Sempre, em todas as épocas, todos somos chamados a evoluir, simplesmente porque o progresso é a lei do universo.
De tempos em tempos, seja em razão de alguma catástrofe ou, como agora, em razão de uma pandemia, a humanidade é chamada à reflexão, à renovação e inovação.
Normalmente, são momentos de grandes aprendizados que evidenciam a fragilidade das coisas da matéria e a necessidade de que as pessoas se vejam como semelhantes, como iguais.
Esta geração vive essa situação, convivendo num momento importante de transição planetária em um mundo ainda conflituoso, repleto de crueldades, egoísmo e orgulho, que busca sua recomposição moral, intelectual, capaz de construir a verdadeira grandeza humana para, após milênios de primitivismo, de provas e expiação, privilegiar o amor ao próximo.
Oportuno lembrar que, como “nenhuma das ovelhas que meu Pai criou se perderá", toda humanidade está sendo convidada para esse exercício de progresso moral e de humanização, ajudando na construção da base de um planeta de regeneração que, na era que se avizinha, enfatizará o bem como uma postura natural e normal no cotidiano das pessoas.
Em diversas passagens - da Genesis ao Apocalipse - as Escrituras discorrem sobre as transformações planetárias e a evolução do planeta e da humanidade.
Este momento da transição planetária privilegia a prática do amor incondicional, o perdão e a solidariedade entre as pessoas e, enquanto um paradigma estabelecido, gradualmente, elevará o padrão vibratório do planeta, transformando num mundo de paz.
É por isso que o acelerado progresso científico e tecnológico vivenciado por esta geração precisa se equilibrar com o campo do sentimento e da moralidade. E isso se dará com o remodelamento interior, com a reforma íntima de cada pessoa, alicerçada na prática do amor fraternal, no perdão e na solidariedade, que são as bases da evolução moral e espiritual.
Como nenhum de nós pode se eximir dessa transformação individual e coletiva, caminhemos juntos, sem perder a esperança e na certeza de que estamos ajudando a construir as bases de mundo mais justo e perfeito, de um planeta regenerado.
Refletir sobre a necessidade da mudança de consciência do ser humano, fazendo com que o interesse do coletivo se sobreponha ao individualismo, certamente, ajudará para que haja a elevação do padrão vibratório estabelecendo-se, como consequência, a paz no planeta. Este é o momento de expandir a consciência e de elevar a intimidade com o Criador.
Assim, neste momento de transição planetária, mude, e o faça para melhor, para que a fraternidade, a solidariedade, a caridade, enfim, o amor, se sobreponham ao orgulho, à vaidade e ao egoísmo.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca