Deus concedeu ao ser humano a inteligência e a possibilidade de se comunicar por meio das palavras.
Dessa afirmação conclui-se que a palavra é a emissão de um pensamento que se verbaliza e que busca alcançar um determinado fim. Aliás, a ciência já comprovou que as palavras, enquanto representante das ideias, realmente exercem grande influência tanto na mente como no organismo do ser humano, porque se propagam por meio de ondas eletromagnéticas.
Corroborando com a ciência, a doutrina espírita - baseada na estrutura tríplice: ciência, filosofia e religião - também estuda essa questão e muito nos ensina sobre a importância da palavra para, em apertada síntese, dizer que “pensar antes de falar resulta da conquista dos valores morais e espirituais que dignificam o homem”.
Na história universal constatamos que muitas guerras e suas tristes consequências tiveram início por uma palavra mal colocada ou mal-entendida. Isso demonstra que a palavra talvez seja a arma mais poderosa que existe, especialmente porque depois de pronunciada não há como voltar atrás. Daí a importância de saber como dizer e quando dizer as coisas, pois as palavras contêm imagens e contextos, sendo dotada de energia.
Daí a importância de ponderamos quantas vezes proferimos duras palavras que geram vibrações densas e negativas provocando descontentamentos e por vezes até mesmo a ira? Mas, ao contrário, se exprimimos palavras amenas e de amizade contribuímos para que o ambiente se harmonize, gerando um bem-estar geral.
Certamente é por esse motivo que o espírito amigo do irmão Atanásio reiteradamente nos orientou no sentido de que antes de proferirmos uma palavra que possa magoar alguém devemos contar vagarosamente de zero a dez, mas ao contrário, ou seja, de dez a zero, porque assim o faremos de modo mais cauteloso e teremos tempo para refletir antes de exteriorizarmos aquilo que pensamos dizer.
Assim, devemos procurar manter o espírito, a mente e o coração sempre equilibrados, para que essa estabilidade se reflita da mesma forma nas palavras que proferimos. Em Efísios, 4:29, Paulo de Tarso alertava que “Não saia de bossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem”.
Aliás, muitas vezes o silêncio tem valor muito maior que uma palavra mal colocada porque evita incompreensão, constrangimento e desamor. Essa postura nos remete ao provérbio que diz: “a palavra que reténs entre os lábios, é tua escrava; a que soltas irrefletidamente é teu senhor.”.
Porque tudo que falamos passou pela nossa mente e depois foi plasmado para o pano espiritual e em seguida jogamos para i universo pelas nossas palavras, para que possamos viver em harmonia é preciso escolher o que e como falamos. Daí a necessidade do empenho de cada qual com o bom uso das palavras, inclusive porque somos inteiramente responsáveis pelo que falamos.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca