Nesta semana, cumprindo uma missão rotária, empreendi uma viagem aérea para Foz do Iguaçu, cidade turística de natureza exuberante.
Enquanto o avião corria na pista do aeroporto ganhando velocidade e força para decolar refleti sobre a grandeza da mente humana ao concatenar questões relativas à dinâmica de voo, estudando e desenvolvendo as melhores técnicas sobre desempenho, estabilidade, controle, manobras etc., de modo que aquela máquina pudesse enfrentar, por exemplo, os efeitos das perturbações atmosféricas e se sustentar no ar, dominado o espaço.
Nesse momento vi a face de Deus, que incutiu no ser humano, e somente nele, a inteligência, diferenciando-o dos demais seres que habitam este planeta porquanto dotado de vitalidade e mais esse princípio que lhe dá a faculdade de pensar, enquanto um processo pelo qual a consciência apreende em um conteúdo determinado objeto: refletir, formar, combinar ideias.
Tendo decolado o avião sobrevoou a cidade de São Paulo. Mais uma vez vi a face de Deus, pois que o homem, usando sua inteligência, edificou uma grande metrópole que, a par das suas dificuldades, a todos recebe e acolhe.
Durante o voo fiquei observando a paisagem e já encerrando a viagem, antes da aterrissagem, o avião sobrevoou o Parque Nacional do Iguaçu, com suas árvores grandiosas, entrecortado pelo rio Iguaçu, o qual deságua nas Cataratas do Iguaçu, além de formar a tríplice fronteira com o Paraguai e Argentina.
Uma imagem simplesmente fantástica. Tudo em perfeita e plena harmonia e sincronismo. Ali, mais uma vez vi a face de Deus!
Aquele cenário, aquela paisagem, sem qualquer dúvida, é mais uma prova inconteste da presença de Deus. Isso porque, somente a harmonia que regula as forças do universo pode revelar combinações e propósitos determinados, no qual denotamos um poder inteligente que transcende as coisas da matéria.
Quer parecer evidente que se procurarmos a causa, a origem daquele cenário não encontraremos a mão do homem – que advém da Criação – e a nossa própria razão responderá que não há como atribuir a formação primeira ao acaso, pois que o acaso é cego e não produz os efeitos que a inteligência produz.
Essa inteligência - a qual conhecemos por suas obras, as quais nenhum ser humano poderia ter criado, evidentemente -, é uma inteligência superior à humanidade: é Deus!
Numa reflexão, pode-se dizer, intuitiva chego a conclusão de que para vermos a face de Deus, que é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas, basta lançarmos mais atenção sobre as obras da Criação.
Para vermos a face de Deus basta que olhemos nossos semelhantes como nossos irmãos e sigamos o caminho do amor e da sabedoria que nos levará a mais rápida ascensão espiritual individual e coletiva.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca