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Sexta-feira, 11 de Setembro 2026
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A mediunidade

Do mesmo modo que o Espiritismo não descobriu e nem inventou os espíritos ou o mundo espiritual

A mediunidade
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Do mesmo modo que o Espiritismo não descobriu e nem inventou os espíritos ou o mundo espiritual, no qual o homem sempre acreditou, no que se refere à mediunidade é apenas seu precursor. 

Logo, é um erro supor que o Espiritismo criou a mediunidade, isso porque sempre existiram e coexistiram as esferas espiritual e material. 

O Espiritismo, enquanto uma religião, única e tão somente, veio demonstrar a imortalidade da alma, sendo certo que médiuns e mediunidade não são privilégios seus. 

Na história da humanidade encontramos passagens que demonstram exercício da mediunidade tal qual aquele que é referenciado ao filósofo grego Sócrates (século V a.C.) que disse que: “desde minha infância, graças ao favor celeste, sou seguido por um ser quase divino, cuja voz me interpela a esta ou àquela ação”. 

A Bíblia, tanto no antigo como no novo testamento, está repleta de situações que evidenciam a existência da mediunidade enquanto uma faculdade humana pela qual se estabelecem relações entre o mundo físico e o espiritual, ou seja, entre os homens e os espíritos, sendo uma fonte riquíssima de fenômenos mediúnicos. 

Quem não conhece os fenômenos mediúnicos praticados, por exemplo, por Abraão, por Moisés ou pelos apóstolos? Por ser inerente ao ser humano, a mediunidade pode aflorar em qualquer pessoa independentemente de crença, sexo, idade, condição social, etc. 

Ao estudar essa condição intrínseca aos homens, Allan Kardec, no capitulo XIV do Livro dos Médiuns, ensina que todo aquele que sente num grau qualquer à influência dos espíritos é, por este fato, médium. Diz, também, que a expressão orgânica não constitui privilégio, mas é uma faculdade do espírito, cuja condução depende dos valores éticos daquele que a possui. 

Da mesma forma que a inteligência e as demais faculdades humanas, a mediunidade se desenvolve naturalmente nas pessoas de maior sensibilidade para captação mental e sensorial de coisas e fatos do mundo espiritual que nos cerca e nos afeta com suas vibrações psíquicas e afetivas. É uma qualidade inerente ao espírito e não há ninguém que dela seja privado. Alguns a possuem em estado mais aflorado enquanto outros em estado latente. 

De qualquer forma, é fundamental que o médium, enquanto o intermediário se prepare adequadamente para o emprego dessa faculdade. É primordial que haja a reforma íntima do médium, a qual se dará por meio do estudo sério e disciplinado e da prática dos ensinamentos de Jesus. 

O exercício da mediunidade com responsabilidade e seriedade é uma oportunidade de evolução e reparação de erros cometidos no passado, saldando-se, assim, débitos cármicos de prejuízos causados em vidas pretéritas. 

A mediunidade deve ser colocada em prática com responsabilidade e precisa ser estudada com dedicação, aliás, como vem acontecendo pelas ciências médicas, seja porque não é um privilégio do Espiritismo, o qual sabe colocá-la a serviço da libertação da alma humana e descerra horizontes espirituais ilimitados, seja porque, em maior ou menor escala, é inerente a todos os seres humanos. 

  

Paulo Eduardo de Barros Fonseca 

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