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Terça-feira, 28 de Abril 2026
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Gamificação não é só diversão

O lúdico é o espaço da criatividade, inventividade e alegria

Gamificação não é só diversão
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Os games conquistaram o mundo. Não há criança que não se apaixone pelos jogos. O lúdico é o espaço da criatividade, inventividade e alegria. Aproveitemo-nos desse namoro para intensificar o aprendizado.

Para jogar na web, todo jogador precisa recorrer a regras, aprender o sistema de ranking, aceitar desafios e aprender a trabalhar em equipe. Aquilo que pode ser para muitos uma simples diversão, desenvolve a comunicação bidirecional, treina concretamente para o feedback e, por isso, é rotina em muitas escolas. Há países em que todo o processo de aprendizagem já é gamificado. O Brasil ainda engatinha no setor, mas como nosso povo é provido de singular talento para novas habilidades, acelera-se o processo de gamificação.

Muitas habilidades ganham no uso dos games. Fortalecem-se as equipes, facilitam-se os treinamentos, aprende-se a atuar sobre pressão e a se comunicar melhor. Observação, criatividade, abrir-se para o inesperado, tudo isso é oferecido para quem leva a sério o que poderia parecer uma brincadeira.

Já existem aplicativos disponíveis e muito utilizados que se servem da gamificação. Um deles é o foursquare, com mais de 40 milhões de usuários mensais e mais de 12 bilhões de check-ins. Já mapeou mais de 150 milhões de lugares no mundo. É uma rede social que permite ao usuário indicar onde se encontra e visualizar os amigos próximos a esse lugar. É assim que se dissemina a avaliação de espaços turísticos, de restaurantes, comenta-se um filme, peça de teatro ou livro. Tudo incentivado com a outorga de prêmios para os mais frequentes dentre os usuários.

Todos já conhecem também o Waze, que se propôs a ajudar o trânsito e a mostrar os melhores trajetos. Quem auxilia a atualização permanente ganha pontos. Outro aplicativo é o freepik, banco de imagem que exige colaboração. É um grande acervo de imagens que podem ser utilizadas mediante módico pagamento mensal. E o que dizer do Pokémon Go, que foi mania passageira mas, ressuscitado, ajuda empresas e instituições a serem encontradas e a atraírem clientes.

Muitos também já participaram do escape hotel, jogo em que os participantes ficam reclusos em uma sala e devem descobrir como escapar dali dentro de uma hora. Desvendar pistas, resolver enigmas e interagir com a equipe é o roteiro que atrai os utentes dessa inteligente diversão. Enfim, a gamificação abriu um universo novo para quem se propuser a levá-a a sério enquanto se diverte.

* Ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e ex-secretário da Educação do Estado de São Paulo

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