SEMANÁRIO ZONA NORTE - JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO NA ZONA NORTE

Bairro do Mandaqui aniversaria no dia 6 de outubro

Primeira referência ao Mandaqui data de fevereiro de 1616

Mandaqui é um distrito pertencente à Prefeitura Regional de Santana-Tucuruvi. Tem como principais vias de acesso que cortam o distrito a Avenida Engenheiro Caetano Álvares e a Rua Conselheiro Moreira de Barros. Encontra-se também no distrito a Avenida Santa Inês e o trecho final da Rua Voluntários da Pátria. O Mandaqui, é uma região de classe média, com pequenos focos de pobreza. O distrito possui algumas opções de lazer, como diversos bares na Avenida Engenheiro Caetano Álvares e um shopping center localizado no bairro Lauzane Paulista, o Santana Parque Shopping. No Mandaqui encontra-se também o Horto Florestal. Na divisa do distrito vizinho de Santana com o distrito do Mandaqui encontra-se o Conjunto Hospitalar do Mandaqui. No extremo norte do distrito encontra-se a Serra da Cantareira e a divisa com o município de Mairiporã. O acesso ao alto da serra e ao município vizinho pode ser feito pela Estrada Santa Inês (continuação da Avenida Santa Inês). Distritos limítrofes:Cachoeirinha (oeste); Tremembé (leste); Tucuruvi (leste); Casa Verde (sudoeste); Santana (sul). O Mandaqui faz aniversário em 6 de outubro e sua data oficial de fundação é o ano de 1888.

História

A primeira referência ao Mandaqui data de fevereiro de 1616, quanto a Câmara da então Vila de São Paulo de Piratininga deu permissão ao bandeirante Amador Bueno da Ribeira para a construção de um moinho de trigo ao lado do Ribeirão Mandaqui e do Rio Grande (atual Tietê). Em tupi, o termo Mandihy significa rio dos mandis, ou dos bagres. Depois do moinho de Amador Bueno da Ribeira, que foi aclamado rei pelos paulistas, insuflados pelos espanhóis em 1641, instalou-se na área a Fazenda Pilão de Água, de propriedade de Josaphat Batista Soares, um dos mais antigos moradores do bairro. Já com 70 anos e fiel ao rei português, d. João IV, Amador recusou tornar-se o rei dos paulistas. Revoltada, a população cercou sua casa e o bandeirante teve de se refugiar no Mosteiro de São Bento, onde um frade conseguiu convencer o povo de que o bandeirante não queria se tornar monarca. A negativa de Amador Bueno frustrou os espanhóis, que queriam restabelecer o domínio da Coroa Espanhola sobre essa parte do Brasil.

O bairro tornou-se um reduto de imigrantes europeus, que se instalaram em chácaras na área, ao lado da Serra da Cantareira e do Horto Florestal, a 743m de altitude, com muito verde e água de excelente qualidade. A família Zunkeller, brasileiros de origem francesa, se instalou na atual área central do Mandaqui.

Liderados pelo patriarca Alfredo, os abastados Zumkeller plantaram videiras, produziram vinho e criaram gado leiteiro. Alfredo, casado com Judith, teve os filhos Eduardo, Jorge, Maurício, Lídia e Julieta. Ainda em vida, o patriarca dividiu, em 1928, as terras com os filhos, que começaram a loteá-las. A casa-sede do sítio dos Zumkeller, que ficava ao lado do atual Conjunto dos Bancários, foi demolida, sua construção era característica do início do século. Em seu lugar nos dias de hoje há um conjunto de prédios.

Posteriormente, com ar de cidade do interior, o bairro se tornou uma das paradas do Trenzinho da Cantareira. A antiga estação Mandaqui foi uma das cinco paradas originais do Tramway. Aberta por volta de 1895, permaneceu em funcionamento até 1964, quando foi desativada com o fim do ramal. É uma das poucas que até hoje está de pé, cercada por um muro alto, na esquina da Avenida Engenheiro Caetano Alvares com a Rua Voluntários da Pátria, atrás de uma lanchonete, mas mantém suas características arquitetônicas.

O desenvolvimento deu-se a partir dos anos 1960, quando começaram a surgir os prédios. Uma das versões do nome Mandaqui é uma história curiosa que se remete a um antigo morador, cujo nome a história não registrou, mas que, ao encontrar em suas terras os funcionários da Companhia da Cantareira, disse que quem mandava ali era o “filho do meu pai”, ou seja ele mesmo. Com o passar do tempo, as pessoas passaram a se referir à área como a terra do Mandaqui.

Hospital do Mandaqui

Fundado em 1º de dezembro de 1938, pelo Decreto 9.566, foi o primeiro hospital governamental, especializado em tuberculose, instalado no Estado de São Paulo, dando início a toda rede de hospitais de tuberculose do governo estadual.Funcionou inicialmente em três pavilhões com capacidade de 100 leitos destinados a adultos, posteriormente aumentados com as instalações de novos pavilhões até atingir em torno de 450 leitos.  Sua organização permitiu o tratamento das várias formas de tuberculose, em todas as idades, bem como as doenças intercorrentes. A cirurgia torácica, realizada desde os primórdios do hospital e em locais improvisados foi melhorando à medida que o hospital foi adquirindo melhores equipamentos e instalações, chegando a se tornar o maior centro cirúrgico especializado e de referência no Estado de S. Paulo.

Em 17de setembro de 1970, em Decreto nº 52.530, foi aprovado o regulamento do Parque Hospitalar do Mandaqui e assim funcionou até 1988, quando foi transformado em Hospital Geral, incorporando a si, o Hospital Infantil Zona Norte.Em 10 de janeiro de 1997, o hospital passou a se denominar Conjunto Hospitalar do Mandaqui, quando foi definida a missão e o atual organograma, no qual se procurou aproximar áreas operacionais dos gestores e a definição de missão apoiado nos objetivos e metas da instituição.

Em fevereiro de 2004 foram entregues totalmente reformados os prédios do antigo Hospital Infantil Zona Norte, até então imóvel desativado, para o funcionamento do Centro de Referência do Idoso e o prédio Leonor Mendes de Barros, onde já funcionava Ambulatório de Especialidades. Em 2005, foi inaugurado o Pronto Socorro Infantil em novo espaço físico e também o serviço de emergência do Pronto Socorro de Adultos. Atualmente o Conjunto Hospitalar do Mandaqui é um Hospital Geral, de ensino, em nível terciário sendo referência para politraumatizados para a Zona Norte de São Paulo e passa por uma ampla reforma que vai deixá-lo entre os melhores do país.

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Bairro do Mandaqui aniversaria no dia 6 de outubro

Mandaqui é um distrito pertencente à Prefeitura Regional de Santana-Tucuruvi. Tem como principais vias de acesso que cortam o distrito a Avenida Engenheiro Caetano Álvares e a Rua Conselheiro Moreira de Barros. Encontra-se também no distrito a Avenida Santa Inês e o trecho final da Rua Voluntários da Pátria. O Mandaqui, é uma região de classe média, com pequenos focos de pobreza. O distrito possui algumas opções de lazer, como diversos bares na Avenida Engenheiro Caetano Álvares e um shopping center localizado no bairro Lauzane Paulista, o Santana Parque Shopping. No Mandaqui encontra-se também o Horto Florestal. Na divisa do distrito vizinho de Santana com o distrito do Mandaqui encontra-se o Conjunto Hospitalar do Mandaqui. No extremo norte do distrito encontra-se a Serra da Cantareira e a divisa com o município de Mairiporã. O acesso ao alto da serra e ao município vizinho pode ser feito pela Estrada Santa Inês (continuação da Avenida Santa Inês). Distritos limítrofes:Cachoeirinha (oeste); Tremembé (leste); Tucuruvi (leste); Casa Verde (sudoeste); Santana (sul). O Mandaqui faz aniversário em 6 de outubro e sua data oficial de fundação é o ano de 1888.

História

A primeira referência ao Mandaqui data de fevereiro de 1616, quanto a Câmara da então Vila de São Paulo de Piratininga deu permissão ao bandeirante Amador Bueno da Ribeira para a construção de um moinho de trigo ao lado do Ribeirão Mandaqui e do Rio Grande (atual Tietê). Em tupi, o termo Mandihy significa rio dos mandis, ou dos bagres. Depois do moinho de Amador Bueno da Ribeira, que foi aclamado rei pelos paulistas, insuflados pelos espanhóis em 1641, instalou-se na área a Fazenda Pilão de Água, de propriedade de Josaphat Batista Soares, um dos mais antigos moradores do bairro. Já com 70 anos e fiel ao rei português, d. João IV, Amador recusou tornar-se o rei dos paulistas. Revoltada, a população cercou sua casa e o bandeirante teve de se refugiar no Mosteiro de São Bento, onde um frade conseguiu convencer o povo de que o bandeirante não queria se tornar monarca. A negativa de Amador Bueno frustrou os espanhóis, que queriam restabelecer o domínio da Coroa Espanhola sobre essa parte do Brasil.

O bairro tornou-se um reduto de imigrantes europeus, que se instalaram em chácaras na área, ao lado da Serra da Cantareira e do Horto Florestal, a 743m de altitude, com muito verde e água de excelente qualidade. A família Zunkeller, brasileiros de origem francesa, se instalou na atual área central do Mandaqui.

Liderados pelo patriarca Alfredo, os abastados Zumkeller plantaram videiras, produziram vinho e criaram gado leiteiro. Alfredo, casado com Judith, teve os filhos Eduardo, Jorge, Maurício, Lídia e Julieta. Ainda em vida, o patriarca dividiu, em 1928, as terras com os filhos, que começaram a loteá-las. A casa-sede do sítio dos Zumkeller, que ficava ao lado do atual Conjunto dos Bancários, foi demolida, sua construção era característica do início do século. Em seu lugar nos dias de hoje há um conjunto de prédios.

Posteriormente, com ar de cidade do interior, o bairro se tornou uma das paradas do Trenzinho da Cantareira. A antiga estação Mandaqui foi uma das cinco paradas originais do Tramway. Aberta por volta de 1895, permaneceu em funcionamento até 1964, quando foi desativada com o fim do ramal. É uma das poucas que até hoje está de pé, cercada por um muro alto, na esquina da Avenida Engenheiro Caetano Alvares com a Rua Voluntários da Pátria, atrás de uma lanchonete, mas mantém suas características arquitetônicas.

O desenvolvimento deu-se a partir dos anos 1960, quando começaram a surgir os prédios. Uma das versões do nome Mandaqui é uma história curiosa que se remete a um antigo morador, cujo nome a história não registrou, mas que, ao encontrar em suas terras os funcionários da Companhia da Cantareira, disse que quem mandava ali era o “filho do meu pai”, ou seja ele mesmo. Com o passar do tempo, as pessoas passaram a se referir à área como a terra do Mandaqui.

Hospital do Mandaqui

Fundado em 1º de dezembro de 1938, pelo Decreto 9.566, foi o primeiro hospital governamental, especializado em tuberculose, instalado no Estado de São Paulo, dando início a toda rede de hospitais de tuberculose do governo estadual.Funcionou inicialmente em três pavilhões com capacidade de 100 leitos destinados a adultos, posteriormente aumentados com as instalações de novos pavilhões até atingir em torno de 450 leitos.  Sua organização permitiu o tratamento das várias formas de tuberculose, em todas as idades, bem como as doenças intercorrentes. A cirurgia torácica, realizada desde os primórdios do hospital e em locais improvisados foi melhorando à medida que o hospital foi adquirindo melhores equipamentos e instalações, chegando a se tornar o maior centro cirúrgico especializado e de referência no Estado de S. Paulo.

Em 17de setembro de 1970, em Decreto nº 52.530, foi aprovado o regulamento do Parque Hospitalar do Mandaqui e assim funcionou até 1988, quando foi transformado em Hospital Geral, incorporando a si, o Hospital Infantil Zona Norte.Em 10 de janeiro de 1997, o hospital passou a se denominar Conjunto Hospitalar do Mandaqui, quando foi definida a missão e o atual organograma, no qual se procurou aproximar áreas operacionais dos gestores e a definição de missão apoiado nos objetivos e metas da instituição.

Em fevereiro de 2004 foram entregues totalmente reformados os prédios do antigo Hospital Infantil Zona Norte, até então imóvel desativado, para o funcionamento do Centro de Referência do Idoso e o prédio Leonor Mendes de Barros, onde já funcionava Ambulatório de Especialidades. Em 2005, foi inaugurado o Pronto Socorro Infantil em novo espaço físico e também o serviço de emergência do Pronto Socorro de Adultos. Atualmente o Conjunto Hospitalar do Mandaqui é um Hospital Geral, de ensino, em nível terciário sendo referência para politraumatizados para a Zona Norte de São Paulo e passa por uma ampla reforma que vai deixá-lo entre os melhores do país.

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