A vida é bela, mas nem sempre tão simples de ser vivida.
Por vezes parece que os momentos de tranqüilidade e alegria, por um motivo qualquer, se transformam em obstáculos aparentemente intransponíveis. É fato, todo ser humano, de diversas maneiras, enfrenta momentos difíceis em sua vida.
Nessas ocasiões sentimo-nos inseguros, fragilizados e vacilantes. Parece que algo nos faz retroceder e nos empurra para trás.
Como dito na crônica passada – Corações em Harmonia -, a vida nos dá, mas também nos tira. Durante nossa existência vivenciamos situações, pessoas e caos que, pouco importando onde estamos, parece nos seguir até que descobrimos as lições que devemos aprender e com elas sofremos uma grande mudança. Assim, a angustia de uma dificuldade, de uma perda, não pode superar a alegria de um novo amanhecer quando a todos, indistintamente, é dada oportunidade de tentar de novo. Daí a importância do exercício da fé raciocinada pois, para o bom viver, é preciso que o homem entenda a verdadeira razão e sentido da existência.
Muito embora o ser humano seja o líder o planeta, porque lhe foi conferido o atributo da inteligência, não é o condutor de seu mundo interior porque, enquanto um ser incompleto, se submete às suas inseguranças.
Por compreender que a incerteza e o desconhecido tornam os homens inseguros, Santo Agostinho já nos alertou de que “ninguém ama o que não conhece”. Esse é um alerta no sentido de que é preciso que reeduquemos nosso espírito e, por conseqüência, nossa forma de agir e reagir.
Orar e vigiar é a tônica do dia a dia e o alerta reiterado da espiritualidade.
Em lição ditada pelo espírito do Irmão Alpe encontramos a maneira de como devemos proceder em momentos em que fraquejarmos ao dizer-nos que: “quando, em alguns momentos de suas vidas se abater sobre vocês a insegurança, a tristeza, o desanimo e outros estados negativos que só maltratam o corpo físico, é o momento de parar, raciocinar e agir pois aquele que conhece a existência de Deus, começa a aceitar a vida tal qual ela é, procurando melhorá-la com amor e paciência.
Aquele que aprende a respeitar e estimar o seu semelhante como ele se apresenta, verá que já pode oferecer um sorriso, uma palavra de simpatia e bondade a quem talvez precise mais do que você, pois você já sabe que está sendo sustentado por Deus e muito pouco é o que resta a você fazer, pois Deus a todos sustenta.”.
Quando nos sentimos sós e desamparados, na verdade estamos sendo sustentados pela espiritualidade. Nessas ocasiões, não raro, nós é que nos afastamos de Deus, notadamente porque nos esquecemos das lições trazidas e exemplificadas por Jesus.
Há um ditado que diz que a nossa vida e um constante abrir e fechar de portas. Assim, em qualquer situação, mas principalmente nos momentos difíceis, é preciso saber lidar com a frustração do não e da perda para termos serenidade e sabermos aproveitar o que de melhor virá. É fato, nesses momentos devemos parar, raciocinar e agir.
Bezerra de Menezes, in Fluídos de Luz, Editora Elevação, já ensinou que levar o lenitivo, reformular os pensamentos e adequá-los à prática do amor são recursos especiais que não devemos esquecer.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca