Historicamente, para maquiar suas imperfeições e erros e atingir seus objetivos, a nossa esquerda age com a conhecida estratégia de desviar o foco daquilo que tem relevância, valendo-se de termos fortes e acusatórios que negam o diálogo e a contra argumentação. Este intento só é possível graças à parceria escusa da imprensa dita engajada.
Ao tratar da época do regime militar, omitindo os atos terroristas de seus integrantes que integravam a luta armada para a realização de uma revolução aos moldes de CUBA, disseram lutar pela redemocratização e demonizaram aqueles que se opuseram a seus atos revolucionários, usando termos como DITADURA, CENSURA e TORTURA. Saiam de cena assim os terroristas que pretendiam transformar o país numa Ditadura do Proletariado e o foco ia para os heróis que libertaram o país, como se estes fossem os grandes vilões da história nacional. Apagava-se assim da história o vergonhoso papel que praticaram de inimigos da pátria.
Nunca assumiram os grandes erros dos muitos anos na direção do país e quando de lá foram retirados por meio de um impeachment, conduzido pelo Congresso Nacional e ratificado pelo Supremo, trataram o episódio como GOLPE. Aliás julgo que este seja o termo que mais gostam de usar sempre que sofrem um revés.
No momento atual, mais uma vez testemunhamos a velha estratégia sendo aplicada. Um ex-presidente corrupto e julgado culpado pela justiça tem suas condenações invalidadas pelo Supremo Tribunal Federal, sendo-lhe dada a prerrogativa de concorrer a eleição presidencial, numa eleição em que o Tribunal Superior Eleitoral e STF cometem uma série de arbitrariedades para favorecer o candidato criminoso. Para surpresa de todos, ele venceu a eleição que aconteceu com dúvidas sobre sua correção, dúvidas que não foram até o presente esclarecidas.
Diante desse quadro de terror e total injustiça, milhões de brasileiros têm saído às ruas para protestar e pedir para que a ordem seja restabelecida. Embora alguns só visualizem esse intento se concretizar com a intervenção das Forças Armadas, o que não é aceitável, o que fica evidente em todas manifestações é que grande parte da população, mais do que querer agir de forma não ortodoxa, não aceita a maneira como tudo aconteceu.
Pessoas de bem, de famílias que presam a ética e a correção de atitudes, recebem hoje o rótulo de GOLPISTAS e de participantes de ATOS ANTI-DEMOCRÁTICOS.
Mais uma vez tira-se o foco do ex-presidente criminoso, dos desmandos e arbitrariedades cometidas pela nossa Suprema Corte e apaga-se o passado cheio de máculas de um partido político, impingindo-se o papel de vilões àqueles que sonham com um país sem corrupção e que, valendo-se de valores éticos e morais sólidos, lutam para que o seu amado país possa se tornar uma grande nação.
Como patriota e cristão não posso acreditar que a vitória do mal sobre o bem se perpetuará. Devemos ter fé que a espada da justiça prevalecerá e os agentes do mal receberão o que lhes é devido.
Eduardo Diniz
Um Cidadão Brasileiro