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Comandante do 8º Distrito Naval, vice-almirante Chaves, visita o Semanário da Zona Norte

Na terça-feira, dia 11 de maio, o comandante do Comando do 8º Distrito Naval

Comandante do 8º Distrito Naval, vice-almirante Chaves, visita o Semanário da Zona Norte
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Na terça-feira, dia 11 de maio, o comandante do Comando do 8º Distrito Naval, vice-almirante Sergio Fernando de Amaral Chaves Junior visitou a sede do jornal Semanário da Zona Norte.

Ele foi recebido  pelo diretor João Carlos Dias e abordou vários assuntos, entre eles, os principais desafios da instituição, as relações entre o Estado de São Paulo e a Marinha do Brasil, por intermédio do Comando do 8º Distrito Naval (Com8ºDN), o projeto referente à instalação de um Grupamento de Fuzileiros Navais em São Paulo, além da pandemia de coronavírus no Brasil e a importância das mídias regionais, em especial do jornal Semanário da Zona Norte.

O encontro também marcou os 22 anos de existência do jornal. Fundado em maio de 1999, o Semanário da Zona Norte nasceu com o sonho de dedicar-se aos problemas e encontrar soluções para a melhoria de vida da população que reside na Zona Norte de São Paulo. Seu fundador, João Carlos Dias, dedica-se, mesmo antes da fundação do jornal, ao compromisso com esse povo, que requer tanta atenção, mas que vive com a alegria de quem não conhece os percalços, apesar de ser umas das áreas mais politizadas da cidade de São Paulo.

Confira na íntegra  a entrevista com o vice-almirante Chaves.

JSZN: Qual a sua formação e como foi seu início e trajetória na Marinha até chegar ao Comando do 8º Distrito Naval?

Vice-almirante Chaves: Iniciei minha carreira na MB pelo ensino médio, no Colégio Naval em 29 de fevereiro de 1980, seguindo, em 17 de janeiro de 1983, para a Escola Naval, instituição de nível superior.

Em 13 de dezembro de 1986 fui nomeado guarda marinha. Em 31 de março de 2019, fui promovido à vice-almirante.

Principais comissões:

Como oficial superior Navio-Patrulha Fluvial Classe “Rondônia” (Comandante) Navio-Aeródromo “São Paulo” (Comandante) Centro de Adestramento “Almirante Marques de Leão” (Comandante).

Como almirante Comando em Chefe da Esquadra (Chefe do Estado-Maior) Comando de Operações Navais (Subchefe de Inteligência Operacional) Força-Tarefa Marítima da UNIFIL -Líbano (Comandante) Escola de Guerra Naval (Diretor) Diretoria do Pessoal Militar da Marinha (Diretor) Comando do 8 º Distrito Naval (Comandante) -Cargo atual

JSZN: Como está sendo essa experiência de comandar o 8º Distrito Naval, uma das unidades mais importantes da Marinha?

Vice-almirante Chaves:  Esta é uma experiência muito motivadora, por se tratar de um Comando Naval de Área, ao mesmo tempo em que é desafiante, pela abrangência e complexidade das atividades sob a responsabilidade do Com8DN, em dois dos Estados mais importantes da Federação. Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que a realização profissional ao comandar o 8º Distrito Naval está sendo muito grande.

JSZN: Como o senhor avalia as relações entre o Estado de São Paulo e a Marinha do Brasil, por intermédio do Comando do 8º Distrito Naval (Com8ºDN)?

Vice-almirante Chaves:  São excelentes. Nosso relacionamento com as diversas instituições no Estado são extremamente positivas em todos os aspectos, sejam nos contatos a nível institucional, quanto nos de caráter operacional, quando se fazem necessários.

JSZN: A Jurisdição do Com8ºDN é extensa. Há alguns anos o 8ºDN incorporou o Estado do Paraná. Quais foram as causas e os desdobramentos deste relevante incremento em sua área de atuação?

Vice-almirante Chaves:  Até 2015, as questões relacionadas à Marinha no Estado do Paraná ficavam sob a jurisdição do Com5ºDN, localizado na cidade de Rio Grande, no extremo sul do litoral do RS. A transferência do Paraná para a AJ do Com8ºDN faz todo sentido, ao observarmos, não só as distâncias envolvidas, o que permite uma maior proximidade do Comando do Distrito com as Organizações Marítimas (OM) de sua área de jurisdição, mas também uma melhor distribuição das OM subordinadas aos Distritos Navais.

Essa alteração na subordinação do Paraná foi o primeiro passo de um significativo aumento das competências sob responsabilidade deste Distrito Naval ao longo dos anos.

JSZN: Temos dois portos importantíssimos na área do 8ºDN: Santos e Paranaguá. Como

o senhor vê a atuação do 8ºDN como Representante da Autoridade Marítima nesta área tão importante para o Brasil?

Vice-almirante Chaves:  Os Portos de Santos e Paranaguá, juntos, são responsáveis pelo escoamento de cerca de 40% de toda a balança comercial brasileira. Isto por si só já demonstra a importância e a responsabilidade da atuação da Autoridade Marítima (AM) nesse particular. Além dos dois portos citados, não podemos deixar de citar o Porto de São Sebastião, com o maior terminal de granéis líquidos do País e que abastece as diversas refinarias do Estado de São Paulo. Como não poderia deixar de ser, são portos complexos e que demandam muita atenção e seriedade no trato dos assuntos relacionados com a sua operação. Como representantes da AM, temos plena consciência da importância de conciliarmos as demandas legais, que nos cabe fiscalizar dentro de nossa responsabilidade, com as demandas operacionais, necessárias ao funcionamento eficaz dessas áreas portuárias.

JSZN: Soubemos que haveria um projeto de instalação de um Grupamento de Fuzileiros Navais em São Paulo. Ainda está de pé?

Vice-almirante Chaves:  Os estudos para a implantação de um Grupamento de Fuzileiros Navais em SP ainda não foram concluídos. Hoje, vislumbramos uma possibilidade adicional, a de instalação deste Grupamento na cidade de Santos, mais próximo ao porto e de nossos meios operativos baseados naquela cidade. Fatores logísticos, tanto de pessoal quanto de material, estão sendo considerados para uma decisão final quanto ao local de instalação do futuro Grupamento de Fuzileiros Navais no Estado de SP.

JSZN: Com relação à pandemia que enfrentamos, quais foram os desafios e a atuação da Marinha do Brasil na área do 8ºDN?

Vice-almirante Chaves:  O Comando do 8º Distrito Naval, junto às suas OM subordinadas, ao mesmo tempo em que desempenha suas atribuições regulares, encontra-se engajado em duas grandes operações voltadas para o combate à pandemia, uma no âmbito da MB e outra no âmbito do Ministério da Defesa (MD). A primeira delas, a Operação Grande Muralha, tem como objetivo ampliar a capacidade de resposta do Sistema de Saúde da Marinha, cuidando da família naval e mantendo a capacidade operativa da MB. Por sua vez, a Operação Covid-19 é realizada no âmbito do MD por intermédio da ativação de 10 Comandos Conjuntos, e tem o objetivo de atender às demandas de apoio aos órgãos de saúde e de segurança pública, além de mitigar os impactos à população brasileira, causados pela pandemia. Neste particular, nosso principal desafio tem sido manter a capacidade operacional da MB na jurisdição do Com8DN, ao mesmo tempo em que adotamos as medidas sanitárias necessárias à mitigação das consequências da pandemia em nosso pessoal.

JSZN: Na atualidade, quais são os principais desafios do nosso 8ºDN?

Vice-almirante Chaves:  Ampliar a capacidade operativa do Com8ºDN de forma a estar apto aos crescentes desafios apresentados em nossa área de jurisdição. Destaca-se o incremento da fiscalização dos aspectos relacionados à Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário (LESTA); além das ações destinadas a coibir os delitos transfronteiriços e ambientais, em todas as suas vertentes.

JSZN: Qual o papel e a principal função do 8º Distrito Naval?

Vice-almirante Chaves:  Contribuir com a missão da Marinha, nos Estados de SP e PR. Como representante da Autoridade Marítima nesses Estados, temos especial responsabilidade com a Segurança do Tráfego Aquaviário; com a Salvaguarda da vida Humana no mar, rios e represas; com a Prevenção da Poluição Hídrica, proveniente de navios; além de nossas atribuições direcionadas ao combate dos crimes transfronteiriços e ambientais.

JSZN: Quais as estratégicas e ações que o senhor adota em sua gestão no Comando?

Vice-almirante Chaves:  Isto depende muito. Como já comentei, a gama de atividades realizadas pelo Comando do 8º Distrito Naval é muito diversa e cada uma requer uma abordagem diferente. Entretanto, procuramos pautar nossas ações sempre com valorização do diálogo e na prevenção da ocorrência de problemas, por meio de ações educacionais e de esclarecimento do público-alvo, que é aquele que utiliza as embarcações, seja para fins profissionais ou de esporte e recreio.

JSZN: Quais as principais atividades operacionais são desenvolvidas pelo 8º Distrito Naval?

Vice-almirante Chaves:  Dentre as ações realizadas na área de jurisdição, além de nossa contribuição para a missão da Marinha como um todo, podemos destacar as ações de patrulhamento em nossa área marítima e fluvial; as ações de fiscalização do tráfego aquaviário e prevenção da poluição hídrica, realizadas durante nossas inspeções navais; as ações de Patrulha Naval, realizadas por nossos navios na Amazônia Azul e as Missões de Busca e Salvamento.

JSZN: Como a população pode colaborar com a Marinha?

Vice-almirante Chaves:  A Marinha do Brasil realiza diversas campanhas de conscientização sobre a segurança de navegação, prevenção à poluição hídrica e, mais recentemente, orientações sobre medidas de combate à pandemia da Covid-19. Dentro desse contexto de atividades, temos como objetivo um saudável e próspero alinhamento de mentalidade com a população, que pode contribuir disseminando essas importantes medidas orientadas em nossas campanhas. Além disso, a Marinha disponibiliza o telefone 185 para emergências náuticas de toda ordem, que pode ser utilizado pela população para a rápida disseminação destas ocorrências.

JSZN: Como é a formação de jovens para ingressar na Marinha?

Vice-almirante Chaves:  Os jovens podem ingressar na Marinha do Brasil de diversas maneiras dependendo de sua escolaridade, possuindo o Ensino Fundamental, Técnico, Médio ou Superior. Com o Ensino Fundamental concluído, poderá optar pelo Colégio Naval; com o nível técnico possui opções como Corpo Auxiliar de Praças e o Quadro Técnico de Praças da Armada; com o nível Médio, possui opções como a Escola Naval (EN) e a Escola de Aprendizes Marinheiros (EAM). Caso tenha completado o ensino superior, poderá concorrer ao Quando Complementar -CA-FN, Corpo de Engenheiros, Quadro de Médico, dentre outros.

Entre as formas de ingresso citadas, segue abaixo as definições do Colégio Naval e da Escola Naval como demonstrativo:

O Colégio Naval é uma instituição militar de nível médio que prepara os jovens, visando ao ingresso no Corpo de Aspirantes da Escola Naval. No Colégio Naval, busca-se incutir o gosto pelo mar e pelas coisas marinheiras, além de proporcionar uma sólida formação intelectual, moral e militar-naval. O ingresso ocorre mediante concurso público e, no período que passa no Colégio, recebe os conhecimentos do Ensino Médio, acrescidos de instrução militar-naval especializada, ministrados por seleto corpo de professores e oficiais.

A Escola Naval é uma instituição de Ensino Superior da Marinha do Brasil, sendo a mais antiga do país, com o objetivo de formar oficiais para os postos iniciais das carreiras dos Corpos da Armada(CA),Fuzileiros Navais(CFN) e Intendentes da Marinha (CIM)

Acesse o site e confira todas as formas e requisitos de como ingressar na Marinha: https://www.marinha.mil.br/sspm/?q=concurso/formas-ingresso.

JSZN: Cada vez mais as mulheres escolhem a Marinha como profissão, qual sua opinião?

Vice-almirante Chaves:  Vejo esse movimento com muita naturalidade. São as mulheres, cada vez mais, conquistando seu espaço em todos os segmentos de nossa sociedade. Ao longo dos anos, aquela antiga ideia de que ser militar era “coisa de homem”, foi

caindo por terra e elas foram vendo com naturalidade a possibilidade de também exercerem esta atividade.

A Marinha do Brasil foi a primeira Força Armada a admitir mulheres, lá no início da década de 1980 e completamos em julho de 2020 40 anos desse importante marco. Como parte do contínuo processo de atualização e aprimoramento da administração do seu pessoal, a MB admitiu, em 2014, a primeira turma de aspirantes femininas na Escola Naval.

JSZN: Fale um pouco da campanha do 8º Distrito Naval referente à doação de sangue em São Paulo?

Vice-almirante Chaves:  As campanhas de doação de sangue são realizadas de forma frequente, sobretudo neste período de pandemia. Nos últimos meses, foram conduzidas mais de 40 campanhas na área de jurisdição deste Comando, envolvendo tanto São Paulo quanto o Estado do Paraná.

JSZN: Como o Sr. analisa a pandemia de coronavírus no Brasil?

Vice-almirante Chaves:  Estamos vivendo um cenário totalmente atípico, nunca antes imaginado e que nos apresenta sérios desafios. A Marinha tem realizado um esforço muito grande em manter a sua capacidade operacional, ao mesmo tempo em que adota as medidas necessárias para proteger o seu pessoal, evitando a propagação da Covid-19. Atuando com firmeza e serenidade no combate à pandemia, temos conseguido atuar a contento, descobrindo novas formas de executarmos nossas tarefas e cumprirmos nossa missão. Como citei antes, desde o início do ano passado temos atuado em duas grandes Operações de combate à pandemia que ainda estão em execução.

JSZN: Qual é a sua opinião referente à força tarefa das três armas (Marinha, Exército e Aeronáutica) para ajudar no combate à Covid-19?

Vice-almirante Chaves:  A atuação conjunta e coordenação das capacidades das Forças Armadas permite uma sinergia difícil de se obter de outro modo. Essa capacidade de atuação conjunta já é normalmente exercitada por ocasião de exercícios regulares do MD. O Com8°DN participa da operação Covid-19 do MD por intermédio de sua atuação nos Comando Conjunto SE, em SP; e Comando Conjunto Sul, no Estado do PR. Diante deste grande desafio, cabe destacar o empenho e a dedicação de nossos militares, tanto aqueles que atuam no planejamento, coordenação e controle das diversas atividades em que estivemos envolvidos, quanto os que executam diretamente as ações de enfrentamento à pandemia; onde podemos destacar: a atuação direta do pessoal da saúde no atendimento às vítimas da Covid-19 nos hospitais militares do Exército e da Força Aérea; o cuidado preventivo e as adaptações necessárias à nossa OM, para a segurança de nossa tripulação; as campanhas de conscientização de condutores de embarcações, levadas a cabo por ocasião das Inspeções Navais; a desinfecção de locais públicos de grande circulação, em diversos municípios de nossa Área de Jurisdição (AJ); as muitas campanhas de doação de sangue; a capacitação de agentes públicos de diversos Órgãos de Segurança e militares das demais Forças Armadas, em ações de descontaminação e desinfecção; dentre tantas outras realizadas pelo nosso pessoal.

JSZN: Qual a importância dos eventos promovidos pelo jornal Semanário da Zona Norte?

Vice-almirante Chaves:  São bastante importantes, pelo fato de que permitem uma grande interação entre diversos segmentos de nossa sociedade que possuem objetivos e área de atuação comuns. Quando eu facilito a interação e permito que as pessoas envolvidas ampliem a sua rede de relacionamentos, a solução de problemas comuns fica facilitada.

JSZN: Como o Sr. analisa o trabalho das mídias regionais, em especial do Semanário da Zona Norte?

Vice-almirante Chaves:  Creio que as mídias regionais têm uma penetração maior e um impacto direto muito grande na vida das pessoas, ao tratar de assuntos realmente importantes para o leitor. Este “acesso direto” à realidade do leitor não se pode comparar com o das mídias de maior abrangência, daí sua fundamental relevância. Pelo que acompanho do Semanário da Zona Norte, tenho certeza de que estão no caminho certo, ao ler a variedade e relevância dos assuntos abordados, sempre focado nos interesses da população da sua área de abrangência.

Além disso, o destaque que o jornal Semanário da Zona Norte dá às instituições, entre elas a Marinha do Brasil, promove não só um fenômeno informativo, mas também de construção de uma mentalidade comum entre essas diversas instituições e a população, através das ações relevantes tornadas públicas pelo jornal.

 

 

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