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Sexta-feira, 16 de Outubro 2026
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A quarentena e as mães-maravilhas

Um dia desses conversava com uma conhecida

A quarentena e as mães-maravilhas
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Um dia desses conversava com uma conhecida, mãe de dois filhos pequenos, sempre trabalhou fora, estudou, cuidou da casa e dos afazeres domésticos. Ela estava exausta.

A quarentena trouxe ainda mais dificuldades para a sua rotina. Antes era uma mulher multitarefa, mas em períodos diferentes. Agora ela precisa ser mãe em tempo integral, esposa em tempo integral e funcionária em tempo integral. Quase uma super-heroína.

A quarentena impôs dificuldades para toda a sociedade. Hoje, até ir ao supermercado se tornou uma tarefa complicada e que exige planejamento e muita atenção.

Para nós mulheres esse cenário é ainda mais desafiador. Três em cada 10 mulheres criam os filhos sozinhas em São Paulo. Elas acumulam o trabalho doméstico, o emprego e a educação dos filhos. Neste momento, essas mulheres precisam dar conta de tudo ao mesmo tempo.

A pandemia do novo coronavírus veio para potencializar problemas que já existiam e a sociedade insistia em fechar os olhos. Dados de países de todo o mundo, inclusive do Brasil, mostram que a violência contra a mulher e contra a criança aumentaram com o confinamento. Essas mães e seus filhos estão presos em casa com os agressores.

Também são as mulheres, muitas delas mães, que estão na linha de frente no combate à pandemia. Cerca de 65% dos profissionais de saúde do Brasil são mulheres.

São médicas, enfermeiras, auxiliares de enfermagem, técnicas de enfermagem, cozinheiras, faxineiras que diariamente levantam de suas camas e vão “para a guerra”, cheias de dúvidas, inseguranças, incertezas e medos.

Nós, políticos, temos o dever de também fazer a nossa parte e fico feliz de ver que a Câmara dos Vereadores segue neste caminho e busca encontrar soluções para esses novos problemas. Como a lei aprovada esta semana que garante vagas em hotéis para mulheres vítimas de violência doméstica e para profissionais da saúde e a redução salarial dos vereadores e profissionais em cargos em comissão.

Este será um Dia das Mães diferente. O comércio de São Paulo ainda está fechado, assim como da maior parte das cidades do Brasil.

As famílias não poderão se reunir para o tradicional almoço de domingo. Muitas pessoas, eu inclusive, não poderão ver as suas mães pessoalmente.

Mas, o espírito da data segue inabalável. É um dia de amor, de compaixão, de esperança.

Afinal, é isso que move as mães. A esperança de que amanhã será melhor do que ontem e do que hoje.

Parabéns para todas essas Mães-maravilhas.

Feliz Dia das Mães

* Vereadora da cidade de São Paulo e presidente da Associação das Vereadoras do Estado de São Paulo. E-mail: adrianaramalho@adrianaramalho.com.br

Adriana Ramalho

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