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Domingo, 20 de Setembro 2026
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A arte de conviver

Não piores situações em que alguém te coloque, não te revoltes, nem te lastimes.

A arte de conviver
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No lento processo de transformação espiritual é imprescindível que o indivíduo combata a si mesmo, refreando-se e corrigindo-se pacientemente para que possa se fortalecer. Verdadeiramente, é um árduo labutar em prol da renovação interior, muitas vezes sem se deixar desanimar diante das fraquezas que são inerentes às pessoas. É um constante “Orar e Vigiar”, aliás, consoante reiteradas lições da espiritualidade, pois tudo é ensinamento e, como tal, crescimento.

 Havendo certeza disso, no convívio cotidiano e ante alguma decepção ou algo que te chateie, um grande aliado é o silêncio, que se apresenta como a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo para construir e manter a paz.

Acerca dessa questão, Emamnuel *i  – que significa Deus em mim -, com muito mais propriedade, já ensinou que: “No tumulto das inquietações da Terra, é provável encontres igualmente os desafios que se erigem por testes de compreensão e serenidade, no caminho de tantos companheiros de experiência.

Quanto possível, habitua-se a entesourar paciência, com a qual disporás de suficientes recursos para adquirir forças espirituais de que necessitarás, talvez, para a travessia de grandes provas, sem risco de soçobro nas correntes do desespero.

Provavelmente ainda agora estarás suportando a incompreensão de pessoas queridas, em forma de prevenções e censuras indébitas; entretanto, se o assunto diz respeito unicamente ao teu brio pessoal, cala-te e espera.

Se amigos de ontem transformaram-se em adversários de tuas melhores intenções, tolera as zombarias e remoques de que te vês objeto e de nada te queixes.

Diante de criaturas que te golpeiem conscientemente a vida, impondo-te embaraços e desilusões, desculpa e esquece, renovando os próprios pensamentos na direção dos objetivos superiores que pretendas alcançar.

E ainda mesmo que agressões e ofensas te firam nos recessos da alma, sugerindo-te duros acertos de conta, à face da manifesta injustiça com que te tratem, não passes recibo nas afrontas que te sejam endereçadas e nada reclames em teu favor.

Não piores situações em que alguém te coloque, não te revoltes, nem te lastimes.

Silencia e espera, porque Deus e o Tempo, tudo esclarecem restabelecendo a verdade, e, para que os irmãos enganados ou enrijecidos na ignorância se curem das ilusões e das crueldades a que se entregam, bastar-lhes-á simplesmente viver.”

Como o crescimento moral se expressa nas relações sociais, a arte de conviver – que deve ser exercitada por meio da benevolência para com todos; da indulgência para com os erros alheios e do perdão das ofensas - é essencial para a construção de um mundo feliz.

* Médium Chico Xavier - Silencia e Espera -  Do Livro: Calma

*Governador 2006/2007 do Distrito 4430 de Rotary International - 

Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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