irritabilidade e impaciência com sintomas de sudorese, falta de ar, palpitações, pensamentos negativos, insônia, baixa da libido e autoestima, e adrenalina alta. Tudo isso pode aumentar em tempos de pandemia independente da idade, se transformar em fobias ou pânico. Os sintomas são parecidos.

Na depressão o individuo se sente muito mais do que triste, por um longo tempo, com cansaço, desanimo, letargia, desequilíbrio no humor, choros fáceis, sem sentido pela vida, sentindo-se vazio e angustias devido ao desequilíbrio dos neurotransmissores.

Tanto a ansiedade quanto a depressão têm sintomas parecidos, pois estão interligadas apesar de uma estar focada no futuro e a outra no passado, não conseguindo viver o presente. O estado emocional fica abalado, pois a razão e o intelecto não conseguem entender os motivos e causas. Pesquisas mostram que pelo menos 65% das pessoas com ansiedade sofrem de depressão conjuntamente.

O ansioso quer antecipar o futuro com pensamentos obsessivos e compulsivos, como não consegue, fica frustrado e vai para a depressão com sentimentos de culpa e reprimindo emoções do passado, sofrendo muito, podendo até ter ideias suicidas.

As possíveis causas estão, na genética, bem como no inicio da vida com a gestação, nascimento, amamentação e até os três primeiros anos de vida, quando da formação do ego e a educação recebida. Questões familiares, relacionamentos pessoais e profissionais podem levar esses conflitos para a vida toda.

Podemos amenizar esses conflitos com medicamentos e psicoterapias próprias, respiração, relaxamentos, exercícios físicos, elaborando a historia e compreendendo sem culpas, mudando o foco do conflito, desenvolvendo o amor próprio, se perdoando, se amando, se desculpando e agradecendo.

O processo de melhoria é lento, pois as mudanças são existenciais. Aceitar e se adaptar aos conflitos não é se acomodar e sim, reconhecer encarar e enfrentar para se cuidar, assim como na depressão ou ansiedade é preciso reconhecer esses estados para elaborá-las e aprender a lidar com elas até o autocontrole, a cura é muito difícil.

Se aceitando e se adaptando, fazendo o que gosta, com prazer, buscando ter mais momentos de felicidade e simplicidade com minimalismo.

A vida é boa, nós é que não sabemos como conviver apesar das dificuldades.

Na pandemia atual esses conflitos se acentuam com mais medos e pânicos, o importante é manter os protocolos, se cuidando e esperando a vacina sem politicagens, pois a vida da população está em jogo.

A vida é como uma escola, estamos sempre aprendendo a encontrar o seu sentido, não adianta ficar brigando consigo mesmo, se você souber ceder, o inconsciente saberá como te ajudar.

Viva um dia por vez...

Marco Antonio Garcia

Psicólogo clinico e psicoterapeuta.

E-mail.   marco.garcia357@gmail.com

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