A homenagem ao CPOR/SP acontecerá no sábado, dia 24 de novembro, a partir das 15h, na sede do Jockey Club de São Paulo, situado na Cidade Jardim, Zona Sul da capital paulista.
O Centro de Preparação de Oficiais da Reserva - CPOR/SP é um estabelecimento de ensino que tem por missão formar oficiais da reserva da linha militar bélica, influindo com valores a formação de futuros líderes da sociedade paulista e do Brasil. Desde a sua criação já formou mais de 19.000 aspirantes, dentre os quais importantes nomes da política e do empresariado nacional, em uma contínua formação dos futuros líderes da nossa sociedade.
A programação do evento será formada por oito páreos - sete deles homenageando o CPOR. O outro destaque será a disputa do G.P. Presidente Antonio Grisi Filho (G2).
1ºpáreo Brigadeiro Sampaio - Patrono da Arma de Infantaria
Nasceu em 24 de maio de 1810, em Tamboril, antiga Capitania do Ceará. Antônio de Sampaio participou das lutas contra os cabanos, balaios, praieiros e farroupilhas, ainda nos primeiros postos de sua carreira. Recebeu as insígnias de Brigadeiro por sua bravura na Campanha do Uruguai, atingindo o Generalato, à custa de sua espada invicta. Rumou, em 1866, para a Campanha da Tríplice Aliança, no comando da 3ª Divisão, que viria a ser conhecida como "Divisão Encouraçada", tal o vigor de verdadeira muralha contra os projéteis inimigos. Confluência, Estero Bellaco e Tuiuti constituíram-se em sequência de feitos gloriosos do intrépido Comandante. Em 24 de maio de 1866, nos campos de Tuiuti, foi ferido por três vezes na batalha, o que viria a roubar-lhe a vida, semanas mais tarde, levando Antônio de Sampaio a conquistar os louros da consagração como herói nacional. Brigadeiro Sampaio é o Patrono da Arma de Infantaria.
2º Páreo Marechal Mallet - Patrono da Arma de Artilharia
Patrono da Arma de Artilharia, em cujo seio se forjou e se firmou com o honroso título de Artilheiro Símbolo do Brasil. Mallet nasceu em Dunquerque - França, em 10 JUN 1801, e faleceu no Rio de Janeiro, em 2 JAN 1866, depois de 68 anos de devotamento à construção de sua nova Pátria, na paz e na guerra. Seus restos mortais repousam no mausoléu erguido em Santa Maria - RS, junto ao 3º Grupo de Artilharia de Campanha, o Regimento Mallet. Mallet teve como ponto culminante e mais glorioso de sua carreira à frente do 1º Regimento de Artilharia a Cavalo, o atual Regimento Mallet, na batalha de Tuiuti, em 24 MAI 1866. Ali, com seu Regimento na vanguarda e em posição, atrás de um fosso escavado com auxílio inclusive do Batalhão de Engenheiros e manobrando com rara habilidade e competência sua "Artilharia-Revólver", cumpriu sua determinação assim expressa no calor da luta: "Por aqui eles não passam". Foi o primeiro a suportar e a repelir as massas inimigas que, a todo o custo, pretendiam romper a posição aliada. Isto lhe valeu promoção a Coronel por bravura.
3º Páreo Tenente Coronel Villagran Cabrita - Patrono da Arma de Engenharia
O Patrono da Arma de Engenharia nasceu em Montevidéu, onde seu pai - oficial brasileiro - estava a serviço. O 1º Batalhão de Engenheiros, em junho de 1865 - tendo Villagran como fiscal administrativo -, partiu de seu quartel na Praia Vermelha (RJ) para o teatro de operações da Guerra da Tríplice Aliança, vindo a empenhar-se em sérios embates no final daquele ano. Em 1866,o major Villagran Cabrita assumiu o comando do batalhão em decorrência do afastamento do comandante efetivo que fora comandar uma brigada auxiliar de Artilharia. Enquanto redigia a parte de combate a bordo de um lanchão, foi atingido por uma bala de canhão 68 que ceifou-lhe a vida, interrompendo-lhe a brilhante carreira. Justas homenagens foram prestadas à memória do bravo combatente, destacando-se a concessão da insígnia de Cavaleiro da Ordem de Cristo pelo Governo Imperial. Entre outras, uma unidade do Exército, o Batalhão Escola de Engenharia, sediado em Santa Cruz (RJ), recebeu o glorioso nome de Villagran Cabrita e a honra de manter acesa a chama do heróico Batalhão de Engenheiros.
4º Páreo Marechal Bittencourt - Patrono no Serviço de Intendência
Assentou praça em 1º de janeiro de 1857, no 13º Batalhão de Infantaria, e foi reconhecido 1º Cadete no 1º Regimento de Cavalaria, em 15 de julho do mesmo ano. Cursou a Escola Militar do Rio Grande do Sul e a Escola Militar Central. Após uma brilhante carreira, é promovido a Brigadeiro no ano de 1890 e a Marechal em 1895, ano em que assume o Ministério da Guerra. Em 1897 ocorre então seu sacrifício à Pátria. Na cidade do Rio de Janeiro, então Capital da República, acabavam de desembarcar na ponte do trapiche do Arsenal de Guerra o Presidente da República, Prudente de Morais, ladeado pelo Marechal Bittencourt, então ministro da Guerra. Marcellino Bispo de Oliveira, armado de uma pequena faca, investira contra o Presidente da República. Neste momento, Bittencourt colocou-se entre o soldado e o Presidente. A arma penetrou fundo no coração do bravo e leal Ministro, tirando-lhe a vida. O Marechal Carlos Machado de Bittencourt foi consagrado patrono do Serviço de Intendência, por haver demonstrado, como Ministro da Guerra, na 4ª expedição a Canudos, em 1897, nos sertões da Bahia, a necessidade da existência de um serviço de intendência estruturado, equipado e adestrado, para garantir o apoio logístico às tropas que lá combatiam e, assim, o sucesso operacional.
5º Páreo Marechal Osório - Patrono da Arma de Cavalaria
O Legendário Manoel Luís Osório nasceu em 10 de maio de 1808, na antiga Vila de Santo Antônio do Arroio, hoje Município de Osório, no Rio Grande do Sul. De soldado a Marechal fez-se presente em todas as campanhas travadas pela manutenção e configuração de nossas fronteiras sul e oeste, desde a Independência até a Guerra da Tríplice Aliança. Foram ao todo nove campanhas, sendo na Batalha de Tuiuti, em maio de 1866, o ápice da sua trajetória. Osório revelou-se, no campo de batalha, talhado para o comando, um chefe que fascinava seus subordinados e que, pelo exemplo, empolgava e arrastava como nenhum outro jamais conseguiu em tão alto grau. Condutor de homens por excelência e habilíssimo em aproveitar as propriedades do terreno, foi escolhido como Patrono da Arma de Cavalaria, por encarnar em vida os ideais de coragem, arrojo e habilidade no combate, inserindo-se, assim, na História do Brasil, como um de seus personagens mais significativos na galeria dos imortais heróis do nosso país.
7º Páreo - Prova especial CPOR de São Paulo - Centro Solar dos Andradas
Tradicional Organização Militar, o CPOR de São Paulo é um Estabelecimento de Ensino que tem por missão formar oficiais da reserva da linha militar bélica, influindo com valores a formação de futuros líderes da sociedade paulista e do Brasil. Desde a sua criação, já foram formados mais de 19.000 Aspirantes, dentre os quais importantes nomes da política e do empresariado nacional, numa contínua formação dos futuros líderes da nossa sociedade.
Diante disso, o CPOR/SP busca: Integrar-se continuamente com à Sociedade, buscando parcerias que favoreçam o desenvolvimento de sua atividade-fim; Oferecer às Organizações Militares operacionais e não-operacionais um Oficial de alto nível de conhecimento profissional, nos domínios cognitivos, afetivos e psicomotor; Ampliar o nível de percepção da Sociedade quanto aos valores que são desenvolvidos durante o serviço militar no CPOR/SP; Trazer o Aspirante-a-Oficial formado por esta casa para frequentar o CPOR, como forma de reforçar os valores e princípios aqui incorporados enquanto aluno. É comandado pelo Coronel de Cavalaria Richard Wallace Scott Murray.
8º Páreo General Severiano Da Fonseca - Patrono do Serviço de Saúde - General de Brigada médico João Severiano da Fonseca.
Nascido a 27 de maio de 1836, em Alagoas. Médico, militar, escritor, historiador e diplomata, ingressou na carreira das armas dois anos após seu doutoramento, em 1862. Fez toda a Campanha da Tríplice Aliança vivenciando e sofrendo as dificuldades impostas pelas condições climáticas, que variavam do intenso calor no verão às chuvas. prolongadas na primavera e ao intenso frio do inverno. Como se isso não bastasse, atendeu as epidemias de varíola e cólera, lutando contra a precariedade do estado sanitário da tropa. Aplicou-se, incansavelmente, contra os piores inimigos da guerra, que eram as doenças infecto-contagiosas. No meio dessa terrível guerra, estava o Patrono sempre zeloso, humanitário e inteligente. Promovido a general-de-brigada em 1890, chegou ao mais alto cargo do Corpo de Saúde, com o título de inspetor-geral do Serviço de Saúde do Exército. O general João Severiano da Fonseca faleceu em 1897, no Rio de Janeiro. Sua insigne figura foi escolhida Patrono do Serviço de Saúde em 1940.