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Sexta-feira, 24 de Abril 2026

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Comandante do Comando de Policiamento da Capital visita a sede do jornal Semanário da Zona Norte

Coronel PM Vanderlei Ramos visita o jornal Semanário da Zona Norte

Comandante do Comando de Policiamento da Capital visita a sede do jornal Semanário da  Zona Norte
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O coronel PM Vanderlei Ramos visitou a sede do jornal Semanário da Zona Norte, na segunda-feira, dia 12 de agosto, e foi recebido pelo diretor João Carlos Dias

Na oportunidade, o oficial falou sobre sua trajetória profissional dentro da corporação, as principais atividades operacionais desenvolvidas pelo Comando da Capital, o importante trabalho do programa Vizinhança Solidária, o  papel da PM para a sociedade e a importância  dos Consegs e das mídias regionais.

Criado em 1973 com a missão de regular as atividades do policiamento na Capital, o CPC é responsável por 31 batalhões territoriais, 8 Comandos de Policiamento de Área e 100 Companhias, e pela implementação de várias políticas de segurança adotadas ao longo dos anos, como o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e operações como a do Desarmamento e a Colina Verde, que resultaram na redução dos índices da criminalidade.

Acompanhe na íntegra a entrevista do comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel PM Vanderlei Ramos.

JSZN:  Qual a sua formação e como foi seu início e trajetória na Polícia Militar do Estado de São Paulo até chegar ao Comando da Capital?

Cel. PM Ramos: Nasci na cidade de Itaí, interior paulista. O meu contato com a Polícia era apenas a cadeia e o soldado Eduardo Tito. Foi com ele que tive a primeira aula sobre Direitos Humanos.  Ali, na cidade de Itaí aprendi  realmente o papel da Polícia. A visão que tive foi de uma Polícia amiga e estava ali para resolver os problemas da comunidade, além de servir e proteger as pessoas. Dali saí para o mundo. Infelizmente, não tinha condições de estudar, meu sonho era fazer Medicina. Em 1985, segui para a cidade de Botucatu  onde prestei o concurso para a Academia do Barro Branco. Antes disso, assumi inúmeras funções como servente de pedreiro, frentista de posto de gasolina, sapateiro, trabalhei na lavoura com a minha mãe e também como padeiro e confeiteiro. Ingressei  no curso preparatório para formação de oficiais  em 1986. A minha turma foi a primeira a ter especialização com aumento para quatro anos do período de duração do curso.  Dali, fui trabalhar no município de Guarulhos,  depois entrei na Escola de Educação Física. Lá, sofri algumas desmotivações na carreira interna. Retornei à Guarulhos. Outro desafio da minha carreira foi trabalhar no Centro Médico da Polícia Militar do Estado de São Paulo, fiquei quatro anos na unidade. Saindo de lá, fui promovido a capitão e encaminhado à Zona Norte, na época do coronel Nelson de Almeida. Em seguida, indicado pelo então presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Celso Limongi, fui trabalhar como assessor de justiça na entidade. Logo depois, fiz curso de aperfeiçoamento onde fui promovido  a major.  Segui novamente para Guarulhos, região do 31º Batalhão. Em seguida, promovido a tenente-coronel assumi o 15º BPM. Foi uma grande experiência para minha carreira profissional. Dali, fui promovido a coronel e comandei a Zona Sul, uma área muito problemática que vai desde o bairro de Heliopólis até a Av. Engenheiro Luiz Carlos Berrini, no bairro do Brooklin. Agora, por indicação do comandante-geral da Polícia Militar, coronel PM Marcelo Vieira Salles, assumi o  Comando de Policiamento da Capital.

JSZN:  Durante sua trajetória profissional, quais casos que o sr. participou, mais lhe chamaram a atenção?

Cel. PM Ramos: Uma ação policial que me chamou muito a atenção foi um incêndio num orfanato, na Vila Galvão, em Guarulhos. Cenas lamentáveis de crianças carbonizadas, isso me marcou bastante. Outro fato relevante foi um acidente na Rodovia Presidente Dutra, um motorista da companhia Pássaro Marrom bateu atrás de um caminhão de areia. O motorista muito nervoso e angustiado estava preso nas ferragens. O Corpo de Bombeiros foi acionado para retirá-lo do local. São casos assim que marcam a vida de um policial militar. É por isso que eles devem ter uma saúde mental muito boa e acompanhamento psicológico. Tivemos também momentos de muita alegria e felicidade, como a realização de partos na viatura. 

JSZN:  Quais as principais atividades operacionais desenvolvidas pelo Comando da Capital?

Cel. PM Ramos: O Comando de Policiamento da Capital é responsável por 8 comandos regionais, possui 31 batalhões territoriais. Desenvolvemos todos os programas de policiamento da Polícia, Rádio Patrulha, Programa de Força Tática, Rocam, Ronda Escolar. E hoje, através de uma demanda governamental, estamos criando os Baeps - Batalhões de Ações Especiais de Polícia. Os Baeps foram criados para combater o crime de maneira mais ostensiva no Estado. Nas unidades especializadas, as equipes atuam de forma semelhante aos padrões do policiamento de Choque. Atualmente, temos uma unidade na Zona Leste de São Paulo e uma na área central da cidade. Por exemplo, a demanda da unidade  Baep do Centro é mais voltada para manifestações e protestos. Já na Zona Leste, houve um ajuntamento entre as Forças Táticas. O Baep é focado em uma doutrina de ações. Vivemos num mundo volátil e estável e complexo. Por isso, temos que ter soluções  complexas e ágeis. Então, trabalhamos com planos de contingência, ou seja, não podemos esperar acontecer algo para tomarmos providência. Hoje, a Polícia Militar trabalha  no formato de interagências. Infelizmente, trabalhamos num ambiente de ambiguidade, e muitas vezes, não temos clareza. Temos que estar preparados para uma resposta rápida. Recentemente, fomos pegos por uma enchente aqui na cidade de São Paulo, no mês de junho. Então, temos que agir rapidamente.

JSZN:  Quais os principais desafios do Comando  para promover melhoras na prestação de serviço à sociedade?

Cel. PM Ramos: Hoje, a Polícia Militar trabalha com indicadores de índices criminais. Na área de Segurança Pública ainda não encontramos o que é aceitável.  O grande desafio do Comando  é manter os índices criminais baixos.  Vivemos num dilema, crime é um problema social ou de falta de valores? Como diz a antropóloga  Jaqueline Muniz, as ações policiais devem ser transparentes, legais e legítimas. O grande desafio é motivar o nosso policial para servir e proteger a sociedade. Recentemente, o ministro da Justiça Sergio Moro concedeu uma entrevista ao apresentador e jornalista José Luiz Datena indagando qual  a verdadeira lógica da Segurança Publica. Eu uso isso aos nossos policiais porque vivemos numa cidade violenta. O lema das policiais do mundo é servir e proteger.

JSZN:  Qual balanço o sr faz dos últimos sete meses?

Cel. PM Ramos: Em porcentagem, nós tivemos uma redução de 4.65 de homicídios, 16.67 latrocinio, 13.93 de estupro, 13. 47 de estupro de vunerável, 42.86 roubo a banco, 29.51 roubo de carga, 20.25 roubo de veículo, 3.11 outros tipos de roubos, 7.85 furtos de veículos, e somente em alta dos delitos de furtos. Na Zona Norte, tivemos queda em todos os indicadores,  aumento apenas no crime de latrocínio.  Isso é fruto do trabalho da Polícia Militar, e dos policiais de Rádio Patrulha, pois enquanto estamos dormindo eles estão vigiando e dando essa segurança para a comunidade.  Os nossos policiais são verdadeiros guerreiros.

JSZN:  Como o sr. vê o trabalho do programa Vizinhança Solidária?

Cel. PM Ramos: O programa Vizinhança Solidária é um instrumento de Polícia Comunitária. Segurança Pública é dever do Estado, mas é responsabilidade de todos. Isso nos traz o sentimento de solidariedade. A palavra solidariedade é tão importante que ela aparece na nossa Constituição. É anseio da República Federativa do Brasil construir uma sociedade mais solidária e justa. 

JSZN:  Qual a importância dos Consegs?

Cel. PM Ramos: O Conseg é uma ferramenta muito importante, um conselho que traz os anseios da comunidade. É uma pena que, às vezes, as pessoas que frequentam os Consegs ainda não imbuíram desse valor solidário, ou seja, ele vai até lá buscar soluções para o problema dele e não do bairro como um todo. Tem lugares que funciona muito bem, e as pessoas têm a consciência de solidariedade para resolver o problema do bairro. Isso acontece porque muitas pessoas ainda não sabem da importância do Conseg, uma ferramenta de prevenção primária na nossa sociedade. O Conseg ajuda a fomentar políticas de prevenção primária.

JSZN:  Qual a importância das mídias regionais, em especial do jornal Semanário da Zona Norte?

Cel. PM Ramos: Reconheço a eficácia e o trabalho do jornal Semanário da Zona Norte que é um veículo de comunicação que enxerga o problema  dos outros assim como faz a coluna Boca na Corneta. Agradeço o diretor João Carlos Dias por ter me recebido aqui, essa grandiosidade que é conhecer a sede do jornal. Um veículo de comunicação  que traz conhecimento para a sociedade e para nós gestores da Segurança Pública.

 

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