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Segunda-feira, 14 de Setembro 2026
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A transformação do homem velho em novo

Nascido em Tarso, na Cilícia da Ásia Menor, próximo do mar Mediterrâneo, Saulo foi educado por Gamaliel e acabou por substituí-lo

A transformação do homem velho em novo
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Nascido em Tarso, na Cilícia da Ásia Menor, próximo do mar Mediterrâneo, Saulo foi educado por Gamaliel e acabou por substituí-lo na direção do Sinédrio em Jerusalém, onde era considerado seu maior orador e grande defensor das leis de Moisés, mas se revoltava quando se referiam a Jesus como se fosse o Messias.
Com base nas suas convicções, Saulo, que exercia a profissão de tecelão, perseguia os cristãos como fez com Jeziel que acuado trocou seu nome para Estêvão. 
Seguindo sua vida, Saulo ficou noivo de uma jovem de nome Abigail. Em certa ocasião convidou-a para participar de uma cerimônia em que seria reconhecido por suas ações, quando alguns cristãos seriam julgados e condenados à morte por apedrejamento. Ocorre que dentre aquelas pessoas estava Estêvão, que imediatamente foi reconhecido por sua irmã Abigail que por isso rompeu com Saulo e, posteriormente, acabou se convertendo ao cristianismo, mas veio a falecer vítima de uma enfermidade.
Revoltado com essa situação e com autorização do sumo sacerdote, Saulo parte rumo à Damasco em perseguição às pessoas que julgava responsáveis pela conversão de Abigail, as quais iria prender e levá-las para Jerusalém. 
Saulo ia à frente de uma pequena comitiva de soldados, preocupado com sentimentos contraditórios que não sabia explicar, quando subitamente resplandeceu à sua frente uma luz vinda do céu e caindo em terra, ouviu uma voz dizer-lhe: Saulo, Saulo, porque me persegues?  Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? Respondeu Ele: Eu sou Jesus a quem tu persegues; mas levanta-te e entra na cidade, e dir-te-ão o que te é necessário fazer. 
Aturdidos, os homens que com ele viajavam pararam, emudecidos, ouviram aquela voz, mas viram ninguém.
 Levantou-se Saulo da terra e, abrindo os olhos, nada viu; e guiando-o pela mão, conduziram-no a Damasco. E esteve três dias sem ver e não comeu nem bebeu.  A visão o cegou por completo e ele foi orientado a procurar Ananias que devolveria a visão – Atos dos Apóstolos -. 
A partir disso deu-se início a transformação do homem velho para o novo, pois demonstrada de forma inequívoca a imortalidade da alma.  
Percebendo seus próprios erros Saulo, agora Paulo, por três anos refletiu sobre sua vida e, abrindo seu coração e espírito para Jesus, tornou-se o maior apóstolo do cristianismo, tendo levado aos gentios e aos judeus a boa nova que os viria libertar do cativeiro sacerdotal.
Importante notar que Paulo se tornou o apóstolo dos gentios ao disseminar o Evangelho – do Amor – para o povo não judeu, por que entendeu que as lições do Cristo eram para toda humanidade. 
Foi assim que, a partir de uma nova consciência e da fé fez sua reforma interior. Paulo já não era mais o terrível perseguidor dos cristãos que andava no encalço dos que evangelizavam, pois deu lugar a um novo homem vestido com as armaduras da caridade e do amor, o que lhe garantiu a força moral necessária para vencer as vicissitudes da vida.
Por fim, foi condenado à morte por Roma, mas lutou o bom combate, guardou a fé, tendo sido recebido em sua passagem para a vida espiritual, dentre outros amigos, por Estêvão, Abigail e Ananias. 
Conforme Caibar Schutel, a conversão de Paulo é um dos fatos mais importantes da história.  O grito de Damasco reboa até agora a nossos ouvidos e repercute pelo mundo todo. Nem as vozes dos dissidentes puderam até agora abafá-lo. É o grito da Imortalidade, é o brado do Amor que ergue o edifício da Fé sobre a rocha da Revelação, é a Esperança na Outra Vida que ressurge, é, finalmente, a Luz raiando das trevas e iluminando a todos nós com os esplendores da Eternidade. (Vida e Atos dos Apóstolos, 1ª Edição, Gráfica da Casa Editora o Clarim Matão – SP, homepage: http://www.oclarim.com.br).
 “O convertido de Damasco conseguiu aclimatar a flor divina do Evangelho sobre o mundo” (Emmanuel) ao resumir a uma perfeita unidade o dualismo entre fé e vida ao dizer: “Minha vida é Cristo; já não vivo mais eu, Cristo vive em mim”.
Enfim, resta inequívoco que a fé e o amor fazem o homem experimentar uma nova vida transformando o homem velho em novo.

 

Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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