No dia 7 de setembro de 1822, D. Pedro I proclamava a nossa independência. O Brasil deixava de ser a colônia portuguesa de além-mar e passava a ser uma nação livre e soberana que caminharia com seus próprios pés.
Para um brasileiro, a relevância da comemoração desta data está diretamente relacionada ao sentimento que tenha para com o seu país o que, de certa forma, é resultado do entendimento da importância que o Estado tem em nossas vidas e do papel que nos cabe, como cidadãos. Infelizmente, por várias razões, algumas até perversas, esta questão não vem sendo tratada de forma adequada em nossas Escolas e nem tão pouco em outras instâncias, tendo como exemplo parte da nossa imprensa.
Na sua luta diária pela sobrevivência, o cidadão comum não se dá conta que tudo aquilo que está à sua volta e orienta a sua vida, é fruto da existência do Estado que lhe dá as condições para que escolha seus representantes, ordena por meio das leis a sua vida social, econômica e política e, ainda, lhe deve prover segurança, saúde e educação.
É neste pedaço de chão que nascemos e vivemos, crescemos, trabalhamos, temos lazer, nos comunicamos com idioma próprio, temos liberdade de ir e vir, entre muitas outras coisas. Esta é a nossa pátria. Sem ela nada nos seria garantido, basta olharmos a situação dos milhares de refugiados que vagam pelo mundo vivendo em condições sub-humanas. Nós e nossas famílias não estamos largados à mingua, fazemos parte de algo maior.
Desde o grito do Ipiranga muitos brasileiros edificaram e multiplicaram as nossas cidades, mantiveram as nossas fronteiras, engrandeceram o Império, criaram e aperfeiçoaram a nossa República, lutaram por um país mais justo e livre, contribuíram para uma inserção maior da mulher na sociedade, bem representaram o nosso país nos fóruns internacionais e nos campos de batalha na II Guerra Mundial e promoveram o desenvolvimento nacional.
Quando passamos a ter o sentimento de pátria damos um significado mais amplo à nossa existência, uma vez que nos inserimos na história de uma entidade perene que existia antes de nascermos e continuará muito além de nosso passamento.
Assim como comemoramos o aniversário de todos os que nos são caros, não nos faltam razões para festejar a data de nascimento de nosso país, que foi o nosso berço, berço de nossos ancestrais e será de nossos herdeiros.
Ao comemorarmos devemos lembrar do compromisso que temos com aqueles que nos legaram tudo que temos e somos hoje, do compromisso que devemos manter com aqueles que ombreiam conosco neste mesmo espaço do globo terrestre, e também o compromisso com as gerações futuras, o que nos orienta para dar o nosso melhor para que filhos e netos vivam em lugar seguro e próspero.
Viva o 7 de setembro. Viva a República Federativa do Brasil!!!
*General de Divisão R1 Mestre em Ciências Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.
General Eduardo Diniz