Aguarde, carregando...

Terça-feira, 28 de Abril 2026
Notícias Datas

Dia da Escola

15 de março

Dia da Escola
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A escola, depois da família, é o primeiro grupo social a que pertencemos. E grupos sociais são importantes para que aprendamos a interagir com pessoas, a conhecer novos comportamentos e a respeitar uns aos outros. Além do mais, a escola é fonte de conhecimento e educação, tanto formal quanto informal, é um espaço onde o aluno é o protagonista e aprende a desenvolver suas atividades, além de ser um laboratório de inclusão social, promovendo no jovem o sentido de importância da comunidade. 

Desde pequeninos, nós precisamos de contato. O primeiro núcleo de contato que conhecemos é a família. A escola é que separa o indivíduo da família e ajuda a preparar a criança para as regras e os limites da vida em sociedade. É o principal espaço que possibilita a convivência e a socialização. Acompanhar o desenvolvimento de um aluno é missão das mais importantes. Cada fase da nossa vida é marcada por diferentes necessidades e capacidades a serem exploradas; estamos sempre aprendendo e nos adaptando a novas situações. A escola é, então, um referencial do nosso crescimento e precisa oferecer aos alunos as condições necessárias para que cada fase seja atravessada da melhor forma possível.  

Além disso, enquanto ainda somos estudantes, passamos grande parte do nosso dia na escola. Se você já passou muitos anos estudando na mesma escola, sabe como as pessoas vão se conhecendo melhor e como são formados laços que às vezes ficam para a vida inteira. Por outro lado, se você já esteve em diferentes escolas, é capaz de perceber como cada uma tem regras diferentes, espaços físicos diferentes, professores, inspetores, luz, cheiro, festas diferentes. E dá até para ver como cada um destes elementos foi importante para você gostar ou não da escola, e até mesmo sair dela. Uma boa escola é aquela que permite o desenvolvimento integral do aluno. Isto inclui aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais, com a ajuda da família e da comunidade. 

Espaço para os alunos  

especiais nas escolas 

Ir à escola é fundamental para que a pessoa se sinta incluída na sociedade. É fazer parte, é ser reconhecido, ter seu espaço.  Existem pessoas portadoras de necessidades especiais para as quais são criadas oportunidades de frequentarem este espaço tão importante para as nossas vidas. É este o princípio da pedagogia da inclusão: inserir as crianças especiais nas salas de aula, junto com as outras crianças. Pouco a pouco, as barreiras se tornam mais suaves e o convívio é muito positivo.  

É preciso, naturalmente, lutar contra o preconceito. Também é necessária muita criatividade para adaptar a metodologia de ensino de modo que todas as crianças possam aprender. Mas, no final, é bem possível que a solidariedade entre elas mostre à escola como é gostoso conhecer o “outro”, que até então era “diferente” e, com a convivência, se mostra apenas como alguém que tem outras necessidades e muito o que aprender, como qualquer criança.  

A colaboração de diferentes profissionais enriquece o trabalho da escola. Junto com os professores, podem atuar fonoaudiólogos, psicólogos, neurologistas, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas. A escola como espaço de inclusão só vem a colaborar para o desenvolvimento mais saudável da criança especial. Para ela, significa mais do que uma instituição de ensino: torna-se espaço terapêutico. 

Definição 

A escola é uma instituição concebida para o ensino de alunos sob a direção de professores. A maioria dos países têm sistemas formais de educação, que geralmente são obrigatórios. Nestes sistemas, os estudantes progridem através de uma série de níveis escolares e sucessivos. Os nomes para esses níveis nas escolas variam por país, mas geralmente incluem o Ensino Fundamental (ensino básico) para crianças e o Ensino Médio (ensino secundário) para os adolescentes que concluíram o fundamental.Uma instituição onde o Ensino Superior é ensinado, é comumente chamada de faculdade ou universidade. 

Além destas, os alunos também podem frequentar outras instituições escolares, antes e depois do Ensino Fundamental. A pré-escola fornece uma escolaridade básica para as crianças mais jovens. As profissionalizantes, faculdades ou seminários podem estar disponíveis antes, durante ou depois do Ensino Médio. A escola também pode ser dedicada a um campo particular, como uma escola de economia ou de música, por exemplo. 

Há também escolas particulares, que podem ser exclusivas para crianças com necessidades especiais, quando o governo não as fornecer, tais como escolas religiosas, ou as que possuem um padrão mais elevado de qualidade de ensino, ou buscam fomentar outras realizações pessoais. Escolas para adultos incluem instituições de alfabetização, de treinamento corporativo, militar e escolas de negócios. 

História e desenvolvimento  

das escolas 

O conceito de unir estudantes em um local separado para a aprendizagem existe desde a Antiguidade Clássica. O Ensino Fundamental existe provavelmente desde a Grécia antiga, Roma antiga, Índia antiga e China antiga. O Império Bizantino tinha um sistema de ensino criado a partir do nível primário. De acordo com Bentley (2006), a fundação do sistema de educação primária começou em 425 dC quando “... o pessoal militar geralmente tinha pelo menos o ensino primário ...”. Apesar de Bizâncio ter perdido muito da grandiosidade da cultura romana, o Império enfatizou a eficiência nos seus manuais de guerra. O sistema de ensino bizantino continuou até o colapso do império em 1453 AD. 

O Islã foi outra cultura que desenvolveu um sistema escolar, no sentido moderno da palavra. Na Europa, foi durante os séculos 14 e 15 que ocorreu a expansão das escolas devido, em grande parte, aos esforços catequistas da Igreja na busca de fiéis. “(...)é preciso estudar a Bíblia para chegar a Deus, e as palavras da liturgia não toleram imprecisão. Cabe à Igreja atrair fiéis, que devem conhecer as preces e os preceitos.”. Assim, os dois últimos séculos da Idade Média presenciam a expansão da escrita, tanto em latim quanto na língua vulgar. 

Destinadas às crianças entre sete e quatorze anos, aos poucos a escola traz o livro do domínio eclesiástico e político para o uso cotidiano. Expande-se para os estabelecimentos comerciais (“livros de contas”) e chega à zona rural nos contratos de venda ou locação, mesmo para posses pequenas. Também nas profissões, a escola exerce grande influência: frequentar a escola constitui uma prova de honradez, útil para conseguir um bom casamento, tornar-se administrador dos bens da paróquia ou magistrado municipal: scolae scalae (“a escola é uma escada”).  

Estas escolas eram presididas por um eclesiástico, scholasticus, subordinado ao bispado, daí o nome de escolástica dado à doutrina e à prática de ensino. Há, porém, uma forte demanda por elas, menos para moças, camponeses e pequenos vendedores, do que para moços, citadinos e mercadores. Apesar do estímulo na formação de cléricos por Carlos Magno (768-814), (e em 1215 o Concílio de Latrão fez referência a ela), não há uma estrutura escolar uniforme, como uma escola por paróquia.  

O magistério tem maior concentração nas regiões mais desenvolvidas. Os mosteiros beneditinos recebem rapazes e moças e os jovens pensionistas sempre se tornam monges. Os conventos e confrarias também podem manter escolas, assim como hospitais e orfanatos. Fundar, subvencionar e manter uma escola constitui um ato de misericórdia. A escola pode funcionar ainda, sobretudo na Itália, como empresa privada subvencionada pela comuna. Em uma escala mais reduzida, os mercadores ensinam a seus aprendizes as bases da escrita e do cálculo.  

A oferta assume várias formas, bem adaptada à demanda dos pais e inserida na continuidade da educação familiar, centrada na aprendizagem dos valores, na socialização e na aquisição de competências precisas. Este tipo de oferta tem seus inconvenientes: a flexibilidade de suas estruturas resulta em um funcionamento aleatório; se o pároco muda ou o mestre decide viajar, a escola pára de funcionar.  

Na França, as escolas elementares só surgiram na segunda metade do século 13, e se multiplicaram entre 1350 e 1450. As escolas rurais são relativamente bem conhecidas no norte, na Champanha e na Normandia, ou em toda região rica e urbanizada que tem muitos clérigos a formar e muitos monges para formá-los. No norte, em 1449, das 156 aldeias de Flandres, 152 possuem uma escola. Na zona rural, a escola raramente ensina a escrever: “saber ler é uma função intelectual valorizada, saber escrever é uma habilidade manual vagamente desprezada”. Na cidade, há todos os tipos de escola (cursos em latim ou em língua vulgar) assim como todos os níveis de ensino. No norte, Lille e Saint-Omer trinta escolas, quase uma por paróquia e Douai possui sete escolas. Em Valenciennes, que conta com vinte escolas em 1337 e quarenta e nove em 1388, há, nessa data, 516 crianças (145 meninas) escolarizadas entre sete e dez anos. 

+ Lidas

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Semanário ZN no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR