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Quarta-feira, 17 de Junho 2026
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Codificando os objetos

Por simples desconhecimento, muitas foram e são as estórias sobre locais mal-assombrados

Codificando os objetos
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Por simples desconhecimento, muitas foram e são as estórias sobre locais mal-assombrados, que trazem temor as pessoas. Isso porque as pessoas não sabem que o pensamento deixa vestígios fluídicos que podem ser percebidos.

O espiritismo, baseado no tripé ciência, filosofia e religião, estuda e explica esse fenômeno, chamado de psicometria, cuja expressão vem do grego psyké, alma e metron, medida, medição.

Oportuno dizer que o conceito de psicometria foi forjado em meados do século 19 em 1842, por Joseph Rodes Buchanan que propôs que as coisas têm uma emanação própria e que algumas pessoas (psicômetras) seriam capazes de percebê-las. Ou seja, é uma faculdade extrassensorial que algumas pessoas possuem para extrair o conteúdo de algum objeto ou ambiente impressos fora de nossa realidade física. Para a metafísica ocorre quando determinada pessoa é capaz de captar os eventos pregressos em que o objeto ou ambiente estiveram inseridos através de uma volição psíquica, na qual tudo o que está oculto para a maioria dos seres se descortina perante o indivíduo.

A ciência médica, mesmo antes de Kardec, o codificador da doutrina espírita, já militava nesse mesmo sentido conforme discorre o italiano Ernesto Bozzano em sua obra “Enigmas da Psicometria” quando afirma que esse fenômeno é uma afinidade eletiva que, “dentre as diversas pessoas que, ao longo do tempo, possam ter possuído ou manipulado um objeto sobre o qual o médium colhe as impressões, este sentirá com mais força os fatos relacionados ao possuidor que tiver impregnado o dito objeto com fluidos mais ativos em relação ao sensitivo”.

Kardec destaca que a psicometria é uma rara faculdade mediúnica, conceituando-a como a capacidade de extrair do ambiente ou coisa a sua realidade ou conteúdo. Nesse mesmo sentido, na obra “Nos Domínios da Mediunidade”, pág. 224, o espírito de André Luiz diz que a psicometria é a faculdade de ler impressões e recordações ao contacto de objetos comuns”.

Assim, enquanto para a psicologia é uma área de estudo, no espiritismo a expressão é utilizada para designar a faculdade de determinada pessoa de codificar os fluídos que impregnam determinado objeto.

Portanto, as coisas, impregnadas da influência pessoal do seu dono, conservam durante longo tempo suas impressões possibilitando que algumas pessoas sejam capazes de percebê-las. Essa faculdade extrassensorial é inata em alguns indivíduos que conseguem extrair o conteúdo de algum objeto ou evento que está fora da realidade física.

Semelhantes faculdades esboçam-se em todas criaturas e a incessante troca de radiações causam sensações instintivas de simpatia ou antipatia que se acolhem ou se repelem umas às outras.

Cultivemos os bons pensamentos!

 

                                                     Paulo Eduardo de Barros Fonseca

 

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