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Sexta-feira, 23 de Janeiro 2026

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As palavras devem determinar as ações

Colunistas *Paulo Eduardo de Barros Fonseca

As palavras devem determinar as ações
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Constantemente somos surpreendidos pela mídia com notícias inquietantes sobre posturas, no mínimo, desidiosas de pessoas investidas de autoridade e que, portanto, deveriam preservar a coisa pública e o interesse da coletividade. Fatos como esses que se multiplicam, lamentavelmente se sucedem e afetam milhões de pessoas em todo planeta, abalando e causando incertezas na sociedade como um todo.

Mas, isso também indica a necessidade de que todos, indistintamente, precisam fazer uma reflexão corajosa de como nos comportamos como seres gregários, que convivem em sociedade, e o nosso estágio de cidadania.

Em tempo de modernidade, percebo que as redes sociais, que congregam grupos de uma mesma linha de pensamento, têm sido muito ativas ao criticar com veemência posturas que julgamos indevidas, mas, em contrapartida, têm deixado de analisar o que devem fazer de maneira concreta, por atos e atitudes, para melhorar determinadas situações.

Há quase 2500, o filósofo Aristóteles, que foi professor de Alexandre - o Grande, escreveu uma série de obras que falavam sobre política, ética, moral e outros campos de conhecimento, disse que todo homem, toda pessoa é um “animal político”, ou seja, todos nós somos seres políticos, de modo que podemos – e devemos - atuar para influenciar o pensamento, os acontecimentos e as decisões da sociedade em que vivemos.

Creio que urge que essa reflexão seja feita para que individualmente possamos analisar se estamos deixando de fazer algo que deveríamos fazer, mesmo porque quando ficamos restritos aos meros comentários, ainda que pertinentes, deixamos de cumprir deveres de cidadania e de exercitar direitos que, repita-se, são inerentes a todas as pessoas. 

Com todo respeito, sobretudo ao livre arbítrio de cada pessoa, o que é dito nas redes sociais são meros desabafos, são apenas palavras. Logo, para que não sejamos sinônimos de meras locuções, que as nossas palavras possam determinar e refletir as nossas ações, inclusive porque são as atitudes que determinam o valor de cada um.

Como a felicidade é uma construção individual e coletiva, se faz necessário que todos tenham consciência de que será por atos e atitudes que os homens de bem, livres e de bons costumes influenciam a humanidade.

É de se lembrar o alerta contido em Mateus, 7:12, no sentido de que “... tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas”, inclusive porque, como consta em Provérbios 31:8-9, “erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados”. Aliás, Martin Luther King já alertou que “não há nada mais trágico neste mundo do que saber o que é certo e não fazê-lo. Não posso ficar no meio de todas essas maldades sem tomar uma atitude”.

Enfim, para falar ao vento bastam palavras, mas para exercer influência são necessárias obras. Assim, para sermos coerentes conosco mesmo, que as palavras que proferimos possam determinar nossas ações.

*Governador 2006/2007 do Distrito 4430 de Rotary International.

 

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