Assim são os políticos da esquerda no Brasil com relação às populações pobres ou na faixa da miséria. Os mais necessitados, pode-se dizer, são o combustível que alimenta a chama do ativismo dos autoproclamados progressistas. Sem a pobreza, sem a injustiça social, não teriam bandeiras a empunhar, não teriam palavras de ordem a bradar. Por isso não podemos nos enganar quando prometem erradicar a pobreza, esse é apenas o seu bastião.
Essa ideia tem uma lógica que é facilmente comprovada na história recente do país. Governos se elegeram com essa bandeira, proclamaram vitória nessa luta, mas o que se vê hoje é que muito pouco se evoluiu neste campo, principalmente se considerarmos que a grande mudança que poderia se almejar nessa área iria se construir com uma melhor educação. Por isso mesmo a educação nunca foi priorizada.
O resultado das últimas eleições nos mostraram de uma forma muito clara o domínio dos partidos de esquerda naquelas regiões em que os bolsões de pobreza são maiores. No Nordeste do país, a humilde e sofrida população que por anos foi usada pelos “coronéis”, hoje é ludibriada pela cantilena socialista sustentada na força do controle da distribuição do cartão do bolsa-família. Sem emprego e sem onde se apoiar, se agarram àquela mão que lhes vêm entregar o cartão. E assim eles vem se reelegendo.
O novo presidente vai ter que ter especial atenção para com estas populações. Com educação e emprego não necessitarão mais do cartão e se libertarão dos seus senhores, que hoje mais do que lhes dar o que necessitam, só estão interessados no seu voto.
A vitória contra estes verdadeiros inimigos da democracia está no provimento de melhores oportunidades a todos. Sem as vítimas da fome e da injustiça social, os herdeiros do legado de Marx serão como apóstolos pregando no deserto. Se Deus quiser!!
Eduardo Diniz - * Um cidadão brasileiro