A Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Sra Marina Silva, em entrevista à imprensa engajada, não hesitou em dizer que grande parte da culpa dos trágicos eventos observados no Sul do nosso país deve-se ao governo anterior, pelo que ela descreveu como "apagão de políticas climáticas" durante aquele período.
Qualquer pessoa que minimamente tenha estudado geografia física, com um nível básico de conhecimento em climatologia, sabe que fenômenos como os que castigaram o sul do país são resultado de uma série de interações envolvendo as massas de ar que atingem o nosso Continente e de fenômenos como o El Niño. No caso em questão a massa Polar Atlântica com origem na Antártida e o El Niño originado na costa americana no Oceano Pacífico.
Diante de tal despautério, ficaria a dúvida se essa citação o foi por pura falta de conhecimento, por conta do ativismo ambiental ou está-se diante de deplorável aproveitamento político de uma situação que nos consterna a todos. Conhecendo-se o modus operandi da troupe instalada no governo, sabemos que trata-se de mais do mesmo: sob a batuta do grande chefe, o que importa é estabelecer uma narrativa. Narrativa que via de regra não necessariamente é a verdade.
Como se não tivessem assaltado o país, como se não tivessem sido condenados pela justiça, como se seus codinomes não estivessem na planilha da Odebrecht, como se lutassem pelos pobres, como se fossem tolerantes, como se fossem os baluartes da democracia, não coram ao vomitar as suas cantilenas cheias de inverdades e de acusações caluniosas.
Que falta nos faz uma imprensa realmente livre das amarras ideológicas e financeiras e capaz de desmascarar os farsantes. Que falta nos faz a boa educação do povo, educação que o tornaria imune ao populismo e assim colocaria os cidadãos como os reais condutores de nossa democracia.
Eduardo Diniz
Um cidadão brasileiro