O papel dos progressistas como imaginam e propalam é consertar o mundo. Eles se entendem pessoas especiais e únicas e agem sempre com esse intento, seja nas questões ambientais, nas relações humanas, no trato das minorias, nas questões econômicas e outras. "A vida real à nossa volta é muito dura e chata, vamos viver essa fantasia de idealizações, consertando o mundo".
No cumprimento desta importante missão, o céu é o limite e dentro dessa perspectiva passa, mesmo, a ser possível, consertar o passado da humanidade. Fazem isso dentro da sua forma peculiar de tratar as coisas, utilizando-se de um mecanismo que jamais poderia ser adotado ao se analisar fatos históricos.
Só se debruça sobre algo acontecido em outras épocas, considerando-se o contexto em que ocorreram, de forma alguma, pode-se olhar para o passado com os pés no presente. De forma alguma pode-se julgar os antepassados sob o prisma dos parâmetros que regem nossas vidas hoje. De forma alguma pode-se julgar a sociedade que vivia em 1500 como se ela tivesse experimentado a evolução civilizatória pela qual a humanidade passou até os dias de hoje.
Com as observações que fazem, julgo que, se um dia estudaram a história da humanidade, só se ativeram às referências cronológicas sem se preocupar com a evolução sóciocultural evidenciada a cada fato ocorrido naqueles vários períodos.
A bola da vez são os colonizadores europeus que vieram se instalar nas Américas já ocupadas por seus povos nativos. À época, as guerras de conquista estavam na agenda de qualquer reino Europeu. Para aqueles povos que habitavam o velho continente, na busca por novos territórios e por novas riquezas, dentro ou fora do seu continente, era normal a dominação do mais forte sobre o mais fraco. De outra forma, as guerras só eram evitadas com a celebração de alianças, via de regra alicerçadas em casamentos reais.
Ao falarem dos sanguinários colonizadores que não respeitavam os povos nativos, eles demonstram desconhecer que o Direito Internacional só passaria a existir após a a Convenção de Westfalia de 1648, em que apareceram as noções e princípios da soberania estatal e das bases do Estado Nação.
Com o entendimento de estas conquistas serem condenáveis, pergunto, como seria se não tivessem acontecido? É possível se imaginar que o imenso continente, cheio de riquezas, assim permaneceria, sem a vinda de nenhum conquistador?
Voltemos à razão, só estamos aqui, só existimos como país graças àqueles que desbravaram os mares e aqui estabeleceram as bases de uma nação. Só somos essa nação continente graças aos intrépidos bandeirantes que levaram as nossas fronteiras para além dos limites definidos pelo Tratado de Tordesilhas. O Brasil de hoje traz em seu DNA a história daqueles povos, não só do português que a qui aportou mas também o de todos os imigrantes que aqui se instalaram.
A criminalização (eles adoram este termo) da ação dos colonizadores, por ser algo tão absurdo, creio que só se sustente na cabeça daqueles que são conduzidos pela elite progressista que, mais que tudo, têm a intenção de, como sempre fazem, estabelecer novas narrativas e assim garantir o advir de uma nova ordem.
* Um cidadão brasileiro