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Segunda-feira, 16 de Março 2026

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Comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo visita o jornal Semanário da Zona Norte

O coronel da Polícia Militar, Marcelo Vieira Salles, visitou na segunda-feira, dia 22 de julho, a sede do jornal Semanário

Comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo visita o jornal Semanário da  Zona Norte
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O  coronel da Polícia Militar, Marcelo Vieira Salles, visitou na segunda-feira, dia 22 de julho, a sede do jornal Semanário da Zona Norte.

O comandante-geral da PM  foi recebido pelo diretor João Carlos Dias e na oportunidade falou sobre sua experiência em comandar a Polícia Militar do Estado de São Paulo, como funcionam as estratégias, as ações, as principais atividades operacionais que são desenvolvidas pela corporação, a preocupação da sociedade quanto à violência,  a integração entre as polícias Civil, Militar e Científica, o Judiciário e a importância das mídias regionais, em especial o jornal Semanário da Zona Norte.

O coronel Salles ingressou na instituição como aluno oficial em 1985, no mesmo dia que seu pai, subtenente Nelson de Almeida Salles, passava para a reserva.

Além de bacharel em Direito, o coronel Salles é doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública. O oficial foi ajudante de Ordens do governador Geraldo Alckmin e atuou como diretor do Departamento de Segurança e chefe de gabinete da Casa Militar e Defesa Civil.

Com boa parte da carreira na Cavalaria “9 de Julho”, o coronel Salles se especializou em tropa montada e controle de distúrbios civis. Na unidade, passou por diversos postos até se tornar coordenador operacional.

O coronel Marcelo Vieira Salles assumiu o comando em  4 de maio de 2018,  em substituição ao coronel PM Nivaldo César Restivo.

Acompanhe a entrevista com o comandante Vieira Salles concedida  ao jornal Semanário da Zona Norte. 

JSZN: Qual a sua formação e como foi seu início e trajetória na Polícia Militar até chegar ao Comando Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo?

Cel. PM Salles: Nasci na Vila Antonieta, bairro tradicional da Zona Leste de São Paulo. Estudei no Colégio Moacir Campos. Depois que terminei o Ensino Médio, fui para a Academia do Barro Branco em 1985 e declarado aspirante a oficial em dezembro de 1989, turma Centenário da República. Tive a bênção de ter sido classificado no Regimento de Cavalaria 9 de Julho, em seguida tive a oportunidade de fazer um curso de equitação no Exército, em 1993, servi no Tribunal de Justiça Militar e também na Casa Militar junto ao Governo do Estado. Voltei como tenente-coronel no Regimento 9 de Julho onde fiquei mais  10 anos. Tive também a satisfação de ser chefe de gabinete da Casa Militar. Como coronel fui designado a comandar o CPA/M-5 que é o Comando da Zona Oeste, uma área com mais de 3 milhões de habitantes e composto por 4 batalhões da Polícia Militar. Fui muito bem recebido pelos oficiais, subtenentes, sargentos,  cabos e soldados. Aprendi muito e fui ajudado por todos os integrantes desses batalhões. Digo que é uma página da minha história profissional que me orgulho muito. 

Como está sendo essa experiência de comandar a Polícia Militar do Estado de São Paulo, numa das maiores metrópoles do mundo?

Cel. PM Salles:  É uma honra muito grande ser comandante- -geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo. É um Comando de muita responsabilidade que atua diretamente na Ordem Pública do Estado de São Paulo. São 645 municípios, 46 milhões de habitantes, 85 mil homens e mulheres com várias áreas desafiadoras, policiamento ordinário nas rádios patrulhas, os bombeiros, policiamento de choque, trânsito, ambiental e rodoviário, com uma gigantesca estrutura administrativa. O orçamento anual da Polícia Militar do Estado de São Paulo é de 16 bilhões de reais, é maior do que onze Estados da federação. É uma grande responsabilidade, mas também uma honra. Todos têm um trabalho muito sólido de prestação de serviço público onde os indicadores são um exemplo para o Brasil, temos o menor indicador de homicídio. Hoje, 6,48% e em 1999 era 33,1%. É um trabalho de décadas daqueles que nos antecederam.  

JSZN: Durante sua carreira, quais casos que o senhor participou, mais lhe chamaram a atenção?

Cel. PM Salles: Como tenente-coronel  tive a principal operação na Vila Socialista, em Diadema, no ABC paulista, em 1990. Época difícil com o início do Movimento Sem Terra. Já no primeiro dia como  comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, tivemos uma rebelião na Cadeia Pública de Lucélia com 1.400 internos, três defensores públicos reféns.

Uma semana após este evento veio a greve dos caminhoneiros, momento crítico que parou o País onde tivemos dificuldades de abastecimento de combustível,  alimentos e insumos para a Sabesp e o Hospital das Clínicas. Fizemos um trabalho estratégico, tático e operacional junto às polícias Civil e Científica, Exército brasileiro, Força Aérea Brasileira, Marinha e o Governo do Estado. Outro evento que podemos destacar é o massacre em Suzano. Sou de origem humilde, estudei em escola pública. Foi uma situação muito  difícil, pois nos deparamos  com aqueles adolescentes  e professores naquele estado. A Polícia Militar teve que interferir  e gerenciar aquela crise. Mais uma vez, a Força Tática do batalhão atuou de maneira determinante, o resultado poderia ser terrível senão fosse a participação dos policiais militares, pois isolamos a área para verificar o estado dos jovens e dos atiradores que se suicidaram após o trágico evento, identificar a possibilidade de ter mais agressores, explosivos e os corpos, o socorro das vítima e, acima de tudo,  lidar com  a imprensa.  Junto conosco estavam o governador João Doria e o secretário da Segurança Pública, general Campos  e o prefeito de Suzano Rodrigo Ashiuch.  Foi um dos cenários mais dantescos , tínhamos que ter frieza como policiais, mas digo que o cenário não foi nada agradável.

JSZN: Quais as estratégias e ações que o senhor adota em sua gestão no Comando Geral da Polícia Militar?

Cel. PM Salles: Levar à população segurança pública por meio dos vários segmentos que a Polícia Militar possui, mas  principalmente com o nosso modesto soldado da Rádio Patrulha. Sempre digo que as duas figuras mais importantes dentro da PM e que simbolizam de maneira crucial a corporação são os dois policiais da Rádio Patrulha. Temos uma gigantesca estrutura de apoio, profissionais dedicados na administração e nas modalidades especializadas. O ensino é a joia da coroa, temos que ter escolas de formação sólidas. E a inteligência da Polícia Militar, que são os meus olhos e ouvidos em todo o Estado de São Paulo. Nossa estrutura é bastante

capilarizada, somos umas das poucas instituições do Estado presente nos 645 munícipios. É uma grande responsabilidade que exige entrosamento das várias  áreas existentes da Polícia Militar.

JSZN: Quais as principais atividades operacionais são desenvolvidas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo?

Cel. PM Salles:  Nós temos os batalhões Operacionais, de Choque, Bombeiros, Rodoviários, Trânsito, Ambientais e uma excelente estrutura administrativa na área de Pessoal, Inteligência Operações, Logística, Comunicação, Saúde, Ensino. São diversos pilares que apoiam o trabalho da instituição sempre com  princípio de prestação de serviço público. A Polícia Militar é essencialmente prestadora de serviço público na área de Segurança Pública.

JSZN: Uma das grandes preocupações da população é com a violência, como solucionar o problema no Estado?

Cel. PM Salles: São Paulo é uma preocupação diária, o ideal é que os crimes não ocorram, mas vivemos em sociedade, um fenômeno que transcende todas as nacionalidades e todos os países. E em São Paulo,  nós estamos fazendo a lição de casa. Hoje, a violência se apresenta no Estado com menor indicador criminal de homicídio. É um trabalho  diuturno, de análise criminal e atuação. A estrutura da Polícia Militar é voltada para a prestação de serviço ao cidadão de maneira operacional.

JSZN: Como a população pode colaborar com a Polícia Militar?

Cel. PM Salles: A Segurança Pública é um dever do Estado, mas é uma responsabilidade de todos. A sociedade colabora denunciando, adotando as  melhores práticas, não  adquirindo produtos de origem duvidosa, levado informações à Polícia, e acima de tudo, vivendo como um cidadão cumprindo com sua obrigação e adotando os princípios de cidadania.

JSZN: Um dos principais programas da Polícia Militar é o programa  Vizinhança Solidária?

Cel. PM Salles: É uma espetacular ferramenta. O programa  Vizinhança Solidária tem condão de recriar a figura  do vizinho, ou seja, um cuida do outro. Essa é a grande contribuição do programa.

JSZN: Qual a importância da integração entre as polícias Civil, Militar e Científica, e o Judiciário?

Cel. PM Salles: É fundamental essa integração. O sistema de segurança é composto de várias instituições. O nosso trabalho se completa com as demais polícias e o Judiciário.

JSZN: Qual a importância das mídias regionais em especial o jornal Semanário da Zona Norte?

Cel. PM Salles: É fundamental a participação das mídias regionais, pois elas levam muita informação à população. O jornal Semanário da  Zona Norte leva informação com muita fidelidade e com uma vantagem que os grandes veículos não possuem, estão próximos da comunidade. Vocês conseguem retratar a notícia da forma mais fiel e próxima possível. E o Semanário é fiel e tem um compromisso com a população e a melhor informação, e principalmente a melhor orientação. O jornal Semanário está escrevendo a história da Zona Norte. Hoje se o inventor e gráfico Gutenberg estivesse vivo, certamente ele ficaria feliz em  ver o Semanário do jeito que está e escrevendo a história da Zona Norte.

 

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