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Casa Verde aniversaria em 21 de maio

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Oficialmente fundado em 1913, o bairro tem uma história que se iniciou bem antes

Casa Verde é um bairro da cidade de São Paulo, localizado no distrito da Casa Verde, na Zona Norte. Tradicional bairro de sambistas, é famoso por ser o bairro das escolas de samba Império de Casa Verde e Morro da Casa Verde. É um bairro relativamente recente, seu aniversário é comemorado no dia 21 de maio. A região hoje ocupada pelo bairro de Casa Verde foi, nos primeiros anos do século 17, fazenda de Amador Bueno da Ribeira, na época - 1638 - um dos homens mais ricos e influentes de São Paulo: Provedor da Capitania, Capitão-Mor, Ouvidor, Contador da Fazenda Real e Juiz de Órfãos.

Era tão poderoso que o povo pretendeu aclamá-lo rei de São Paulo, em 1641.  A Casa Verde está cheia de episódios históricos. Tanto que mereceu a consagração em um livro do eminente historiador paulista Aureliano Leite. Segundo o referido autor, foi na Casa Verde que se plantou café pela primeira vez em solo paulistano. Da fazenda Casa Verde, já em 1795 se exportava café. Dali, a planta se espalhou para o Vale do Paraíba.

História

O bairro da Casa Verde, teve na sua evolução um processo lento. No início do século 20 o que caracterizava a cidade eram as mudanças sofridas, os sítios passavam a ser loteados e as vilas viravam dormitórios, é então a partir desta que o bairro da Casa Verde passa a se caracterizar. O lote do bairro era de propriedade de Amador Bueno (1641), passando mais tarde para seu descendente José Arouche de Toledo Rendon.

É nessa época que fica então conhecida como o “sítio das moças da casa verde”, o nome provém daí, que por essa razão não conseguiu mais ser mudada, sendo as moças as filhas de Rendon que eram assim conhecidas, pois a casa-sede era pintada da cor verde.

O lote passa a ser de propriedade de João Maxwell Rudge, filho do inglês John Rudge, em 1842 e, em 1913, é passada para seus herdeiros que, tinham a pretensão de criar o bairro sendo conhecido como “Vale do Tietê”, mas o nome não é bem sucedido conforme relatado. Ao passar do tempo o bairro começa a ver o seu crescimento, mesmo em um processo vagaroso os benefícios surgem como a construção da ponte de madeira, chegada do bonde, a luz elétrica, a construção da igreja.

A inauguração do bonde no ano de 1922 foi muito festiva, correndo a população a homenagear ruidosamente os diretores da empresa elétrica, senhores Mac Connel e Edgar de Souza. Este veículo trouxe um novo panorama e desenvolvimento ao bairro, situado a 6 km do cento da cidade. A partir da instalação do bonde, o bairro foi crescendo animadoramente, os estábulos mal cheirosos, casas pobres, cediam espaço para belas casas de funcionários e pequenos profissionais. Em 1929, a população já pagava impostos e começou a exigir novos melhoramentos como: água potável, esgoto, luz, escolas e calçamento.

No mesmo ano de 1950, deu-se início à construção da tão sonhada e esperada ponte de concreto, que foi construída e entregue no ano de 1954, trazendo grande progresso para o bairro e toda Zona Norte. Na década de 1960, o divertimento principal no bairro, eram os cinemas: Casa Verde, na Praça Centenário, Cine Dom José, na rua Lucila na Igreja Nossa Senhora das Dores e Cine Santa Izabel na Avenida Engenheiro Caetano Álvares, além dos tradicionais bailes nos salões da Sociedade Amigos de Casa Verde e Associação Atlética Az de Ouro, além das quermesses das Igrejas São João Evangelista e Nossa Senhora das Dores. 

Filhos ilustres

A Casa Verde tem filhos ilustres, tais como: Ademar Ferreira da Silva (1927-2001), atleta; Antenor Ghirlanda, militar da Força Expedicionária Brasileira; Atílio Piffer, militar da Força Expedicionária Brasileira; Cláudio Roberto Sollito (1956), futebolista; Éder Jofre (1936), pugilista; João Roberto Basílio (1949), futebolista; José Montanaro Júnior (1958), jogador de vôlei; Silvio Cássio Bernardo (1967), ator; Walter Abrahão (1931), locutor.

Atualidade

É um bairro residencial de classe média. Não possui bibliotecas, áreas de lazer, dentre outros equipamentos públicos. Por causa do Aeroporto Campo de Marte no bairro de Santana, até os anos 1980 eram poucos os prédios existentes no bairro. Após uma revisão do comando da Aeronáutica houve uma liberação de uma parte da faixa proibida e a Casa Verde começa a se verticalizar.

Cronologia da Casa Verde

1638 - sítio com um total de 200 alqueires, propriedade do “todo poderoso” Amador Bueno Ribeiro (provedor da capitânia, capitão mor, ouvidor, contador de fazenda real, juíz de orfãos) - e aclamado pelos espanhóis - aqui radicado em 1641 como “rei”. Na época era cultivado na região trigo, cevado, vinha, produtos considerados tipicamente europeus.
1794 - O tenente coronel José Arouche de Toledo Rendon envia ao seu irmão em Lisboa uma caixa de café produzido no sítio.
1852 - O sítio passa para Francisco Antonio Baruel passando por diversos outros donos.
1882 - João Maxwell Rudge torna-se proprietário do sítio.
1913 - Os herdeiros de Maxwell Rudge decidem lotear o sítio. Em 21 de maio o 1º lote é vendido. Elas dão o nome de Vila Tietê que afinal não foi assimilado pela população continuando a ser conhecida como casa verde.
1915 - Os irmãos Rudge constroem a ponte de madeira sobre o Rio Tietê.
1922 - Chegada do bonde no bairro.
1925 - Lançada pedra fundamental da Igreja S. João Evangelista.
1927 - Lançada pedra fundamental da Paróquia N.S. das Dores.
1928 - Lei nº 2335 de 28 de dezembro cria o distrito de paz da Casa Verde.
1937 - Chegada da luz elétrica do bairro.
1954 - A ponte de madeira é substituída pela atual de concreto.

Origem do nome Casa Verde

O que a lei reconhece como subdistrito na divisão política da cidade, muitas vezes não corresponde ao que a população considera como bairro. O bairro possui características muito próprias que, com o passar do tempo se reforçam e acabam por individualiza-lo de maneira inconfundível tanto para os que moram nele como no conceito geral. Na Casa Verde vemos um exemplo onde a denominação do bairro resulta da “voz anônima” dos que primeiro se fixaram ou afluíram para lá seguindo referências populares e a “criação” de “Vila Tietê” teve que acabar por curvar-se a nomenclatura popular da casa verde. Há controvérsia quanto a origem do nome.

Sabe-se no entanto que a história se entrelava com a de moças descendentes de Amador Bueno Ribeiro eram filhas do general José Arouche de Toledo Rendon muito populares entre os rapazes da faculdade de direito do Largo S. Francisco de quem o general foi o primeiro diretor. Alguns relatos dão conta de uma casa verde no sítio na margem dentro do Rio Tietê; outros falam da grande e nobre irmandade Arouche Rendon viviam numa casa verde numa antiga travessa do Colégio (hoje Anchieta). Elas eram conhecidas como “as moças da casa verde da travessa do colégio” as terras do general José Arouche de Toledo Rendon se estendiam até a margem direita do Tietê. Em 1852 morre dona Caetano Antonia, a última das “moças da casa verde” o sítio passa pela mão de vários donos até chegar a família Rudge que acaba por loteá-lo. Mas na voz popular a região continuou a ser chamada como casa verde numa referência à casa.

O distrito

O distrito da Casa Verde é formado, preponderantemente, de classe média. Ponto de transição entre a região de Santana e da Freguesia do Ó, abriga em seus limites o Jardim São Bento, um dos bairros mais nobres da Zona Norte. Conhecido anteriormente sob o nome de Vila Tietê, tornou-se subdistrito, separado de Santana, em 1928. Perdeu parte de seu território em 1964, para a constituição dos subdistritos de Limão e de Vila Nova Cachoeirinha. Em 1986, toda a configuração de distritos e subdistritos da cidade de São Paulo foi alterada por lei municipal. No início do século 20 recebeu um grande número de habitantes que eram escravos e seus descendentes, transferidos de áreas mais próximas ao centro da cidade, o que faz com que a população afrodescendente ainda seja predominante em muitas ruas do distrito. O distrito passou a ser conhecido por seu nome atual devido a um sítio na margem do Rio Tietê cujo dono, José Arouche de Toledo Rendon, batizou de Casa Verde, pois a casa-sede de janelas pintadas de verde chamava tanta atenção como referência, que suas irmãs acabaram ficando conhecidas como “as meninas da Casa Verde”. O nome pegou e nunca mais mudou.

Em 1857, Toledo Rendon vendeu suas terras para Francisco Antonio Baruel, pai de um farmacêutico muito conhecido na cidade, que depois repassou uma parte ao tenente-coronel Fidélis Nepomuceno Prates. Finalmente, em 1882, elas acabaram nas mãos de João Maxwell Rudge, filho do inglês John Rudge, cujos herdeiros as lotearam em 1897 para criar um bairro com o nome de Vila Tietê. No entanto, a lembrança das “meninas da Casa Verde” foi mais forte. No distrito encontra-se parte da Avenida Engenheiro Caetano Álvares, nesta situa-se o Fórum Regional de Santana.

(fontes Wikipedia e Prefeitura Municipal de São Paulo)

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