Já alertava Paulo: “Não saia de vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem” (Efísios, 4:29).
A história universal mostra que muitas guerras e suas tristes consequências tiveram início por uma palavra mal colocada ou mal-entendida. Embora Deus tenha concedido ao homem a inteligência e a possibilidade de se comunicar por meio das palavras, nem sempre esses dons são utilizados para edificar.
O que falamos passou pela nossa mente, foi plasmado para o plano espiritual e em seguida jogado para o universo por meio das nossas palavras. As palavras, portanto, são a etapa seguinte do pensamento e têm força de interferir em nossas ações e no ambiente em que estamos.
Quando, sem refletir, proferimos palavras duras que geram vibrações densas e negativas provocamos descontentamentos e por vezes até mesmo a ira. Mas, ao contrário, se exprimimos palavras amenas e de amizade contribuímos para que o ambiente se harmonize, gerando um bem-estar geral.
A ciência contemporânea comprova que as palavras, enquanto representante das ideias, realmente exercem grande influência tanto na mente como no organismo do homem, porque se propagam por meio de ondas eletromagnéticas.
O espiritismo também estuda essa questão e muito nos ensina sobre a importância da palavra. A palavra talvez seja a arma mais poderosa que existe porque depois de pronunciada não há como voltar atrás. Por isso é preciso saber como dizer e quando dizer as coisas, pois as palavras contêm imagens e contextos, sendo dotada de energia.
Certamente, não é por outro motivo que o espírito amigo do irmão Atanásio reiteradamente tem nos orientado no sentido de que antes de proferirmos uma palavra que possa magoar alguém devemos contar vagarosamente de zero a dez, mas ao contrário, ou seja, de dez a zero, porque assim o faremos de modo mais cauteloso e teremos tempo para refletir antes de exteriorizarmos aquilo que pensamos dizer.
Assim, devemos procurar manter o espírito, a mente e o coração sempre equilibrados, para que essa estabilidade se reflita da mesma forma nas palavras que proferimos.
Oportuno lembrar que o silêncio, muitas vezes, tem valor muito maior que uma palavra mal colocada porquanto evita incompreensão, constrangimento e desamor. Aliás, essa postura nos remete ao provérbio que diz “a palavra que reténs entre os lábios, é tua escrava; a que soltas irrefletidamente é teu senhor.”.
Enfim, as palavras criam vibrações energéticas que podem ser positivas ou negativas de acordo com a intenção que elas carregam, de modo que para que possamos viver em harmonia é preciso escolher o que e como falamos. Daí a necessidade do empenho de toda pessoa no bom uso das palavras, inclusive porque somos inteiramente responsáveis pelo que falamos.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca