No sábado, dia 9 de julho, em ato solene em homenagem aos 90 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, foi realizado no plenário Juscelino Kubitschek da Assembleia Legislativa, sob a presidência do deputado estadual Coronel Telhada, a entrega da Medalha da Constituição para personalidades civis e militares, que mantêm vivos os ideais Constitucionalistas de 1932.
A cerimônia contou com a presença de civis, militares, convidados, autoridades e imprensa.
O evento foi transmitido ao vivo pela Rede Alesp.
A Medalha da Constituição destaca a atuação de personalidades civis e militares que mantêm ativos os ideais Constitucionalistas de 1932, como a defesa do Estado Democrático de Direito e o bem-estar da comunidade.
Para o deputado estadual Coronel Telhada “comemorar os 90 anos do Movimento Constitucionalista de 1932 é uma honra. E esse Palácio já é chamado de 9 Julho em homenagem à Revolução. A Medalha foi criada em 1962, portanto 30 anos depois da Revolução. Essa honraria, a principio, era para ser entregue apenas a veteranos da revolução. Mas com o passar do tempo, é lógico, os veteranos foram falecendo. Hoje a medalha é entregue a personalidades civis e militares que cultuem o espírito de 32 e fazem bem ao povo de São Paulo. É uma maneira da Alesp dizer a essas pessoas muito obrigado. E o João é uma prova disso. Parabéns ao João Carlos e a todos que serão condecorados. Essa homenagem é, acima de tudo, uma maneira de dizer que estamos com os ideais vivos”.
Já para o presidente e CEO do Grupo São Cristóvão Saúde, Valdir Pereira Ventura, assim se expressou: “Agradeço ao deputado estadual Coronel Telhada pela homenagem. Minha gratidão pela iniciativa e convite para participar dessa sessão solene que outorga a Medalha da Constituição”.
Para o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, desembargador Paulo Sérgio Brant de Carvalho Galizia “eu me sinto honrado com a homenagem feita a mim e ao TRE-SP que tem uma importante missão no Estado de São Paulo”.
De acordo com o superintendente geral do Hospital Cruz Azul de São Paulo, Nelson Guilharducci, “falar da Revolução de 32 para um paulistano é sempre motivo de grande alegria. Na verdade, os nossos antepassados, fiéis aos princípios da liberdade e da democracia, lutaram e foram às ruas e conseguiram uma Constituição muito mais democrática. E hoje é com muita satisfação que recebo a Medalha da Constituição através do meu amigo deputado estadual Coronel Telhada. Aproveito também para parabenizar todos os homenageados. Este tipo de homenagem resgata o civismo e patriotismo dos jovens brasileiro. O jovem precisa entender da importância de respeitar os valores e conhecer a história do Brasil. Nós só conseguimos montar uma sociedade melhor quando estamos vinculados a princípios morais e cívicos”.
Para o juiz militar Ronaldo João Roth, “primeiramente quero cumprimentar os leitores do Semanário da Zona Norte e o diretor João Carlos. A Revolução de 32 foi uma batalha genuinamente paulista e que graças a muito sacrifício conseguimos conquistar a retomada do país, do Estado de Direito e do Estado Constitucional. Evidentemente que comemorar essa data é algo muito significativo para todos nós brasileiros e paulistas. E ser homenageado aqui na Alesp pelo deputado estadual Coronel Telhada é muito honroso. Aproveito para cumprimentar todos os homenageados, entre eles o João Carlos. Felicidades a todos”.
Para o comandante da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, inspetor superintendente Agapito Marques, “eu me sinto muito honrado com essa homenagem e com uma responsabilidade enorme em ostentar essa medalha. É um dever nosso levar isso para as gerações futuras, além de reconhecer aqueles heróis que lutaram para que pudéssemos viver num país que vivemos hoje”.
Para o delegado-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Osvaldo Nico, “é muito importante relembrar a história do nosso país. Essa Medalha tem um grande significado pra mim porque quem está me ofertando é o deputado estadual Coronel Telhada”.
Já para o desembargador Militar Clovis Santinon, “é uma honra estar recebendo essa honraria aqui na Alesp. O Movimento de 32 aconteceu em prol de uma Constituinte. A revolta da população paulista ocorreu após 1930, devido ao Congresso ser dissolvido. E São Paulo queria uma constituição”.
Para o diretor da Uninove, João Storópoli, “é um orgulho enorme, principalmente porque muitas pessoas não sabem, a Unimove foi fundada em homenagem à data 9 de julho. É um momento também de resgatar os valores familiares”.
Para o associado da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Marco Aurelio da Silva “é muita honra estar representando o presidente Marcio Marques Ramalho nesta homenagem. A associação, maior da America Latina, luta para a policia ser valorizada”.
Já para o comandante do 8º Distrito Naval, vice-almirante Guilherme da Silva Costa, “é uma satisfação receber essa honraria. É uma maneira de enaltecer e cultuar os heróis de 32, maior evento cívico militar”.
Medalha da Constituição
A data de 9 de julho de 1932 é conhecida pelos paulistas como início do levante da Revolução Constitucionalista. Após a morte dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (a quinta vítima, Alvarenga, também foi baleado naquela noite, mas morreu meses depois) em conflitos de rua entre forças paulistas e partidários de Getúlio Vargas, em 23 de maio de 1932, iniciou-se o movimento MMDC. Os paulistas, em especial a elite afastada do poder pela Revolução de 1930, tinham por objetivo a derrubada do Governo Provisório de Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil.
Com o objetivo de condecorar os civis ou militares que tenham participado na linha de frente ou na retaguarda da Revolução de 9 de julho de 1932, de enorme importância para o imaginário paulista, foi criada a “Medalha da Constituição”. A homenagem foi instituída por meio da Resolução nº. 330, de 1962, oriunda do Projeto de Resolução nº. 15, de 1959, de autoria do deputado estadual Israel Dias Novaes, da UDN.
Além daqueles que marcharam ao lado do exército constitucionalista, também estariam aptos a receber a honraria os que prestaram serviços como “escoteiros” nos hospitais de sangue e demais serviços de assistência.