A arborização urbana desempenha um papel crucial na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e na promoção de cidades mais sustentáveis e resilientes.
As árvores e a vegetação urbana não só contribuem para a melhoria da qualidade de vida nas cidades, mas também desempenham um papel fundamental na redução do aquecimento global e na adaptação às mudanças climáticas.
Diante dos desafios das mudanças climáticas, investir na arborização urbana e na promoção de cidades verdes e sustentáveis é fundamental para garantir um futuro mais equilibrado e saudável para as próximas gerações.
A valorização e preservação das áreas verdes nas cidades são essenciais para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e construir ambientes urbanos mais resilientes e adaptáveis às transformações do clima.
Com o objetivo de incentivar a preservação de áreas verdes na Capital paulista e promover a participação social para a melhoria de espaços urbanos por meio de parcerias para a conservação, execução e manutenção de melhorias urbanas, ambientais e paisagísticas de praças e áreas verdes do município, surgiu em 2017, o Programa Adote uma Praça.
A praça é um espaço que promove interação social, muito importante para a comunidade e que abriga dezenas de espécies de pássaros e plantas. É um lugar para viver uma cidade mais humana e gentil. Além disso, as praças contribuem para a purificação do ar e equilibram o microclima. Reduzem o calor, diminuem a velocidade dos ventos e melhoram a umidade do ar. Com um espaço que traz tantos benefícios, a adoção permite ainda a valorização dos imóveis em seu entorno. Atualmente, a cidade de São Paulo dispõe de 6.224 praças, canteiros e áreas verdes disponíveis no programa, das quais 1.042 estão sob adoção.
O arquiteto e urbanista, coordenador do Programa Adote uma Praça da Subprefeitura Vila Maria/Vila Guilherme, Cléverson José Ferreira destaca a importância do programa para a população e fala sobre o novo decreto 61.170/22 que torna mais ágil o processo de adoção.
“As praças contribuem para a purificação do ar e equilibra o microclima, além de reduzir o calor, diminuir a velocidade dos ventos e melhorar a unidade do ar. O espaço traz ainda inúmeros benefícios como a valorização dos imóveis em seu entorno. E o novo regramento do Programa Adote Uma Praça, instituído em março de 2022 pelo prefeito Ricardo Nunes, inova e desburocratiza as ações, possibilitando que praças e áreas verdes públicas sejam adotadas de forma simples, por meio eletrônico, desde o cadastro de interesse à emissão do Termo de Cooperação. Com a implementação do novo sistema, os interessados terão mais facilidade durante o procedimento.
As pessoas e empresas interessadas em adotar uma praça podem acessar o site https://adocaopracas.prefeitura.sp.gov.br. Basta o munícipe apresentar um projeto à Prefeitura, que será analisado e aprovado pela administração regional e, em seguida, o Termo de Cooperação é firmado via sistema. Em algumas regiões da cidade, estão disponíveis projetos modelo já prontos, que podem ser consultados por meio do portal. A parceria permite ao adotante instalar, no local, placas identificando quem é responsável pela zeladoria e preservação da área.
Nos termos estão descriminados serviços de zeladoria de canteiros centrais, área livre municipal entre ruas e praças públicas, que receberão manutenção e conservação da área, limpeza, poda de árvore, revitalização de plantas rasteiras e o paisagismo completo.
A subprefeitura local fica encarregada de acompanhar e fiscalizar as ações e vigência do acordo. O processo que levava, no mínimo, 120 dias para ser finalizado e era executado por meio de papéis, será concluído no tempo médio de 10 dias, de forma totalmente on-line.
Várias empresas adotaram o programa tais como Salton, Cidade Center Norte, ATPPOA – Associação dos Transportadores de Passageiros, Tegra Empreendimentos entre outras.
O novo decreto propõe que praças até 10 mil metros podem ser adotadas, além do limite de placas com anúncios da empresa”, disse o arquiteto.
O arquiteto Cléverson também ressaltou a sua atuação diante do programa. “A minha atuação dentro dele vem desde 2018, e a minha relação com o decreto é diretamente ligada em desenvolver algumas atividades dentro da questão urbana.
Com minha vasta experiência no assunto, trabalhei em 2018 na Defesa Civil da cidade e fui coordenador de áreas verdes da Subprefeitura da Vila Maria/Vila Guilherme onde pude desenvolver propostas de prevenção de áreas de risco e recuperação ambiental. A partir desta experiência, consegui agregar pessoas físicas e jurídicas a adotar praças. Atualmente, temos 37 pontos adotados na região da Vila Maria/Vila Guilherme.
Aproveito para destacar que um dos incentivadores do projeto é o subprefeito da Vila Maria/Vila Guilherme, Roberto Godoi. Inclusive, ele participou de um seminário que ajudei a organizar no dia 5 de junho, Dia do Meio Ambiente na Uninove”, concluiu Cléverson.
3º Encontro de Cooperantes do Programa Adote uma Praça
A Subprefeitura da Vila Maria/Vila Guilherme realizou em 5 de agosto, no auditório da UNINOVE Campus Vila Maria, o 3º Encontro de Cooperantes do Programa Adote uma Praça. Reuniram-se empresários, sociedade civil e poder público para discussões sobre as melhorias das praças e áreas verdes da região.
O arquiteto e urbanista Cléverson foi um dos coordenadores do encontro.
“O encontro foi muito importante para discutir melhorias das praças e áreas verdes da região. O evento contou com vários especialistas e palestrantes em meio ambiente, como o engenheiro agrônomo Antonio Carlos Carrillo e a bióloga Fabiana Freitas que abordaram o tema ‘Como a arborização impactou a certificação da cidade de São José dos Campos como Cidade Sustentável’; o engenheiro civil e especialista em gerenciamento de obras de saneamento e coleta de esgoto e suas respectivas estações de tratamento, Renato Zucculo, que abordou o tema ‘Histórico dos sistemas de drenagem da cidade de São Paulo’; o biólogo Samuel Barrêto que falou sobre ‘As soluções na natureza (SBN) para segurança hídrica – O estudo de caso do sistema Cantareira’; a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), professora doutora Eunice Prudente que abordou o assunto ‘Direito ao meio ambiente equilibrado: As áreas verdes são públicas’; o biólogo doutor Paulo Urbinatti, mestre em saúde pública da FSP/USP que discutiu sobre ‘A dengue e meio ambiente’; e o engenheiro florestal Luis Alberto Bucci, pesquisador científico do Instituto Florestal do Estado de São Paulo que falou sobre ‘Restauração ambiental: Ferramentas para a adaptação às mudanças climáticas’. Na ocasião, também oferecemos ao público presente muita música que falaram sobre o meio ambiente como Natureza Humana O Quinto elemento e Wake up and live ( Bob Marley), finalizou o arquiteto e urbanista”