O câncer de mama é o tipo de tumor com maior número de casos entre as mulheres no mundo, e um dos que mais mata. Uma realidade que, infelizmente, eu conheço de perto – minha avó paterna faleceu em decorrência da doença. Todo ano, cerca de 60 mil novos casos são identificados no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer, porém as chances de cura aumentam quanto mais cedo for feito o diagnóstico.
Com o objetivo de aumentar a conscientização das mulheres em relação ao câncer de mama, em 1990 foi criada a campanha Outubro Rosa, um mês dedicado a alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Mas você sabe como prevenir e identificar os sinais de alerta para o câncer de mama?
O principal método para diagnosticar o câncer de mama é a mamografia. O Ministério da Saúde recomenda que mulheres entre os 50 e 69 anos de idade devem realizar o exame a cada dois anos.
O autoexame não substitui a mamografia, mas pode ser útil para identificar alterações nas mamas que requerem cuidados, como: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no mamilo e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo das axilas. É importante procurar o serviço de saúde imediatamente ao constatar qualquer desses sinais.
Para isso, a Prefeitura de São Paulo ampliou o número de unidades do Serviço de Referência da Mama, com o objetivo de melhorar e ampliar o acesso e qualidade dos serviços voltados à saúde da mulher. Aqui na Zona Norte, duas unidades contam com esse serviço: Hospital Dia Vila Guilherme (Rua João Ventura Batista, 615 - Tel: 2906-2685) e Hospital Dia Brasilândia/Freguesia do Ó (Rua Rui de Morais Apocalipse, 2 - Tel: 3923-6404).
O câncer de mama não tem uma causa única, diversos fatores estão relacionados ao desenvolvimento dessa doença entre as mulheres, como: envelhecimento (quanto mais idade, maior o risco de ter a doença), fatores relacionados à vida reprodutiva da mulher (idade da primeira menstruação, ter tido ou não filhos, ter ou não amamentado, idade em que entrou na menopausa), histórico familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, atividade física insuficente e exposição à radiação ionizante.
Ainda assim, existem hábitos de vida saudável que podem contribuir para prevenir o câncer de mama. Cerca de 30% dos casos podem ser evitados com medidas como a prática de atividade física, alimentação saudável, manutenção do peso corporal adequado e amamentação.
Por isso, se ame! Adote hábitos mais saudáveis, faça a mamografia regularmente e esteja alerta a alterações no seu corpo. São medidas simples que podem salvar vidas!
Adriana Ramalho
* Vereadora da cidade de São Paulo e presidente da Associação das Vereadoras do Estado de São Paulo. E-mail: adrianaramalho@adrianaramalho.com.br