Muito já se falou sobre a Reforma da Previdência e sua importância, sendo esse tema um dos principais no debate político e econômico nos últimos tempos. Tanto que a Câmara dos Deputados juntamente com o presidente Jair Bolsonaro têm atuado de maneira firme, pois esta foi uma das principais promessas do então candidato à Presidência da República.
Após a primeira votação, com um placar favorável de 379 x 131 votos, o governo ganhou um “folego” na discussão, pois a vitória mostrou força para um mandato que parecia estar “desgastado” junto à população.
Desde 2014, o Governo Federal apresenta déficits bilionários nas suas contas, refletindo o crescimento das despesas em ritmo mais acelerados que a expansão das receitas. No ano passado, por exemplo, o rombo foi de R$ 120 bilhões.
Esse aumento das despesas tem sido puxado, em especial, pelos gastos com a Previdência. O rombo da União com aposentadorias e pensões de servidores civis, militares e setor privado (INSS) tem crescido rapidamente nos últimos anos e somou R$ 266 bilhões no ano passado, segundo o Ministério da Economia.
Além disso, o governo considera fundamental fazer a Reforma da Previdência para equilibrar as contas públicas e liberar recursos que hoje vão para a aposentadoria. Com esse ajuste financeiro no país, estes investimentos iriam para outras áreas, como educação, saúde e segurança pública, fazendo com que a economia voltasse a girar.
A meta inicial do ministro da Economia, Paulo Guedes, era que a reforma gerasse uma economia de ao menos R$ 1 trilhão, porém com as alterações realizadas até o momento, este montante deve cair um pouco. O importante é que o país se fortaleça nessa discussão e volte a crescer como antes.