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COP-26, Qualidade de Vida e Saúde.

Colunista Coronel PM Paulo Augusto Leite Motooka

COP-26, Qualidade de Vida e Saúde.
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A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2021, chamada de COP-26, foi realizada no período de 1 a 12 de novembro de 2021 na cidade de Glasgow (Escócia) e representa o evento global mais importante sobre o clima do planeta. A reunião que agrupou próximo de 200 países, teve como finalidade estabelecer limites sobre as emissões de gases que provocam efeito estufa e definir uma metodologia para avaliar o cumprimento dos acordos e metas, de modo a conter o aquecimento da terra a 1,5°C, segundo metas do Acordo de Paris (2015).
De antemão, analistas afirmam que o acordo firmado na Cúpula do Clima será incapaz, diante da urgência, de frear o aquecimento global. Por isso apontam que até o final do século a temperatura da terra poderá aumentar até 2,7°C, o que levará a um aumento de mais de 60% nas áreas queimadas por incêndios florestais, especialmente no Hemisfério Norte e secas recorrentes no transcorrer dos meses no ano. 
A consequência pela perda das Florestas representa um ataque contra a vida do ser humano, visto que destrói fontes de água doce e com elas, tanto a fauna quanto a flora são afetadas. O desflorestamento fragiliza o solo, expondo-o à erosão e a perda de nutrientes, eleva a temperatura e o efeito estufa, contribui para a escassez de chuvas, extinção de mananciais, além de outras consequências negativas. Assim, também sofrem os animais silvestres, pois muitos dependem das florestas para assegurarem sua sobrevivência.
Quando a temperatura global aumenta, ocorre a elevação do nível dos oceanos, redução na produção de alimentos (fome), riscos aos mananciais de água doce, aumento na recorrência de secas severas, comprometimento da recarga dos lençóis freáticos, inundações e deslizamentos de terra, furacões, extinção e migração de espécies, morte de milhões de toneladas de pescado e redução da produção, além de outras catástrofes, por esta razão compromete o desenvolvimento social e econômico. 
Na disputa pela sobrevivência humana as nações mais pobres, logo com participação menor na emissão dos gases que causam as mudanças climáticas são as que mais sofrerão, mesmo porque não possuem dinheiro para investir ou financiar em infraestrutura que promova uma adaptação aos impactos do aquecimento global.
É preciso que o mundo, começando pelas grandes potências econômicas, elimine a emissão de carbono, ajude as nações mais pobres e tornem suas economias mais verdes, além de conter o desmatamento. 
Para quem ainda não se atentou para esta temática, talvez seja uma grande oportunidade para começar a refletir sobre o assunto, analisar por onde começar e qual comportamento adotar, diante de tamanha ameaça neste final de década, afinal é preciso reduzir em 50%, nos próximos oito anos, a emissão de gases do efeito estufa no mundo e continuar com o desenvolvimento sustentável da sociedade. 
Torna-se imprescindível pensar sobre a proteção de nossas florestas (Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica), dos manguezais e corais, produção de energia renovável, afinal o ser humano é o maior causador do aquecimento global e das mudanças climáticas, desde meados do século 17, sendo certo que no período de 1850–2021 fez com que a temperatura aumentasse em média 1,09 °C. 
Individualmente, pode-se pensar ainda em exigir do poder público regulamentação e fiscalização quanto a mudanças nas empresas e indústrias, para que adotem posturas mais ambientalmente positivas, como o reuso da água, plásticos, papel e vidro, e ainda dar preferência por produtos com origem certificada e de produção sustentável.
Como dever e exercício de cidadania escolher representantes públicos, por ocasião do voto, que tenham compromissos com políticas voltadas a preservação do meio ambiente seguro e sustentável, para a atual e futuras gerações. 


Coronel PM PAULO AUGUSTO LEITE MOTOOKA
Comandante do Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo
Mestre e Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública
Bacharel em Psicologia, Direito e Especialista em Direito Ambiental

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