O 9º Distrito Policial, no Carandiru, tem novo comandante, o delegado Maurício Druziani, que assume o cargo no lugar do delegado Edilzo Correa Lima. Na quarta-feira, dia 1º de agosto, o delegado visitou a sede do jornal Semanário da Zona Norte.
Maurício Druziani foi recebido pelo diretor João Carlos Dias e destacou a importância da Polícia Civil para a população, quais demandas pretende implantar como atual titular do 9º Distrito Policial e ainda ressaltou a importante integração entre a Polícia Civil e o Poder Judiciário.
Com 57 anos de idade, Maurício Druziani está na Polícia Civil há 33 anos. Assim como seu irmão, Marcel Druziani, delegado de polícia e atual titular da 7ª Seccional da Capital, teve a responsabilidade de dar prosseguimento ao trabalho desenvolvido pelo seu genitor, o investigador de Polícia Angelo Druziani, que estava aposentado e faleceu em fevereiro deste ano.
Maurício Druziani ingressou na Polícia Civil em 1985 como escrivão de polícia, tendo sido aprovado em concurso público e assumido o cargo de delegado de polícia em 1990.
Participou do Curso Superior de Polícia em 2015, na Academia de Polícia Civil de São Paulo, sendo pós-graduado em Segurança Pública.
Foi titular de inúmeras delegacias de polícia da Capital, dentre elas várias da Zona Norte (73º DP- Jaçanã; 72º DP – Vila Penteado; 40º DP – Vila Santa Maria; 13º DP – Casa Verde e atualmente o 9º DP – Carandiru) e na década de 1990 trabalhou como delegado operacional da Zona Norte, sob o comando do dr. Otacílio de Oliveira Andrade. Foi ainda titular da Delegacia de Roubo a Banco do Deic.
Convidado pelo delegado seccional norte, Luiz Carlos do Carmo, aceitou a difícil missão de titularizar o Distrito Policial do Carandiru, que tem como juristição o Terminal Rodoviário do Tietê; o Shopping Center Norte e o Lar Center; bairros e vias de grande importância, tanto comercial quanto residencial.
Confira na integra a entrevista com o delegado
JSZN: Qual o papel e a importância da Polícia Civil para a população?
Druziani: A Polícia Civil tem como objetivo investigar os crimes após o fato ocorrido, enquanto a Polícia Militar faz a segurança das pessoas tentando evitar que o crime ocorra. No caso da Polícia Civil, ao investigar os crimes, ela faz com que exista uma efetiva sensação de segurança porque a pessoa que é punida por cometer um crime, em regra, ela tende a não voltar a cometer o delito.
JSZN: De que forma a população pode ajudar a Polícia Civil?
Druziani: A população pode ajudar a Polícia Civil através de denúncias e informações, a informação é o ponto alto da investigação. É através dela que chegamos até os autores dos crimes.
JSZN: A violência é uma das grandes preocupações da comunidade, quais demandas o Sr. pretende implantar como delegado titular do 9º DP?
Druziani: Nós queremos não somente apresentar inquéritos policiais com qualidade, mas também dar rapidez e agilidade aos processos de investigação, para que sejam concluídos no menor prazo possível e dar tempo para a Justiça agir. O atendimento ao público, em especial, é uma das nossas prioridades, pois muitas vezes a notícia chega através de boletins de ocorrência. Para nós é muito importante, porque o boletim de ocorrência traz informações que acabaram de ocorrer e ainda estão muito nítidas na memória das pessoas.
JSZN: Como o Sr. vê a integração entre a Polícia Civil e o Judiciário?
Druziani: O Ministério Público, a Justiça e a Polícia Civil devem sempre trabalhar em conjunto porque é uma sequência de onde começou o inquérito policial, a primeira notícia que o promotor se vale para poder fazer a denúncia e o juiz dar continuidade ao processo criminal. Então, sem harmonia entre as entidades, isso não seria possível.
JSZN: Como foi sua experiência como titular da Delegacia de Roubo a Banco do Deic?
Druziani: Eu permaneci à frente da Delegacia de Roubo a Banco do Deic por mais de um ano, fizemos um excelente trabalho porque nós passamos a colher e estudar todas as imagens do sistema de segurança dos bancos. Verificamos que vários crimes tinham relação, e em muitos casos, verificamos que a característica do crime era compatível com vários outros crimes. A partir daí, tivemos a oportunidade de desvendar vários casos.
JSZN: Como combater este tipo de delito tão comum no Brasil?
Druziani: O combate para este tipo de crime é feito através de investigação. Logicamente que as agências bancárias têm a obrigação de apresentar um sistema de segurança adequado, e eles têm desenvolvido isso, mas a Polícia Militar atuando fora dos bancos e a Polícia Civil investigando, conseguem desvendar vários crimes. Tirando esses bandidos das ruas e prendendo-os em flagrante, verificamos que o índice diminui. Com certeza, temos a prova de que realmente são as mesmas quadrilhas que atuam.
JSZN: Qual a importância das mídias regionais, em especial do jornal Semanário da Zona Norte?
Druziani: As mídias regionais atingem o público direto, ou seja, pessoas que realmente querem aquela informação. Quando a gente vê uma mídia nacional ou até internacional, temos a curiosidade de acompanhar e saber o que acontece no mundo, mas a mídia regional nos traz a sensação exata de onde nós vivemos. Então, temos efetivamente uma fotografia do lugar onde nós vivemos, isso é fundamental para que as pessoas tomem mais cuidado em determinados locais, tenham mais confiança nas policias e procurem levar mais informações para estes órgãos.