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Terça-feira, 28 de Abril 2026
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Nem só de transgênico se vive

A 4ª Revolução Industrial não significa apenas Inteligência Artificial

Nem só de transgênico se vive
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A 4ª Revolução Industrial não significa apenas Inteligência Artificial, Robótica, nanotecnologia, internet das coisas, Impressão 3D ou aquilo que a física quântica está arquitetando para nos surpreender. Há também muita biotecnologia envolvida e é essa a área que deveria merecer a atenção de nossa juventude.

O Brasil não está na vanguarda da pesquisa, muito pelo contrário, mas há cientistas e pesquisadores devotados. A maior parte das vezes sem qualquer apoio ou incentivo, escolhem essa rota e permanecem, anos a fio, fazendo experimentos e oferecendo o benefício de suas descobertas para toda a Humanidade.

Muito se falou sobre os transgênicos, a respeito dos quais tenho ainda minha resistência. Afinal, o alimento que recebe o selo transgênicos – identificado com a letra T dentro de um triângulo amarelo – recebem genes adicionais até de outras espécies. Por isso eles também foram chamados de “comida frankestein”.

Pois os brasileiros Lázaro Peres, botânico da USP e o geneticista Augustin Zsögön, da Universidade Federal de Viçosa, usaram a técnica de edição genética chamada Crispr, para modificar o DNA no cultivo de tomates. Vejam bem a diferença: eles não acrescentam gene novo ao tomate. Apenas suprimem genes, mantida a estrutura genética original. Seria, no máximo, uma amputação. E temos exemplos bem próximos disso: vive-se bem sem o apêndice, sem a vesícula, sem a tireoide.

A pesquisa de Lázaro e Augustin levou à recuperação da formatação original do tomate. Com isso, os frutos surgem com haste mais fácil de se cortar, o que evita danos na colheita.

Há vida fora dos transgênicos, portanto. E a ciência contribui para mostrar que nem sempre é necessário adulterar aquilo que foi produto genuíno, natural, para que ele continue a servir à espécie humana.

Por sinal, tramita pelo Senado um projeto de lei que elimina a obrigatoriedade de incluir o selo de transgênico nos produtos vendidos no Brasil. Há um grande interesse nisso, porque há pessoas que, como eu, gostam de consumir o original. E, se tiverem de escolher o que foi adulterado, têm o direito de saber. Por enquanto, o Senado recebeu 26 mil votos contra e apenas 1.000 votos a favor.

José Renato Nalini, Reitor da Uniregistral, docente universitário, conferencista e autor de “Ética Ambiental”, 4ª ed., RT-Thomson Reuters.  

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