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Terça-feira, 28 de Abril 2026
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Jornal Semanário Zona Norte recebe a visita do vereador Adilson Amadeu

Dia 13 de novembro

Jornal Semanário Zona Norte recebe a visita do vereador Adilson Amadeu
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Na terça-feira, dia 13 de novembro, o Semanário da Zona Norte recebeu  a visita do vereador Adilson Amadeu, que concedeu uma entrevista exclusiva ao jornal, onde ressaltou os riscos de ter uma Cracolândia na Zona Norte, quais são as ações que pretende implantar para proteger a população na região, o descaso dos órgãos públicos referente ao Centro de Acolhida Zaki Narchi e a importância das mídias regionais para o crescimento e melhoria dos bairros.

Na Câmara Municipal de São Paulo tem se destacado não apenas como um legislador, mas como um fiscalizador dos atos do executivo e, como tal, é um ativo integrante das comissões parlamentares de inquérito. Integrou as comissões que investigaram os centros desportivos, os órgãos de fiscalização de locais de grandes eventos e reunião de pessoas, enchentes, além de comissões de estudo sobre a feira da madrugada e polos geradores de tráfego, entre outras.

Antes de entrar na carreira política, Adilson Amadeu foi despachante e empresário. É um dos líderes do setor e isso o levou à presidência do Sindicato dos Despachantes (1994-98) e do Conselho Federal dos Despachantes Documentalistas, em 2002. Esses foram seus primeiros passos na política. Na primeira eleição disputou uma vaga na Assembleia Legislativa e ficou com a segunda suplência. Em 2004, Adilson Amadeu foi eleito vereador, pelo PTB com 28.354 votos. Em 2008, foi reeleito com 41.686.

Em 2011, o vereador assumiu a liderança do PTB, integra a Comissão de Constituição e Justiça, preside a Comissão de Estudos sobre a Feira da Madrugada, no Brás, e representa a Câmara no Conpresp – o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo.

Em 2012, foi eleito para seu 3º mandato com 40.100 votos. Nessa legislatura viu seu projeto de atendimento multidisciplinar virar lei e foi o autor do projeto que proibiu o transporte individual privado por aplicativos. O projeto virou lei, mas acabou sendo considerado inconstitucional pela Justiça.

Acompanhe na íntegra a entrevista exclusiva concedida ao jornal Semanário da Zona Norte

JSZN: Quais são os riscos de ter uma Cracolândia na região?

Adilson Amadeu:  Em primeiro lugar nada se faz sem planejamento, é preciso saber a opinião da população, assim como aconteceu com a mobilização na Igreja Sallete,  desenvolvida pela Associação dos Amigos do Mirante do Jardim São Paulo e Região em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Subseção Santana. Na ocasião, enviei um representante ao local.  Tenho elaborado ofícios e encaminhados para a o prefeito de São Paulo, Bruno Covas e para o secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Filipe Sabará. Até o momento nem a Prefeitura, nem a Secretaria se manifestaram sobre o assunto.  São dependentes químicos e precisam de tratamento. Os governos estadual e municipal precisam construir um  centro de referência para esses dependentes químicos e tratá-los como seres humanos, além de  reintegrá-los à sociedade. Atualmente, São Paulo  possui um ponto crucial que é na Av. Rudge. Lá existe um albergue que abriga pessoas de diversas localidades da cidade. Quando se faz uma ação como esta  é preciso verificar a área e falar com a comunidade. Além disso, as mídias regionais devem noticiar e divulgar para a sociedade o que está sendo feito e como estas ações  irão acontecer. Ainda não recebi nenhuma informação da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. Assim que tiver qualquer informação comunicarei  imediatamente ao jornal Semanário da Zona Norte para que a população da região venha a saber. Eu já intercedi em várias ações aqui na Zona Norte, como o a interrupção do corredor de ônibus na Av. Braz Leme e no Terminal Santana. Sou fiscalizador do Município e preciso lutar por melhorias.  Há e sempre haverá riscos.  A insegurança está em toda a parte do nosso país.

Faltam pelo menos 1.800  funcionários públicos na Prefeitura para cuidar do Município. A Guarda Civil Metropolitana  está limitada e trabalha especificamente próxima às escolas. Por exemplo, há 20 mil pessoas trabalhando ilegalmente nas calçadas do  Brás. Essas pessoas precisam ser cadastradas pela Prefeitura. Será que a população que entra nos albergues está realmente cadastrada? Elas entram  e saem dos albergues sem cadastro. É preciso saber o que realmente elas querem. A maioria vai para os faróis pedir esmolas e vender balas, outras estão completamente desmotivadas.   Essas pessoas  precisam ser úteis em suas atividades. Falta amor, carinho e  fraternidade com o ser humano”.

JSZN: Na sua opinião, quais medidas deverão ser apresentadas pela Prefeitura para  solucionar o problema dos dependentes químicos?

Adilson Amadeu:  A Prefeitura desenvolveu várias ações focando usuários de drogas, funcionários atendendo essas pessoas, quando não estavam sob o efeito da droga, e perguntavam sobre suas reais necessidades. Muitos vinham de outros Estados brasileiros e não tinham dinheiro para voltar, outros queriam tratamento. Eles são seres humanos e precisam ser tratados. Tanto dinheiro desperdiçado  e jogado no ralo. São R$ 263 milhões de reais tirados da Secretaria Municipal de Educação e passados para a Secretaria dos Transportes.  Eu jamais deixaria isso acontecer. Tem muita coisa a se fazer na cidade de São Paulo, espero que o prefeito Bruno Covas, agora com a saída do João Doria, faça tudo acontecer. Infelizmente quem sofre é a população”.

JSZN: O sr. defende a criação de um hospital para dependentes químicos. Como funcionaria este  centro de recuperação?

Adilson Amadeu:  Defendo a criação de um complexo hospitalar para reabilitar esses  dependentes químicos, além de um centro de proteção onde eles possam se reintegrar à sociedade.  O espaço funcionaria em áreas de mananciais ou fazendas onde essas pessoas pudessem acordar cedo, plantar e cuidar do gado. O custo para este projeto seria menor se comparado aos custos  subsidiados para o transporte.   Daria perfeitamente para construir um hospital de excelência com uma equipe multidisciplinar envolvendo psicólogos, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, para tratar esses usuários de drogas. O tratamento precisaria ser constante.  Para tanto é preciso de pessoas capacitadas e preparadas para recuperar o ser humano que quer ser reintegrado à sociedade”.

JSZN: Qual sua opinião sobre os albergues, em especial o Centro de Acolhida Zaki Narchi?

Adilson Amadeu:  Existem albergues em várias partes do mundo, mas se compararmos esses espaços em cidades como Inglaterra e Itália, vemos a eficiência no  atendimento aos moradores de rua. Lá, as pessoas são identificadas e cadastradas, ou seja, os órgãos públicos sabem de onde vieram e quais suas necessidades. Este modelo deveria ser implantado aqui no Brasil. O Município oferece, mas de maneira incompleta.  Um exemplo é a situação crítica em que se encontra o Centro de Acolhida Zaki Narchi implantado na gestão do então prefeito Fernando Haddad.

JSZN: Como a população pode ajudar?

Adilson Amadeu:  O povo deve ser o porta voz e levar ideias através de reuniões dos Consegs, associações de bairro, imprensa e redes sociais. A partir daí, encaminhadas à Prefeitura e às secretarias. Além disso, o prefeito Bruno Covas deve visitar esses locais, e ver o que está acontecendo. Não adianta mandar um assessor, eles não transmitem a verdade e têm medo de falar. Eu gosto de visitar as áreas pessoalmente e saber o que está acontecendo para depois utilizar o Plenário da Câmara Municipal e mandar o recado.  Sou fiscalizador do Município, fui eleito pelo povo e falo a verdade.  Cobro o melhor para cidade em todos os setores”.

JSZN: O sr. acredita que os órgãos públicos deveriam investir mais no setor de saúde?

Adilson Amadeu:  O ex-prefeito João Doria implantou o Corujão da Saúde, deu resultado naquele momento,  porém a fila continua. Eu quero fazer um adendo e parabenizar a categoria dos taxistas. Durante o projeto Corujão da Saúde, eles fizeram 1.800 atendimentos gratuitos transportando os pacientes aos hospitais. A categoria ajudou demais no processo. Com relação à saúde, a situação está extremamente precária . Há falta de leitos, equipamentos e materiais nos hospitais.  O Hospital Inácio de Proença, na Mooca, atende em média 2.500 pacientes, já o Hospital de Fraturas, no Pari, aproximadamente 150 pessoas são atendidas por dia.  O sistema de saúde é precário e os profissionais médicos têm dificuldade de trabalhar nas zonas mais distantes da cidade. Temos milhares de maquinários que foram comprados em governos anteriores como o do PT, na gestão do então prefeito Fernando Haddad, porém não há técnico habilitado para operar os equipamentos”.

JSZN: Qual a importância das mídias regionais, em especial o jornal Semanário da Zona Norte?

Adilson Amadeu:  Temos que dar graças a Deus por existir o jornal Semanário da Zona Norte, uma mídia precisa, honesta e transparente. Não quero fazer críticas, mas existem jornais de grande circulação que fazem plágio de notícia. Temos que dar os parabéns ao Semanário da Zona Norte pela qualidade das noticias. Precisava apenas ter uma condição, do governo municipal, para oferecer uma verba para manter um jornal como este.  O setor de imprensa da região precisa ser mais valorizado. Eu estou pensando em elaborar um projeto focando este assunto. Um jornal que existe há 20 anos, como é  o caso do Semanário da Zona Norte, merece um reconhecimento e meus parabéns”. 

 

 

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