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Quarta-feira, 03 de Junho 2026
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Senso moral

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Senso moral
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É inegável que, ao longo do tempo, o mundo e, por consequência, o homem, passam por um longo processo de desenvolvimento conjunto. É igualmente incontroverso que, no último século, o mundo viveu e ainda vive um período marcado por um enorme progresso científico e tecnológico. Em contraposição, principalmente as novas gerações estão procurando se adaptar a um novo cenário existencial para conviver em uma sociedade mais avançada.

Pode-se dizer que vivemos uma época marcada por duas realidades. De um lado, temos o desenvolvimento científico e tecnológico, que propicia uma melhor qualidade de vida. De outro lado, há o cenário das relações interpessoais, que causam uma espécie de vazio existencial. O nosso tempo tem se destacado pelos conflitos e entrechoques interpessoais, porque as pessoas se esquecem que as relações humanas se baseiam na afetividade humana.

Daí a importância da busca constante do aprimoramento do senso moral, de modo que cada indivíduo consiga valorar com despego a relação existente entre os bens materiais e os espirituais. Quando isso ocorrer, o instinto do mal será aparteado e gradualmente desaparecerá, e, invariavelmente, dar-se-á a prevalência dos homens de bem, porque haverá o entendimento de que as coisas da matéria são absolutamente passageiras.

O orgulho, o egoísmo, a vaidade, a ambição e os vícios, que ainda são inerentes ao ser humano, precisam ser trabalhados para que o progresso do senso moral continue, ainda que em passos lentos, sendo aprimorado. Essa é uma verdadeira revolução moral, a qual, tal como nas revoluções sociais, somente é entendida e internalizada pelas pessoas pouco a pouco.

Consequência disso é que o status quo da humanidade ainda perdurará por algum tempo, mas mudará na medida em que as pessoas compreenderem que, além dos bens da matéria, existe uma felicidade infinitamente maior e mais duradoura. No dizer de Chico Xavier, "na vida, não vale tanto o que temos, nem tanto importa o que somos. Vale o que realizamos com aquilo que possuímos e, acima de tudo, importa o que fazemos de nós."

Assim, a exemplo do apóstolo Paulo, toda pessoa deve buscar ser um "homem de bem", promovendo sua reforma íntima e colocando em prática as lições do Mestre Jesus, que amou a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

  • Governador 2006/2007 do Distrito 4430 de Rotary International.

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