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Segunda-feira, 21 de Setembro 2026
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A hora é agora

Colunista José Renato Nalini

A hora é agora
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Embora o cenário possa parecer desalentador sob muitos aspectos, o Brasil navega sobranceiro quanto ao seu papel na transição energética. Ainda tem tudo para ser protagonista dessa epopeia que reduzirá a emissão de carbono e garantirá uma economia embalada e consistente. 

Isso porque existem cento e dez milhões de hectares de solo degradado disponíveis para o reflorestamento que salvará a humanidade. Não é exagero dizer que o mundo precisa de um trilhão de árvores e nosso país precisa ao menos de um bilhão de novas espécies arbóreas, para repor um pouco do que se devastou nestes quinhentos anos. 

Nossa água doce depende do replantio. O empresariado tem descoberto que essa é a alternativa numa era em que o mundo corre perigo. O que falta é vontade política e segurança jurídica. Esta pode resultar de um exercício criativo do sistema Justiça, que deve mergulhar no consequencialismo. Decisões que atrasam a economia são prejudiciais a todos. De que adianta uma Justiça formal que condena milhões de semelhantes à fome, ao desemprego, à morte? 

A urgência está, ainda, no estímulo à pesquisa e ao avanço científico. A economia verde está condicionada ao avanço tecnológico e este se vincula a uma educação de qualidade e de uma pesquisa séria. Já temos algo em termos de energia eólica, solar, a do biogás, rumo ao hidrogênio verde. Os créditos de carbono constituem um atrativo ao capital internacional e o Brasil não pode perder tempo com discussões estéreis. Tudo coroado com o enxugamento do Estado. Muito Estado significa muito dispêndio, muita burocracia, muito atraso. 

A empresa foi a instituição que conseguiu sobreviver a um Estado verdadeiramente hostil ao empreendedorismo. Que ela agora demonstre resiliência para fornecer soluções para problemas que podem ser resolvidos, se houver um pouco menos de apego à volúpia dos cargos públicos e um pouco mais de amor pela igualdade, que no Brasil ainda parece ficção.  

A cidadania pode fazer sua parte exigindo compostura do Estado e plantando árvores. Quem não plantar uma árvore está em déficit para com as futuras gerações. Estas, para existirem, dependem de água e oxigênio. Coisa que o petróleo mata, mas que o verde ressuscita.  

 

*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo. 

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