SEMANÁRIO ZONA NORTE - JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO NA ZONA NORTE

Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 16 de Fevereiro 2026

Notícias Colunistas

A inteligência policial

Colunista Percival de Souza

A inteligência policial
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A inteligência, em matéria de investigação, não pode ser artificial. É assunto nevrálgico, pode envolver segurança nacional ou interna, fundamental em assuntos locais ou internacionais. Entre nós, há muitos falsos “especialistas” que falam demais sobre isso, sem ter ideia de que estão falando. 

Artificial pode ser uma pessoa falsa, fingida, nada confiável. Em termos investigatórios, é um trabalho profundamente técnico, especializado em coletar informações, saber analisá-las, interpretá-las e assim adquirir condições de tomar decisões, muitas vezes rápidas, antecipando-se ao que poderia acontecer. Nada a ver com os folclóricos arapongas do passado. 

Por quê? Não se trata de uma palavra mágica. A inteligência, na Polícia, é uma arte. Nas Forças Armadas, necessidade indispensável. Precisa ser imperceptível, exigente, qualificada, razão pela qual grandes segredos ficam muitas vezes envolvidos nos mantos de secreto e ultrassecreto ou confidencial, no delicado percurso informe-informação. Um dado relevante que precisa ser obtido exige práticas nada convencionais: infiltração, monitoramentos, escutas, informantes (que nunca falam sem obter algo em troca), disfarces e rapidez para alimentar setores operacionais e agir sempre em silêncio. Nada a ver com nosso atual sistema de apuração de fatos criminosos. Pedidos de escuta dependem de autorizações judiciais, registrados em cartório e fáceis de vazar.  O deferimento para deferimento é solicitado de maneira super burocrática, à mercê de um magistrado que ignora a profundidade da investigação. Como se desconfia muito da Polícia, o tempo perdido é a verdade fugindo. Num caso de repercussão, a sociedade anseia por respostas rápidas. Todos querem que o caso seja resolvido, sem importar-se como.  

Entre os melhores serviços desse tipo no mundo, estão a CIA (Central Inteligence Agency) e o poderoso Seal, dos Estados Unidos; o Mossad israelense e seu implacável e caçador mortal Kidon; o Serviço Secreto de Inteligência do Reino Unidos e vários e sofisticados outros. 

Hoje vemos que por aqui o crime organizado é o que sistematiza a inteligência e na contrainformação. Transformou-se numa máfia empresarial. Os métodos atualmente empregados pelas autoridades estão defasados, carentes de reformulação, sendo este o objetivo real de combatê-lo com rigor e obter sucesso. Crime organizado exige sociedade organizada. 

*Jornalista e escritor 

Comentários:

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR