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Segunda-feira, 09 de Fevereiro 2026

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A polarização política

Em um dos picos da crise política vivida na vizinha Venezuela, num dia em que

A polarização política
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Em um dos picos da crise política vivida na vizinha Venezuela, num dia em que as tropas do ditador Maduro passaram com blindados por sobre um grupo de manifestantes, uma analista de um desses canais de notícias afirmou que o Brasil naquele momento não tinha força para intermediar uma solução para a crise por conta da “polarização política” que acometia o país.

O peso do Brasil como líder regional, capaz de gerenciar uma crise como aquela, entendo, está muito mais ligado a uma diversidade de outros fatores que nos enfraqueceram ao longo do tempo, do que a condição do jogo político atual polarizado.

Podemos não estar acostumados a tal situação, mas numa democracia que se preze existem, via de regra, forças políticas que se enfrentam. Nos Estados Unidos da América temos os Democratas e os Republicanos e no Reino Unido o Partido Conservador e o Partido Trabalhista. A democracia nesses países se ergue e se estabelece  em cima dessa confrontação de ideias.

Estamos mal acostumados por que por longo tempo, desde a redemocratização do país, o que se ouviu por aqui foi apenas uma voz. Por costume, o brasileiro comum se absteve da política, permanecendo nela duas classes de pessoas: os militantes de esquerda, sempre engajados, e aqueles que tinham na política uma forma de auferir algum benefício para si e para os seus sem nenhum tipo de projeto para o país.

Dessa forma a esquerda impôs a sua agenda valendo-se da distribuição de benesses para aqueles que estavam na política apenas para receber benefícios, e daí passamos a escutar frases que bem caracterizaram a atuação desse grupo no cenário político nacional: “Centrão” e “toma lá da cá”.

A prevalência do regime de centro-esquerda, que não enfrentou oposição por vários anos,  favoreceu não apenas a implementação de políticas equivocadas que enfraqueceram o país, incluída a própria Venezuela com o apoio a ditadores como Chaves e Maduro, como também possibilitaram o estabelecimento da corrupção sistêmica. Essa condição também levou a se criar a ideia que uma pessoa que pensava de forma diferente era um extremista, um verdadeiro nazista. Ser de direita passou a ser um pecado capital.

O nosso problema político, como se tem mostrado ao longo do tempo, não está em haver direita e esquerda, o nosso problema está na falta de ética, na falta de espírito público, nos extremismos à esquerda e à direita, na falta de caráter, no pensar no eu em detrimento de toda uma nação. Enquanto um partido político for contra determinada lei apenas por que ela pode trazer desenvolvimento ao país e assim favorecer o outro partido, continuaremos a ser o anão diplomático que hoje somos.

Eduardo Diniz

*Um Cidadão Brasileiro

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