É inegável que através do tempo o mundo e, por consequência, o homem passam por um longo processo de desenvolvimento conjunto.
É igualmente incontroverso que no último século o mundo viveu e ainda vive um estrondoso progresso científico e tecnológico e que as novas gerações, como que naturalmente, têm demonstrado aptidão intelectual para conviver numa sociedade mais avançada, muito embora ainda enfrente questões relacionadas com a saúde mental.
Todavia, essa capacidade de adaptação a um mundo mais evoluído no aspecto da ciência terá pouca representatividade se não for acompanhada de um maior aprimoramento do senso moral de cada pessoa.
Para que isso aconteça é preciso que cada pessoa consiga valorar com despego a relação existente entre os bens materiais e os espirituais, oportunidade em que, invariavelmente, dar-se-á a prevalência do homem de bem, porque haverá o entendimento de que as coisas da matéria são absolutamente passageiras.
O orgulho, o egoísmo, a vaidade, a ambição e os vícios que ainda são inerentes aos ser humano, precisam ser trabalhados para que o progresso do senso moral continue, ainda que em passos lentos, sendo aprimorado. Quando isso ocorrer o instinto do mal será aparteado e gradualmente desaparecerá.
E essa será a verdadeira revolução moral, a qual, tal como nas revoluções sociais, somente são entendidas e internalizadas pelas pessoas pouco a pouco.
Desse modo, plausível afirmar que o status quo da humanidade ainda perdurará por algum tempo, mas mudará na medida em que as pessoas compreenderem que além dos bens da matéria existe uma felicidade infinitamente maior e mais duradoura.
A exemplo do apóstolo Paulo, toda pessoa deve buscar ser um homem de bem, promovendo sua reforma íntima e colocando em prática as lições do Mestre Jesus que amou a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca