Allan Kardec, no Livro dos Espíritos, ensina que “que os espíritos são os seres inteligentes da Criação. Povoam o Universo, fora o mundo material”. Mais ainda, aplicando-se o princípio da equidade, diz que “Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada qual deu uma missão, com o fim de esclarecê-los e de os fazer chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproximá-los de si.”.
A finalidade de nossa existência, portanto, não é outra senão a de conseguirmos a perfeição, de modo que a perfeição somente é alcançada pela evolução do espírito.
Aplicada à doutrina espírita, a evolução se dá por meio de sucessivas encarnações, quando ocorre gradativamente o autoaperfeiçoamento do espírito nas dimensões intelectual e moral, até elevar à condição de pureza espiritual. Às sucessivas encarnações, dá-se os nome de reencarnação, ou seja, nascer de novo.
Oportuno lembrar que a reencarnação é uma ideia central de diversos sistemas filosóficos e religiosos, a qual, inclusive, preexistia no Cristianisno até o Concilio de Constantinopla, atual Istambul, na Turquia, no ano de 553 d.C., convocado pelo imperador Justiano I, segundo a qual uma porção do Ser é capaz de subsistir à morte do corpo, sendo capaz de ligar-se sucessivamente a diversos corpos para a consecução do seu aperfeiçaomento. Mas, para atender as exigências do império bizantino, em decisão política resolveu-se nesse concílio abolir tal convicção.
Mas, fato é que ao nascermos nosso corpo espiritual, que foi criado simples e ignorante, se une a um corpo material para que possa dar sequência ao aprendizado, mantendo intacta a origem das qualidades morais, boas ou más, de cada um em razão do seu adiantamento.
Com base nesse raciocínio, a matéria é apenas o envoltório do Espírito porquanto, ao se unir ao corpo, o espírito conserva seus atributos da natureza espiritual. Assim, em cada encarnação o Espírito evolue um pouco mais, ao mesmo tempo em que corrije os erros de suas outras encarnações.
Na justiça e bondade de Deus, com a reencarnação, que nos propicia situações existênciais diferentes, tem-se a oportunidade de depurar o Espírito, tornando-o melhor, já que todos os nossos esforços devem ser destinados ao alcance da perfeição moral, que é a chave que nos abre as portas dos mundos e das colonias espirituais superiores.
Nessas circunstâncias, granjeia aqui no pako material o respeito e a estima dos homens e terás no céu a tranquilidade de consciência, estando, assim mais próximo de Deus.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca