Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 08 de Junho 2026
Notícias Colunistas

A felicidade

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

A felicidade
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Num mundo onde os valores de regência da sociedade e do homem estão em xeque, a busca da felicidade é tema recorrente. 

Há aqueles que procuram a felicidade nas coisas materiais e aqueles que a tem como uma conquista íntima. 

Num sentido histórico, filosófico e teológico vários autores discorreram sobre o tema. Sócrates afirmava “conhece-te a ti mesmo” e conhecerá a felicidade. Santo Agostinho, um dos maiores filósofos do cristianismo entendia que a felicidade como o fim da sabedoria, a posse do verdadeiro absoluto, isto é, de Deus. Tomás de Aquino, na Suma Teológica, utilizou a palavra beatitude como equivalente à felicidade e a definiu como um bem perfeito de natureza intelectual. Immanuel Kant entendia que a felicidade faz parte do bem supremo o qual é para o homem a síntese de virtude e felicidade.  

Esses conceitos se coadunam com a máxima do Eclesiastes no sentido de que "a felicidade não é deste mundo" pela qual a felicidade, não estando no mundo material, pode ser encontrada no mundo interior, como consequência do dever retamente cumprido. 

Mas, na prática, o que é e onde está a felicidade?  

Recentemente, recebi de um amigo e leitor de nossas crônicas uma breve estória, cuja autoria não soube declinar, que talvez nos indique um caminho ao dizer que “um rei tinha dado à sua jovem filha, a princesa, um lindo colar de diamantes. No entanto, o colar foi roubado e as pessoas do reino o procuravam por toda parte sem conseguir encontrá-lo. Alguém havia dito ao rei que seria impossível encontrá-lo, porque um pássaro, fascinado pelo brilho do colar, o havia levado. O rei, desesperado, resolveu oferecer uma grande recompensa para quem o encontrasse. Passado algum tempo, num determinado dia, um rapaz caminhava de volta para casa e em seu trajeto passava ao longo de um lago sujo e malcheiroso. Enquanto caminhava o rapaz viu algo brilhar no lago e quando fixou o olhou viu o colar de diamantes. Lembrando da recompensa prometida pelo rei, imediatamente tentou pegá-lo, e colocou sua mão no lago imundo tentando agarrar o colar, mas não conseguiu segurá-lo, perdeu-o. Porém, ao olhar novamente no lago viu que o colar continuava lá, no mesmo lugar, imóvel. Então, decidiu entrar no lago, mesmo sujo, e afundou o braço inteiro para pegar o colar, mas, novamente, não conseguiu, o colar escapava-lhe. Sentindo-se deprimido, saiu do lago, sentou-se e pensou em ir embora. Porém, mais uma vez, ele viu o colar brilhando. Assim, embora fosse sujo, decidiu mergulhar no lago. Seu corpo ficou todo sujo, mas ainda não conseguiu pegar o colar. Aturdido, ele saiu da água, encostou-se às margens do lago, pensativo... que mistério!? Nesse momento, um velho que passava por ali o viu angustiado e perguntou o que estava acontecendo. O rapaz, com medo de perder a recompensa prometida pelo rei, não quis contar ao velho o que passava. Mas o velho insistiu e pediu ao rapaz que lhe contasse qual era o problema e prometeu que não contraria nada a ninguém e não atrapalharia em nada. O rapaz, dando o colar por perdido decidiu contar ao velho. Contou tudo sobre o colar e como tentou pegá-lo, mas fracassando. O velho então lhe disse que talvez ele devesse olhar para cima, em direção aos galhos das arvores, em vez de olhar para o lago imundo. O rapaz acolheu a sugestão e olhou para cima e para sua surpresa viu que o colar estava pendurado num galho de uma árvore e que o tempo todo, estava tentando capturar um simples reflexo do colar...”. 

Moral da estória é que “a felicidade é como esse colar brilhante no lago deste mundo, pois é um mero reflexo da felicidade verdadeira do mundo espiritual. É melhor para cima em direção a Deus, que é a fonte da felicidade real, do que ficar perseguindo o reflexo dessa felicidade do mundo material.”  

Nesse sentido é a lição do irmão ALPE ao dizer que “quando o homem puder controlar a sua vida, ele saberá, também, o que é ser feliz, pois, sem deixar de lado a serenidade, manterá o equilíbrio e a alegria. E, sem a irritação que afeta e descontrola a sua própria saúde, viverá com otimismo, porque ele sabe que Deus está dentro dele e Nele estão todas as soluções dos seus problemas”. 

Enfim, Eliseu Rigonatti explica que a felicidade terrestre com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral é a consciência tranquila e a fé no futuro.  Evitando tudo o que possa prejudicar o seu próximo, por palavras e por atos, procurando, ao invés, fazer tudo o que possa ser útil e agradável aos outros, estaremos construindo o caminho para a suprema felicidade. 

Paulo Eduardo de Barros Fonseca 

+ Lidas

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Semanário ZN no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR