A busca da felicidade é inerente a todo ser humano que, por ser gregário, se agrupa em sociedade.
E o que é esse estado que o homem sempre procurou e que os filósofos e religiosos se dedicaram a definir sua natureza? Seria a felicidade uma utopia?
Tais indagações decorrem da constatação de que por vezes nem a fortuna, nem o poder, nem mesmo a juventude florescente, ou até mesmo a união dessas condições, são essenciais para a felicidade.
A busca pela satisfação das necessidades e desejos materiais não são suficientes para satisfazer e criar um estado permanente de plenitude e de equilíbrio psíquico e físico, sem que o sofrimento ou a inquietude estejam presentes. Talvez por isso a máxima de Eclesiastes no sentido de que “a felicidade não é deste mundo”.
Entretanto, sempre é possível buscarmos um equilíbrio desejável, de modo que individualizando nosso universo pessoal, possamos progredir como seres inteligentes que somos.
Lembrando a precisa lição do irmão espiritual chamado ALPE devemos ter claro que quando o homem puder controlar a sua vida, ele saberá, também, o que é ser feliz, pois, sem deixar de lado a serenidade, manterá o equilíbrio e a alegria. E, sem a irritação que afeta e descontrola a sua própria saúde, viverá com otimismo, porque ele sabe que Deus está dentro dele e Nele estão todas as soluções dos seus problemas.
Esse é um aprendizado constante que certamente nos trará um sentimento que, de alguma forma, expressará satisfação.
Como o objetivo da vida é o aperfeiçoamento moral, portanto espiritual, e o desenvolvimento do nosso potencial afetivo e intelectual para que possamos atingir um equilíbrio entre amor e sabedoria, é a busca do autoconhecimento que nos ajudará na transformação de desejos em vontade e da vontade em projeto de vida. Ou seja, é a busca do progresso, que no dizer de Santo Agostinho tem seu princípio na aplicação da lei de justiça, amor e caridade, encerrando todas as condições para a felicidade do homem.
Daí poder dizer que a felicidade tem o significado de bem-estar espiritual ou paz interior, pois que está em cada um de nós e alcançá-la depende do bom uso que fazemos do que temos, sobretudo, contribuindo para a felicidade dos outros porque, conforme disse o médico Marxwell Maltz, a felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido.
De fato, tudo o que necessitamos para sermos felizes está em nossos corações!
Paulo Eduardo de Barros Fonseca