SEMANÁRIO ZONA NORTE - JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO NA ZONA NORTE

Comandante da Rota, tenente-coronel Mário Alves da Silva Filho, visita a sede do jornal Semanário da Zona Norte

E foi recebido pelo diretor João Carlos Dias

O tenente-coronel PM, Mário Alves da Silva Filho visitou a sede do jornal Semanário da Zona Norte, no último dia 11 e foi recebido pelo diretor João Carlos Dias. Na oportunidade, o militar falou sobre a sua vida e carreira à frente das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).

Confira na integra a entrevista com o tenente-coronel Mário Alves da Silva Filho. 

JSZN: Gostariamos incialmente que o sr. contasse um pouco sobre a sua vida, a infância, local onde nasceu, se algum familiar já atuou na Rota, time favorito, tipo de música que mais gosta?

Tenente-coronel PM Mario Alves da Silva Filho: Tenho 51 anos. Nascido em São Paulo, porém criado em uma área rural próxima ao complexo da Academia do Barro Branco e por lá, permaneci por 21 anos. Meu pai foi policial militar, e hoje ele é capitão da reserva. Minha mãe é enfermeira. Entrei na Força Área Brasileira em 1984, aos 16 anos. Em 1987, entrei na Academia do Barro Branco e me formei em 1992. Trabalhei em várias unidades da Policia Militar, como o Décimo Batalhão, onde eu comecei a minha carreira como oficial, depois eu vim para o Antichoque e depois para a Rota, onde desempenhei as mais diversas funções, como tenente e trabalhando no Trânsito, passando por diversos locais, como a Zona Leste, ABC, Franco da Rocha, Mairiporã, Itapevi. Cheguei a comandar o Batalhão de Pinheiros e agora, voltei para assumir o comando da Rota. Sou corintiano, adoro rock and roll, e a minha banda favorita é a Metallica. Desde os meus 8 anos de idade, pratico judô.

JSZN: Qual a sua formação e como foi o seu início na Rota? E quais desafios o sr. encontrou durante a sua trajetória?

Tenente-coronel Mario Alves da Silva Filho: Possuo Mestrado e Graduação em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB). Sou Mestre e Especialista em Ciências da Religião, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Além disso, sou especialista em Políticas Públicas de Gestão em Segurança Pública pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Cheguei no batalhão como tenente no final de 1994, e naquele momento havia acabado de acontecer diversas mudanças no batalhão em razão da ocorrência complexa do Carandiru. Foi uma fase muito difícil, pois tivemos que reconquistar a confiança das pessoas, e havia uma pressão muito grande sobre o batalhão, porém reconquistamos através das nossas ações a confiança da sociedade e hoje, somos uma das tropas mais respeitadas pela população.

JSZN: Durante sua carreira, quais casos que o senhor participou, mais lhe chamaram a atenção?

Tenente-coronel Mario Alves da Silva Filho: Um caso que até hoje me chama muito a atenção, foi de um pai que estuprou a própria filha e depois a matou por enforcamento. Até hoje não consigo entender este fato, não consigo admitir que um pai possa ter feito aquilo. Ele não era o padrasto da criança de apenas 12 anos, era o próprio pai mesmo. Um crime bárbaro que chocou a todos e que me marcou profissionalmente. 

JSZN: Como o sr. analisa o papel da Rota para a Sociedade?

Tenente-coronel Mario Alves da Silva Filho: A Rota tem como papel principal de apoiar o policiamento territorial, e muitas pessoas acham que a Polícia Militar não é a Rota, e que a Rota não é a Polícia Militar, e se enganam completamente. A Rota é um batalhão de apoio do policiamento territorial. Serve de apoio para que o policial militar que trabalha no dia a dia, e que atende o 190, tenha total confiança em sua tropa, que é a sua retaguarda. Ele precisa entender que está completamente coberto por uma tropa que está ao seu lado, e o batalhão tem essa preocupação. Não só em apoiar o policial militar, mas também oferecer uma boa formação técnica. E nós, recebemos diariamente em nosso batalhão, várias delegações de forças táticas, como o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), por exemplo, ou alguém que vem nos visitar para entender como funciona o nosso trabalho e também aprender conosco. Além disso, realizamos treinamentos constantes, onde aprimoramos as nossas técnicas, sempre em busca de um atendimento melhor junto à população e aos nossos policiais que estão realizando as suas tarefas.

JSZN: Como funciona a estrutura interna da Rota? E os treinamentos para ações mais complexas?

Tenente-coronel Mario Alves da Silva Filho: O comando do coronel Araújo, que me antecedeu, tinha uma preocupação muito grande com ações complexas. Sob o seu comando, foram realizadas diversas simulações de situações de risco, como roubo a banco com vários marginais, ocorrências de roubo de carro forte com vários marginais, entre outras. O seu foco sempre foi com ocorrências complexas e de grande porte, como o caso ocorrido em Guararema. E neste sentido, o batalhão se especializou. O interior, por exemplo, tem tido muito mais ocorrências do que na capital, e lá, também desenvolvemos as nossas técnicas de combate urbano para este tipo de operação procurando combater de perto. Então a nossa preocupação com treinamento tático para este tipo de ocorrência é muito grande. O policial militar quando chega em um batalhão nosso, vem do batalhão de área, na Rota, ele passa por um estágio de 3 meses. Durante este período, ele aprende tudo o que um polícial da Rota faz, desde como lavar corretamente uma viatura, a equipá-la. Há também um cuidado especial com o fardamento do PM, que deve estar o mais alinhado possível. Além disso, há outros cuidados, como a limpeza do equipamento e a sua organização pessoal e profissional. Este treinamento é um aprendizado para a vida, tanto que muitos não conseguem ficar e pedem para sair, seja por desistência ou porque não passaram no estágio. A cobrança neste período é diária e preparamos o profissional para todo tido de ação. É necessário ter na cabeça todo tipo de informação, desde as mais simples, como se identifica um veículo, onde fica o número do chassi, até as mais complexas. O policial da Rota é muito bem treinado, pois o dia a dia é cheio de operações com inúmeras abordagens e estes treinamentos qualificam ainda mais os nossos profissionais.

JSZN: Como funciona a relação entre a Rota e as outras Polícias e a Justiça?  

Tenente-coronel Mario Alves da Silva Filho: Em São Paulo, nós temos uma relação muito próxima, inclusive temos policiais rodoviários federais, policiais civis que vêm ao nosso batalhão, para aprenderem conosco e discutirem casos do dia a dia. E fora de SP, a relação é excecional, pois nós somos um polo de divulgação de técnicas e táticas de policiamento tático. No nosso batalhão, nós oferecemos um curso totalmente voltado para isso. Com quatro homens, equipamentos e armamentos diferenciados, nós formamos profissionais para fora de São Paulo, e como polo de ensino, há sempre batalhões de outros Estados que nos procuram, mostrando a integração entre as tropas.

JSZN: Como funciona a parceira da Rota com os governos municipal, estadual e federal?

Tenente-coronel Mario Alves da Silva Filho:  Todo o nosso trabalho é feito e programado em nosso quartel. Porém, ele passa por vários crivos, o primeiro vem do nosso policiamento de choque que avalia o nosso planejamento operacional. Junto a ele, existe o crivo da Coordenadoria Operacional da Polícia Militar, que pensa a polícia como um todo.

JSZN: Qual a importância das mídias regionais, em especial o jornal Semanário da Zona Norte?

Tenente-coronel Mario Alves da Silva Filho: A imprensa tem que ser o máximo possível livre, não deve haver qualquer tipo de censura ou mordaça, pois ela tem um papel importantíssimo junto à sociedade. A ética deve ser o esteio da imprensa, porém há muitos jornais que não seguem a ética, e os que seguem, trazem não só a verdade, como também informações cada vez melhores para o seu público e população local, como é o caso do Semanário da Zona Norte. Um veículo respeitado por todos, e admirado por seus seguidores. Como morador da região, ressalto o belo trabalho do veículo.

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Comandante da Rota, tenente-coronel Mário Alves da Silva Filho, visita a sede do jornal Semanário da Zona Norte

O tenente-coronel PM, Mário Alves da Silva Filho visitou a sede do jornal Semanário da Zona Norte, no último dia 11 e foi recebido pelo diretor João Carlos Dias. Na oportunidade, o militar falou sobre a sua vida e carreira à frente das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).

Confira na integra a entrevista com o tenente-coronel Mário Alves da Silva Filho. 

JSZN: Gostariamos incialmente que o sr. contasse um pouco sobre a sua vida, a infância, local onde nasceu, se algum familiar já atuou na Rota, time favorito, tipo de música que mais gosta?

Tenente-coronel PM Mario Alves da Silva Filho: Tenho 51 anos. Nascido em São Paulo, porém criado em uma área rural próxima ao complexo da Academia do Barro Branco e por lá, permaneci por 21 anos. Meu pai foi policial militar, e hoje ele é capitão da reserva. Minha mãe é enfermeira. Entrei na Força Área Brasileira em 1984, aos 16 anos. Em 1987, entrei na Academia do Barro Branco e me formei em 1992. Trabalhei em várias unidades da Policia Militar, como o Décimo Batalhão, onde eu comecei a minha carreira como oficial, depois eu vim para o Antichoque e depois para a Rota, onde desempenhei as mais diversas funções, como tenente e trabalhando no Trânsito, passando por diversos locais, como a Zona Leste, ABC, Franco da Rocha, Mairiporã, Itapevi. Cheguei a comandar o Batalhão de Pinheiros e agora, voltei para assumir o comando da Rota. Sou corintiano, adoro rock and roll, e a minha banda favorita é a Metallica. Desde os meus 8 anos de idade, pratico judô.

JSZN: Qual a sua formação e como foi o seu início na Rota? E quais desafios o sr. encontrou durante a sua trajetória?

Tenente-coronel Mario Alves da Silva Filho: Possuo Mestrado e Graduação em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB). Sou Mestre e Especialista em Ciências da Religião, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Além disso, sou especialista em Políticas Públicas de Gestão em Segurança Pública pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Cheguei no batalhão como tenente no final de 1994, e naquele momento havia acabado de acontecer diversas mudanças no batalhão em razão da ocorrência complexa do Carandiru. Foi uma fase muito difícil, pois tivemos que reconquistar a confiança das pessoas, e havia uma pressão muito grande sobre o batalhão, porém reconquistamos através das nossas ações a confiança da sociedade e hoje, somos uma das tropas mais respeitadas pela população.

JSZN: Durante sua carreira, quais casos que o senhor participou, mais lhe chamaram a atenção?

Tenente-coronel Mario Alves da Silva Filho: Um caso que até hoje me chama muito a atenção, foi de um pai que estuprou a própria filha e depois a matou por enforcamento. Até hoje não consigo entender este fato, não consigo admitir que um pai possa ter feito aquilo. Ele não era o padrasto da criança de apenas 12 anos, era o próprio pai mesmo. Um crime bárbaro que chocou a todos e que me marcou profissionalmente. 

JSZN: Como o sr. analisa o papel da Rota para a Sociedade?

Tenente-coronel Mario Alves da Silva Filho: A Rota tem como papel principal de apoiar o policiamento territorial, e muitas pessoas acham que a Polícia Militar não é a Rota, e que a Rota não é a Polícia Militar, e se enganam completamente. A Rota é um batalhão de apoio do policiamento territorial. Serve de apoio para que o policial militar que trabalha no dia a dia, e que atende o 190, tenha total confiança em sua tropa, que é a sua retaguarda. Ele precisa entender que está completamente coberto por uma tropa que está ao seu lado, e o batalhão tem essa preocupação. Não só em apoiar o policial militar, mas também oferecer uma boa formação técnica. E nós, recebemos diariamente em nosso batalhão, várias delegações de forças táticas, como o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), por exemplo, ou alguém que vem nos visitar para entender como funciona o nosso trabalho e também aprender conosco. Além disso, realizamos treinamentos constantes, onde aprimoramos as nossas técnicas, sempre em busca de um atendimento melhor junto à população e aos nossos policiais que estão realizando as suas tarefas.

JSZN: Como funciona a estrutura interna da Rota? E os treinamentos para ações mais complexas?

Tenente-coronel Mario Alves da Silva Filho: O comando do coronel Araújo, que me antecedeu, tinha uma preocupação muito grande com ações complexas. Sob o seu comando, foram realizadas diversas simulações de situações de risco, como roubo a banco com vários marginais, ocorrências de roubo de carro forte com vários marginais, entre outras. O seu foco sempre foi com ocorrências complexas e de grande porte, como o caso ocorrido em Guararema. E neste sentido, o batalhão se especializou. O interior, por exemplo, tem tido muito mais ocorrências do que na capital, e lá, também desenvolvemos as nossas técnicas de combate urbano para este tipo de operação procurando combater de perto. Então a nossa preocupação com treinamento tático para este tipo de ocorrência é muito grande. O policial militar quando chega em um batalhão nosso, vem do batalhão de área, na Rota, ele passa por um estágio de 3 meses. Durante este período, ele aprende tudo o que um polícial da Rota faz, desde como lavar corretamente uma viatura, a equipá-la. Há também um cuidado especial com o fardamento do PM, que deve estar o mais alinhado possível. Além disso, há outros cuidados, como a limpeza do equipamento e a sua organização pessoal e profissional. Este treinamento é um aprendizado para a vida, tanto que muitos não conseguem ficar e pedem para sair, seja por desistência ou porque não passaram no estágio. A cobrança neste período é diária e preparamos o profissional para todo tido de ação. É necessário ter na cabeça todo tipo de informação, desde as mais simples, como se identifica um veículo, onde fica o número do chassi, até as mais complexas. O policial da Rota é muito bem treinado, pois o dia a dia é cheio de operações com inúmeras abordagens e estes treinamentos qualificam ainda mais os nossos profissionais.

JSZN: Como funciona a relação entre a Rota e as outras Polícias e a Justiça?  

Tenente-coronel Mario Alves da Silva Filho: Em São Paulo, nós temos uma relação muito próxima, inclusive temos policiais rodoviários federais, policiais civis que vêm ao nosso batalhão, para aprenderem conosco e discutirem casos do dia a dia. E fora de SP, a relação é excecional, pois nós somos um polo de divulgação de técnicas e táticas de policiamento tático. No nosso batalhão, nós oferecemos um curso totalmente voltado para isso. Com quatro homens, equipamentos e armamentos diferenciados, nós formamos profissionais para fora de São Paulo, e como polo de ensino, há sempre batalhões de outros Estados que nos procuram, mostrando a integração entre as tropas.

JSZN: Como funciona a parceira da Rota com os governos municipal, estadual e federal?

Tenente-coronel Mario Alves da Silva Filho:  Todo o nosso trabalho é feito e programado em nosso quartel. Porém, ele passa por vários crivos, o primeiro vem do nosso policiamento de choque que avalia o nosso planejamento operacional. Junto a ele, existe o crivo da Coordenadoria Operacional da Polícia Militar, que pensa a polícia como um todo.

JSZN: Qual a importância das mídias regionais, em especial o jornal Semanário da Zona Norte?

Tenente-coronel Mario Alves da Silva Filho: A imprensa tem que ser o máximo possível livre, não deve haver qualquer tipo de censura ou mordaça, pois ela tem um papel importantíssimo junto à sociedade. A ética deve ser o esteio da imprensa, porém há muitos jornais que não seguem a ética, e os que seguem, trazem não só a verdade, como também informações cada vez melhores para o seu público e população local, como é o caso do Semanário da Zona Norte. Um veículo respeitado por todos, e admirado por seus seguidores. Como morador da região, ressalto o belo trabalho do veículo.

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