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Domingo, 20 de Setembro 2026
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A figura paterna

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

A figura paterna
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Os registros históricos mostram que a primeira homenagem feita por um filho a seu pai ocorreu na Babilônia, há mais de 4 mil anos, simbolizada por um cartão moldado em argila desejando votos de sorte, saúde e vida longa.  

Esse fato certamente inspirou diversas nações a adotarem uma data para homenagear a figura paterna, lembrando sua importância na constituição da família.

Aliás, as mais variadas áreas de estudo do comportamento e desenvolvimento humano estudam e afirmam a importância da figura paterna na educação e, por consequência, na vida dos filhos. Seus atos, seus costumes, seus hábitos, suas atitudes em sociedade são objeto de observação e de referência na formação dos filhos que com ele compartilham seu cotidiano no lar ou fora dele.

De fato, a figura paterna exerce grande influência na vida dos filhos e tem por missão desenvolvê-los pela educação. A paternidade é uma missão e ao mesmo tempo um dever muito grande e que obriga, mais do que o homem pensa, sua responsabilidade pelo futuro (Livro dos Espíritos – perguntas 208 e 582). Portanto, os pais, como bons cultivadores da moral, devem plantar no coração dos filhos as sementes de tolerância e do bom entendimento.

Esse contexto destaca a importância e a seriedade do compromisso espiritual assumido pela figura paterna no desenvolvimento material e, sobretudo, moral daquele que tem a chance de nascer no seu núcleo familiar.

A figura paterna que é presente na vida de seus filhos marca-os indelevelmente, para sempre, preparando-os para o futuro que lhes estiver reservado.

A mensagem que segue abaixo, de autor desconhecido, certamente, traduz aquilo que todos deveriam refletir sobre a figura paterna:

“Meu Pai
Quando eu tinha 7 anos você era meu herói, sabia tudo.
Quando eu tinha 12 anos você era legal, sabia algumas coisas.
Quando eu tinha 17 anos você precisava se reciclar, evoluir um pouco.
Quando tinha 22 anos você não tinha nada a ver comigo, não me entendia.
Quando tinha 26 anos você não estava com nada, estava por fora.
Aos 35 anos verifiquei que você tinha razão em algumas coisas.
Aos 45 anos descobri que você conhecia bem a vida e que me havia me ensinado muitas coisas.
Aos 50 descobri que eras sábio, meu pai.
Que pena ter descoberto isto tão tarde! Poderia ter vivido bem melhor se o tivesse entendido.
Talvez eu consiga ensinar isto para meus filhos e netos.”.
Enfim, a arte dessa convivência evidencia a necessidade de que as responsabilidades sejam assumidas para que no futuro haja a consciência tranquila do dever espiritual e material bem cumpridos.
Verdadeiramente, a perda do pai nos ensina o valor do tempo!

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