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Terça-feira, 22 de Setembro 2026
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A questão do desarmamento

A tese do desarmamento defende que, com um menor número de armas em circulação

A questão do desarmamento
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A tese do desarmamento defende que, com um menor número de armas em circulação, menores serão as possibilidades de ocorrência de assassinatos com o uso de armas de fogo. Uma tese simplista, que deixa de levar em conta uma série de outros aspectos de relevância, e que vem atender à uma agenda internacional pacifista.

Ao tratar-se dos homicídios com arma de fogo é importante que se leve em conta que os criminosos ou aqueles que têm a intenção de tirar a vida de alguém por questões passionais ou vingança não usariam armas registradas em seu nome e, se valem do mercado negro para ter acesso a uma arma.

A posse de arma atende a uma necessidade que algumas pessoas têm de poderem se defender, defender a sua família ou seu patrimônio quando ameaçados por criminosos que invadam sua residência ou propriedade rural. Esta seria uma questão de menor importância, tivesse nosso país índices de criminalidade mais baixos e menor ocorrência de eventos como o citado.

Outro ponto importante a destacar é que essa permissão de posse não fará com que as pessoas que a detém saiam por ai atirando umas nas outras. Para explicar melhor este comportamento podemos nos valer daqueles cidadãos que praticam artes marciais, seja para autodefesa seja por esporte ou lazer. O praticante de qualquer arte marcial é disciplinado desde o início da aprendizagem a não utilizar as suas habilidades contra outras pessoas para agredi-las de forma gratuita e só fará uso dessa arte se for para a sua própria proteção.

Assim como nas artes marciais a pessoa que detém a posse de uma arma, como todo cidadão de bem, sabe que as consequências do uso desta recairão sobre os seus ombros. Além das responsabilidades perante a lei, a pessoa que tem uma arma sob sua responsabilidade conhece os riscos que envolvem a sua guarda, o seu manuseio e a disciplina que deve ter quando porta sua arma, o que é bastante treinado nos estandes de tiro.

A ideia desarmamentista traz  ainda dois grandes prejuízos para o país no que tange à defesa e à própria economia. Quanto mais pessoas num país tiverem o acesso a algum tipo de arma, de forma organizada e regulamentada, maior será a cultura de defesa de nosso Estado e melhor serão as condições de mobilização de sua reserva. Da mesma forma, a indústria de armamento terá melhores condições de se manter, não dependendo apenas daqueles pedidos feitos pelas Forças Armadas ou forças policiais.

O uso de uma faca, uma arma de fogo, um automóvel, um avião ou de um paraquedas pode matar. Tudo depende da condição mental, treinamento, boa ou má intenção de quem o porta, dirige ou pilota. Para os pacifistas comparar uma arma com um automóvel não se poderia, uma vez que o automóvel é um item que atende à necessidade de deslocamento e portanto não pode ser retirado da população. Eles ignoram a necessidade de se ter um armamento para se defender de agressões. Não é esse o pensamento do pai de família que vê os seus entes queridos sob a mira de um criminoso.

 O direito à defesa é uma necessidade inalienável.

Eduardo Diniz - * Um cidadão brasileiro

 

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