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Terça-feira, 08 de Setembro 2026
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Aprimoramento do Senso Moral

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Aprimoramento  do Senso Moral
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É inegável que através do tempo o mundo e, por consequência, o homem passam por um longo processo de desenvolvimento conjunto. 

É igualmente incontroverso que no último século o mundo viveu e ainda vive um estrondoso progresso científico e tecnológico e que as novas gerações, como que naturalmente, têm demonstrado aptidão intelectual para conviver numa sociedade mais avançada, muito embora ainda enfrente questões relacionadas com a saúde mental. 

Todavia, essa capacidade de adaptação a um mundo mais evoluído no aspecto da ciência terá pouca representatividade se não for acompanhada de um maior aprimoramento do senso moral de cada pessoa. 

Para que isso aconteça é preciso que cada pessoa consiga valorar com despego a relação existente entre os bens materiais e os espirituais, oportunidade em que, invariavelmente, dar-se-á a prevalência do homem de bem, porque haverá o entendimento de que as coisas da matéria são absolutamente passageiras. 

O orgulho, o egoísmo, a vaidade, a ambição e os vícios que ainda são inerentes aos ser humano, precisam ser trabalhados para que o progresso do senso moral continue, ainda que em passos lentos, sendo aprimorado. Quando isso ocorrer o instinto do mal será aparteado e gradualmente desaparecerá. 

E essa será a verdadeira revolução moral, a qual, tal como nas revoluções sociais, somente são entendidas e internalizadas pelas pessoas pouco a pouco.  

Desse modo, plausível afirmar que o status quo da humanidade ainda perdurará por algum tempo, mas mudará na medida em que as pessoas compreenderem que além dos bens da matéria existe uma felicidade infinitamente maior e mais duradoura.  

A exemplo do apóstolo Paulo, toda  pessoa deve buscar ser um homem de bem, promovendo sua reforma íntima e colocando em prática as lições do Mestre Jesus que amou a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. 

 

Paulo Eduardo de Barros Fonseca 

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