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Segunda-feira, 21 de Setembro 2026
Notícias Editorial

3 de Dezembro – O imperativo da inclusão plena

Editorial

3 de Dezembro – O imperativo da inclusão plena
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O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (3 de dezembro) é mais do que uma data comemorativa; é um chamado global à ação pela dignidade e pelos direitos de todos os indivíduos, especialmente aqueles com deficiência física.

Esta data, instituída pela ONU, visa promover a compreensão e lutar contra o capacitismo – o preconceito baseado na capacidade física. O foco deve estar na pessoa, em seu potencial, e não na limitação imposta pela deficiência ou, mais frequentemente, pelas barreiras sociais.

A verdadeira limitação reside na falta de acessibilidade e na persistência de atitudes excludentes. Comemorar o 3 de Dezembro é exigir e garantir:

  • Acessibilidade Universal: Não apenas rampas, mas acesso pleno à educação, emprego, transporte e tecnologia.
  • Protagonismo da PcD: As vozes das Pessoas com Deficiência (PcD) devem estar no centro da formulação de políticas.

A construção de um mundo acessível beneficia a todos – é sinônimo de qualidade de vida universal. A inclusão exige um compromisso ativo e contínuo:

No governo, foco na fiscalização de leis e investimento em infraestrutura adaptada;

Nas empresas, foco na inclusão real no ambiente de trabalho, além do cumprimento de cotas.

Nos indivíduos, foco na luta diária contra o preconceito e promoção do respeito.

Que o 3 de Dezembro seja o impulso para transformarmos a inclusão plena de Pessoas com Deficiência Física de um ideal em uma realidade cotidiana e inegociável.

 

Colunistas

Paulo Eduardo

O cérebro e a mente espiritual

Conexão entre corpo, alma e espírito

A ciência tem desenvolvido pesquisas científicas buscando estudar e compreender a relação entre o cérebro e a mente, além de dimensionar o que ocorre com os padrões de atividades no cérebro de uma pessoa que participa de atividades relacionadas à fé, com experiências religiosas e espirituais. Esse ramo emergente da ciência é chamado de neuroteologia, neurociência da religião ou neurociência espiritual.

Essa disciplina viabiliza o estudo científico dos processos e eventos neurais de crenças, experiências e práticas religiosas ou espirituais, ajudando no desenvolvimento de um espaço de pluralidade e tolerância. As chamadas experiências espirituais são estimuladas, dentre outros, pela oração, técnicas de concentração, meditação, experiências quase morte e exercícios respiratórios.

Estudos de imagens do cérebro, com modernos aparelhos de neuroimagem, sugerem um ponto em comum e que isso reflete a estrutura e processos do cérebro humano apontando que sentimentos religiosos estão relacionados com lugares específicos do cérebro, tais como: lobo occipital, temporal e frontal.

Em recente palestra proferida na Academia Cristã de Letras - ACL , o professor doutor Raul Marinho Junior afirmou que “Nosso intelecto, nossa memória, nossa afetividade, nosso aprendizado, nossos sentimentos, nossas motivações religiosas, nosso estado de espírito e o mundo de nossas emoções podem estar associados a eventos observáveis, como parte de nossa função cerebral normal, inclusive estudos chamados espirituais – são hoje estudados pela neuroteologia, sendo biologicamente observáveis, cientificamente reais e intimamente ligados com a biologia humana.”.

Enfim, tais estudos científicos apontam que a busca da compreensão dos processos cerebrais associados à religiosidade e espiritualidade pode fornecer ferramentas extras para tratar condições como dor e vício, bem como que a religiosidade e a espiritualidade pela neurociência são cruciais para a compreensão do cérebro humano e, pode-se dizer, da vida humana.

Isso porque, ao explorar a relação entre o cérebro e a mente espiritual - na busca da integração entre o conhecimento técnico e uma abordagem espiritual para a saúde e o bem-estar - a neuroteologia cria uma interface entre neurociência e espiritualidade que busca compreender conexão entre corpo, mente e espírito, e pode reconciliar ciência e religião.

Sendo assim, creio que seja plausível afirmar, que a teoria da tricotomia da natureza humana – corpo, alma e espírito -, já estudada pela filosofia e algumas religiões, ganha relevância com a neuroteologia.

Sem prejuízo disso, é oportuno lembrar que outras pesquisas acadêmicas mostram que os seres humanos carregam um gene – VMAT2- que lhes dá a predisposição para episódios ditos como espirituais, propondo a existência do “gene divino”, ou seja, que contém uma “assinatura” divina.

Fato é que, num contexto de pluralidade, respeito e tolerância, ao interagir com a religião, com a fé, a ciência reforça o que João Paulo II salientou ao iniciar a encíclica Fides e Ratio quando disse que: “A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade.”.

Afinal, Albert Eisntein já enfatizou quecada descoberta nova da ciência é uma porta nova pela qual encontro mais uma vez Deus, o autor dela”.

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