Respeito: s.m. Ato ou efeito de respeitar-se; tratamento com profunda reverência ou consideração; consideração demonstrada para com uma pessoa ou alguma coisa; deferência considerável.
No nosso país, foram várias as motivações para a ocorrência do esquecimento desse importante elemento que deve reger as relações interpessoais e o proceder em sociedade: desde a diminuição da ação da família na educação de nossos jovens, a inibição da ação do educador pela proposital interpretação que confundia exercício de autoridade com autoritarismo, e até mesmo a importância que passou a ser dada ao indivíduo em detrimento do coletivo, o que se traduziu num maior individualismo das pessoas.
Tudo isso coincidiu com mais de trinta anos de governos da esquerda em que procurou-se apagar tudo aquilo que representava os valores da antiga sociedade e sem distinção do que era importante ou não para a coesão da nação. Nesse sentido, procurou-se supervalorizar os direitos em detrimento dos deveres do cidadão e relativizar os costumes e normas da sociedade.
Em geral, sem distinção da classe social a que pertençam, observamos pessoas que vivem como se o mundo fosse só seu e que não devessem se preocupar com nada ou ninguém a sua volta.
O indivíduo nas ruas não cumprimenta o seu vizinho, tromba com os outros nas calçadas, atropela o transeunte na faixa de pedestre, estaciona onde não deve, fala alto em locais com concurso de muitas pessoas, não recolhe sua bandeja ao local adequado nas praças de alimentação, não joga o lixo no lixo e faz ou deixa de fazer muitas outras coisas. As pessoas à sua volta e as normas que deveria seguir não interessam, o que há de mais importante é a sua vontade e as suas necessidades.
O respeito aos pais e aos mais velhos é algo que há muito saiu de moda e, no mesmo sentido, chama a atenção o desrespeito endereçado aos professores. Como se constrói uma nação forte com os jovens que praticam este tipo de comportamento?
Infelizmente não acaba aí. Nos verbetes do dicionário ainda se encontra a frase ”dar-se o respeito” que é definida como “agir com dignidade”. Neste ponto os agentes infratores são os de maior idade e os maiores exemplos do esquecimento desse procedimento encontra-se no desempenho das mais variadas funções públicas, como no nosso Congresso, no Executivo e na Magistratura. O agir com dignidade passou a ser uma exceção e quem sofre com essa disfunção são os cidadãos.
O país vilipendiado e agonizante e seus homens e mulheres de bem exigem a volta do tão necessário RESPEITO.
Eduardo Diniz
* Um cidadão brasileiro